Perante a minha forma de ser, qualquer pessoa que passe na minha vida, acaba eventualmente, por me marcar e deixar memórias.
Isto acontece-me inevitavelmente, mesmo que seja por uma ou outra situação singela, dificilmente me esqueço de quem partilha este ou aquele momento comigo.
Contudo, há as pessoas que passam na nossa vida e há as pessoas que entram na nossa vida. E estas últimas, não só nos marcam como passam a ser um pedaço de nós, de tudo o que fazemos, de tudo o que pensamos, de tudo o que vivemos. São estas pessoas que entram cá dentro e que mesmo com as intempéries do tempo, nunca mais saem. São as pessoas que cremos que nunca vão morrer, que vão sempre fazer parte no nosso dia-a-dia, das nossas vivências, dos nossos planos.
Lamento ter de postar isto no blog, mas para grande desgosto, infelizmente o nosso querido e muito amado bivô Arúbio - avô do papá Peixe e tantas vezes parte das histórias descritas neste blog - faleceu este fim de semana.
Um paragem cardio-respiratória traçou o destino ao seu pobre coração de 79 anos, que para espanto de todos, levou o nosso patriarca mais cedo do que qualquer um de nós jamais havia calculado.
Da partida do bivô Arúbio guardo a infelicidade de ter estado presente no momento em que Deus o levou. Mas disso não quero falar. As coisas acontecem porque têm de acontecer, e antes ser eu a esforçar-me por apagar essa imagem e aqueles momentos da minha cabeça do que ser um filho a ter de viver com ela....
Não a quero partilhar com a Laura, nem convosco. Quero esquecer e relembrar o que foi de bom e foi tanta, mas tanta coisa!
Portanto, por mais ridículo que pareça, quero deixar aqui descritos todos os pormenores sobre ele que acho que a Laura um dia irá gostar de ler, até os mais absurdos, mas enquanto me lembro de cada um, quero pô-los aqui, para que fiquem, para sempre.
Creio que falo por todos quando afirmo que fizemos dele uma pessoa feliz. Sempre lhe demos imensos mimos e acho que ele partiu sem a menor dúvida de que todos o admiravam e amavam.
Ao contrário da maior parte dos homens da geração dele, era uma pessoa muito dada a afectos. Como sabem, há 79 anos, a expressão emotiva não era usual entre pais e filhos.
Mas para nossa alegria, esse exemplo passou-lhe sempre ao lado, e lá beijos e mimos era coisa de que ele não nos privava!
Foi um tradicional homem do campo. Dos rijos, dos puros, dos bons.
Vindo de famílias de posses, decidiu sair de casa aos 16 anos e vingar na vida por meios próprios. E conseguiu-o.
Cresceu entre cavalos e toiros, nos treinos do local toureiro Vitorino Fróis, que se tornou no seu amigo e companheiro de tanta história que nos relatava constantemente.
Da sua paixão pela tourada, ensinou à Laura como se pega um toiro com afinco, pega essa que ela executa com o entusiasmo típico dos seus tenros 2 anos de idade.
Herdou por influência dele o mesmo gosto. De facto, há coisas que não se explicam, e não sendo eu nem o papá adeptos da prática a nossa pikena tem nos genes a paixão do avô.
O meu avô partiu sem que eu pudesse desfrutar dele como pretendia. Em consequência, vivi os momentos com o bivô Arúbio de uma forma intensa e maravilhosa.
Em sua homenagem o nosso barco tem o seu nome, e quando casei adoptei o nome dele, o que lhe conferiu grande felicidade.
Nunca, em 12 anos, se referiu a mim como a "mulher do meu neto", mas sempre como a "minha neta".
Era para o papá Peixe uma referência de vida, um companheiro, aquele mentor da existência dele e o avô de quem falava a todos com grande orgulho.
Para mim, foi alguém a quem me liguei de uma forma inexplicável.
Da minha casa há uma porta para a dele, e todas as manhãs o ouvia. A brincar com o cão, a tratar das galinhas, a passear pelo quintal.
A Laura à medida que ia crescendo, pedia cada vez mais para fugir para lá.
Mal o ouvia, ia buscar os sapatos e dizia: "mãe, calça, vou ter com o vô aúbio". Ele, na maior das suas paciências, passeava-a por todo o lado, mostrava-lhe os animais, falava-lhe das flores, dava-lhe ovos quentinhos acabadinhos de gerar.
De vez em quando dava-lhe um raminho de flores e dizia "vai dar à mãe, vai lá".
Inúmeras vezes eu chegava a casa e me deparava com um ovo na cozinha que ele carinhosamente lá deixava. Dizia-lhe "Avô, a Laura não come ovos todos os dias..." e ele respondia-me meloso: "Deixa estar, estes são fresquinhos são melhores para a menina".
Com a única bisneta tinha uma cumplicidade que dava gosto ver, ou não fosse ele, como com todos os netos, de uma extremosidade inigualável.
"Ela no meu colo até trepa por mim acima" dizia, todo vaidoso :)
A única vez que o vi chorar foi quando a Lau teve o incidente do pé no lavatório.
Distribuiu os bens pelos filhos em vida. Frisava que não queria guerras por heranças quando morresse, e mesmo quando todos lhe diziam para não o fazer, ele manteve a sua dignidade.
Construiu uma família linda, unida, sólida e que tem o apreço e admiração de todos que a conhecem.
Quando foi diagnosticado Alzheimer à sua mais-que-tudo, ele dedicou-se a ela como se de um bebé se tratasse.
Pintava-lhe o cabelo, cortava-lhe as unhas, limpava a casa, levava-a a passear de mão dada...
Como casal eram únicos. "Nino" para aqui, "Nina" para ali...sempre.
Brincavam como adolescentes e trocavam afectos constantes.
Para ela os dias são penosos e a doença dela dificulta o dia a dia de cada um de nós.
Num momento está consciente, no outro pergunta por ele.
Estavam sempre juntos, portanto para ela estar em qualquer lugar sem ele, é demasiado estranho para ser compreendido.
Mas todos juntos somos um pedaço dele e creio que é a isso que nos tentamos agarrar e é isso que lhe devemos transmitir.
Eu adorava tê-lo lá em casa. Conversava e conversava e conversava...
Adormecia no meu sofá e nem se incomodava com as horas. Adorava café e uns bolinhos :)
Guloso até mais não!
Ele e a bivó foram os meus grandes companheiros de baixa de parto.
Grandes tardes, grandes lanches...
Deus levou o corpo, mas ficou a alma, o espírito, as frases, as histórias, o exemplo.
De um grande homem, de uma grande pessoa, de um grande amor...
Até sempre querido "vô Aiúio"...
Bom, nem sei bem por onde começar...
Em primeiro lugar, devo elucidar-vos de que a Laura não tem nenhum maninho/a a caminho. Não, não...! lol
As nossas intenções a esse respeito mantêm-se, e é óbvio que tenciono duplicar a experiência, ideal até seria triplicar, mas para já, ainda é cedo.
Até nisso a loja mudou a minha visão.
Apercebo-me que os irmãos próximos têm por certo as suas vantagens, mas os que respeitam um intervalo de 4/5 anos também.
Nesta última possibilidade há uma maior maturidade por parte da criança existente, o que faz com que receba o novo bebé com maior entusiasmo e compreensão. Também se parte do principio que este já possui alguma autonomia, o que facilita a vida dos pais. Além de que, em termos de crescimento tem outros factores de relevância, como por exemplo, se ambos decidirem ir para a faculdade, quando um está prestes a terminar, começa o outro, logo a nível de despesas comuns também permite uma maior dispersão de preocupações :)
Quando são muito próximos, por norma, o mais pequeno ainda se encontra numa fase de necessitada dedicação e acompanhamento e por vezes sentem mais a ameaça de um novo membro na familia, o que resulta em diversas manifestações, dentro das quais, até alguma regressão no próprio desenvolvimento da criança.
Posso dizer-vos que tenho casos de clientes cujos filhos retomaram à cama dos pais, às chupetas, às fraldas, etc. Este comportamento é usual, e os pediatras apontam-no como uma chamada de atenção.
Como tal, e não apenas por isto, mas também porque os nossos actuais bebés (loja e Laura) ainda requerem bastante de nós, o nosso próximo peixinho ainda repousa em águas calmas :)
Em relação à minha ausência, não se deveu só à minha falta de disponbilidade, mas também a vários outros aspectos exteriores à agitação do meu dia-a-dia.
Simplesmente por vezes há fases na vida em que precisamos parar, em todos os niveis. Virarmo-nos para dentro e ter daqueles momentos de introspecção em que pensamos em tudo e em nada, sem nenhuma razão aparente, mas simplesmente porque precisamos.
É certo que muito se passou nestes meses. A minha vida andou agitada.
Sabem aqueles dias em que corre tudo mal? Pois bem, tipo isso, mas dia após dia, por vezes nem sempre relacionado comigo directamente, mas como sou mais de viver para quem amo do que para mim, não consegui ficar indiferente.
Durante estas alturas a minha cabeça bloqueia completamente de tão baralhada que fica, o que me deixa incapacitada na maior parte das minhas regulares aptidões.
Não sou, nem nunca fui de desabafos. Sou mais de permitir que se abram comigo do que de me abrir com os outros. A minha mãe contesta isso desde que me lembro de existir.
Mas sabem o que penso?
Das poucas vezes que desabafei, preocupo as pessoas. Pessoas essas que depois me questionam: "esta tudo bem?", "estas melhor?", "que se passa?"...
Pois bem, faz parte de mim pensar em soluções, e quando isso não é possivel, deixar que as coisas se resolvam por si, e se por acaso elas não possuem ou apresentam resolução aparente, opto por tentar esquecê-las para que a vida tome o seu curso normal.
Se desabafo, as pessoas que se preocupam (inconscientemente) não facilitam esse processo.
Por isso, a minha auto-terapia entra em cena.
É aí que faço a opção de me virar para mim, de refletir, de pensar, de me acalmar e de me esforçar para clarificar a mente das coisas más para que dê espaço a que venham outras tantas boas para a encher.
Olho à minha volta e reparo em todos os pormenores brilhantes da vida.
As cores, a beleza, a magia, a bondade, a naturalidade do dia-a-dia, enfim...todas as coisas que a vida me pode oferecer e que eu por vezes tão - estupidamente - ignoro.
Após isso, é só fazer a troca: entram umas e saem outras :)
Neste momento, todo esse processo está completo. E como tal, aqui estou eu.
Renovada e fresquiiiiinha :)
Quero deixar um enorme beijinho a todas as que compreenderam a minha ausência e que sempre carinhosamente se dirigiram mim, via blog, msn ou email.
Entretanto trago novidades da Laura! ;)
A ti, "Sónia" quero apenas frisar que há dias menos bons. Lamento que nos tenhamos encontrado num deles. Respeito a tua opinião. Se um dia pretenderes falar sobre isso, não me oponho de modo algum. Obrigado e Felicidades!
Olá! Olá! Olá!
Cá estamos como prometido :)
Desta feita, venho apenas com um post "prenda", não meu, mas da Lau! Posteriormente publicarei um "daqueles", com explicações e relatos do que têm sido os nossos dias.
Como sempre mencionei, a Lau continua indiferente a todo o tipo de brinquedos, à excepção de alguns jogos de encaixe e afins.
Porém, mesmo em opção a estes últimos, ela troca-os facilmente pela sua exclusiva e afinca paixão pelas canetas e folhas de papel.
Ao que temos visto, creio que vem artista a caminho.
Desde cedo que se esforçou por começar a desenhar traços direitos e bolinhas bem redondinhas. A pouco e pouco começou a elaborar as caras das bolas que nós faziamos, com os olhos e a boca. Depois fazia uma bola com traços (sol), uma bola com um pau (gelado), etc.
Pois bem, nesta fase, pede para lhe desenharmos uma pessoa. Nós fazemos uma bola e os traços e ela aplica-se nos olhos, no nariz, na boca, no cabelo, nos pés e nas mãos.
O "senhor" que de seguida se apresenta até teve direito a óculos!
Aqui ficam os dotes da pikena.
Até breve!
PS - Faltam dois cabelinhos no topo da cabeça, que não ficaram bem visiveis na digitalização :)
....vamos voltar!...
Muito em breve ;)
- "Mãe, poque táis a choiáie?"
- "Lau, lembraste que a tia tinha um dói-dói?"
- "Xim"
- "Agora já não tem"
- "Tá bem, ma poque táis a choiáie?"
- "Olha, agora a tia foi para o céu, e tu tens mais uma estrelinha só para ti, está bem?"
- "Tá bem"
(...)
- "Mãe?? Xabes? A tia nan foi nada pó xéu, tá em casa a ómir, tá bem? Nan chóies..."
(Apesar da tristeza, sei que finalmente alcançaste a tua paz e a tua dor terminou, e isso tranquiliza-me...custa-me saber o que sofreste e ter-te sentido ir lentamente...ninguém merece passar por isso. Nunca me vou esquecer do carinho que me deste ao longo da vida, e da tua ternura com a Laura...descansa em paz, tia querida...)
Começo este post sem saber o que hei-de ao certo dizer-vos…
A imagem ilustra as minhas palavras. Completámos o desfralde diurno!
O processo demorou ao todo cerca de 3 semanas, sendo que, como já sabem, desde há muito que iniciámos a Lau na habituação do bacio.
Foi tudo super natural e sem stresses, tal como eu sempre fiz intenção que fosse.
Tive imensas ajudas dos conselhos das mamãs da loja, que carinhosamente me foram dando as suas dicas :)
Depois de falar com muitas delas apercebi-me que a nossa primeira iniciativa pode ter ajudado bastante, pois há imensas crianças com medo do bacio e que o rejeitam logo de antemão. Por isso, foi bom ambientá-la previamente ao "dito cujo".
De qualquer forma, penso que seja importante fazer investimento num bacio que seja essencialmente confortável para a criança. Em que o rabiosque fique bem assente e isento de marcas em caso de "estadia" prolongada.
O meu foi-me oferecido pelo meu pai, mas para a casa da ama, optámos por um daqueles bem simples, e que não têm entre-pernas, para que ela possa sentir-se à vontade.
Ao que constatei há bebés que preferem de imediato passar para a sanita, com o devido redutor, que, na minha opinião, tal como o bacio quanto mais confortável for, mais ajudará a adaptação do bebé.
Aqui fica a descrição do nosso método:
Começámos inicialmente por pô-la no bacio apenas de manhã, quando acordava. Estudos comprovam que o bebé faz chichi nos 5 minutos que decorrem depois de acordar, por isso normalmente a experiência corria bem.
A pouco e pouco a Laura começou a manifestar-se, mas como eles normalmente só têm capacidade para segurar o chichi a partir dos 24 meses, nunca a pressionámos.
Primeiro começou por dizer-nos que tinha a fralda suja, e segundo li, este é um dos primeiros sinais que eles estão preparados para o desfralde.
Com a abertura da loja e afins, fui adiando, mas certo dia decidi que estava na altura de lhe dar a oportunidade de avançar mais esta meta.
Comecei por tirar-lhe a fralda apenas à noite quando chegávamos a casa. Porém, não lhe colocava cuequinhas, deixava-a livre.
Também li algures que nas primeiras vezes se lhes colocamos cuecas eles têm a sensação que estão protegidos e fazem chichi naturalmente.
Para onde a Laura fosse, o bacio ia atrás, para que ela lhe tivesse acesso facilitado.
Decorreram alguns dias, e com eles alguns acidentes, claro.
Achei então que estava na altura de passarmos às cuequinhas. Comprei das que vendo na loja. São excelentes e posso recomendar. Além de serem mais económicas que as fralda/cueca, ainda são ecológicas.
Espreitem aqui: http://www.bambinomio.com/v06/prd/pot.cg
Para lhe dar a sensação de desconforto, sempre que havia um acidente não lhas tirava de imediato (este conselho até vem na própria embalagem das cuecas).
Quando saiamos de casa, punha-lhe a fralda por cima das cuecas e mencionava que não deveria sujar as cuequinhas novas :)
A pouco e pouco fomos lá. Começou por dizer no fim de fazer, depois a meio e agora já vai a tempo :)
De vez em quando já lá estão dois pinguinhos, mas acaba o resto no bacio!
Até agora contam-se 2 dias sem acidentes. Acho que é um bom balanço :)
Nunca ralhámos com ela quando se descuidava. Nunca a pressionámos.
Cada vez que cumpria a sua tarefa, saltávamos e batiamos palmas até ela soltar gargalhadas. Agora quando faz chichi já diz: "mãeeee! sata, palmas!" lol
Mais uma "prueba superada" :)
Parabéns meu SOL!
Desde que engravidei que não me aventurava numa saída à noite.
Nunca tinha deixado a "nha Lau" de noite com ninguém, mas no fim de semana passado, dois aniversários e uma despedida de solteira, lançaram-me o desafio.
Primeiro fomos ao aniversário do "grandpa" John. 71 anos pela primeira vez festejados em Portugal e em casa nova, é de comparecimento obrigatório.
A Laura esteve bem, como sempre, salvo a birra de sono, que se tem vindo a tornar pior (assunto a postar mais tarde), cantou os parabéns, esbocejou umas palavritas de inglês, insistiu para molhar os pés na piscina e delirou a brincar às escondidas com a Ann. Foi um jantar delicioso :)
Dois minutos depois de sairmos de lá, já a Laura estava ferradinha a dormir.
Sobravam-nos um aniversário e as despedidas de solteiros. O papá nem questionava sequer a possibilidade de irmos, pois de vez em quando somos convidados a eventos e eu nunca consegui deixar a Laura...
Mas eu estava super bem-disposta, bem vestida e arranjada e a noite convidava a sair...
Virei-me para os meus sogros e perguntei se não se importariam de ficar com ela. Eles gaguejaram - lol - também sabem como sou e acho que ficaram impávidos com a minha pergunta, ainda mais quando lhes disse que ela podia dormir na casa deles.
Como é óbvio, aceitaram, todos tolos :)
Largámos a pikena e seguimos viagem. O silêncio instaurou-se no carro durante uns minutos mas depois o papá quebrou o gelo: "apesar de nos sentirmos meio estranhos, estamos descontraídos e acho que até nos vai saber bem".
Concordo.
A noite segue. Vamos brindar com o Tiago, outro aniversariante, que já alegre pede companhia e me incute lembranças dos "maus vícios" lol (aiiii minha mãe...!)
Para mim a noite perfeita sempre foi finalizada numa pista de dança.
Eu sempre fui e sou daquelas pessoas que tem a dança nas veias.
ADORO.
Sozinha, acompanhada, seja o que for e onde for, venha a música!
Ainda hoje são inúmeras as vezes que danço com a Laura pela casa. É sem dúvida a minha melhor terapia, e para meu agrado, ela partilha do mesmo gosto :)
Porém, as minhas meninas da despedida de solteira esgotaram as energias antes do prazo e quando chegámos à disco, já elas estavam de saída....buááá...mesmo assim confraternizámos na barraca dos cachorros - lol - o resto ficou prometido para outro dia.
A noite foi animada. Dei imensas gargalhadas, bebi uns copos, conheci gente gira e diverti-me imenso.
A falta de hábito a estas lides, fez-me adormecer ainda na viagem para casa.
A meio da madrugada acordo com os soluços da minha Lau ao colo da minha sogra. A minha peixinha acordou e só disse a choramingar: "Vó, queio a minha mãe..."
Deitei-a a meu lado, abracei-a e cantei-lhe a música dela. O final perfeito.
Talvez eu esteja preparada para cortar o cordão umbilical de vez em quando, mas acho que a minha bebé ainda não...:)
Pois é, desde que abri a loja que a minha vida tem sido uma pequena tempestade…
O tempo encurtou e bastante e já perdi a conta aos hobbies e prazeres que se foram perdendo…
Ora vejam:
Vamos deambular por lá este ano, a título profissional...
A mini-peixa estará devidamente identificada :) por isso quem for, caso queira, pode meter conversa connosco, sem crise!
Creio é que têm de jogar um pouquinho ao "Onde está o Wally?" lol
Beijos GRANDES!
...agitar bem um pouquinho de água e sal grosso num biberon, o deixa impecável?
e que...
...quando os nossos pikenos estão sofredores dos dentinhos, esfregar umas gotas de sumo de limão nas gengivas previne as infecções além de que funciona como um excelente analgésico?
PS - O video da entrevista no YouTube vai sair, ao que sei já anda alguém a tratar disso ;)
Eu acordei cedo.
Já tinha deixado tudo pronto de véspera, por isso apenas me preocupei com a trivial preparação do saco da Lau.
O papá Peixe já havia acordado antes de mim e saído de casa para tratar de assuntos pendentes.
Ainda antes de me começar a vestir, chega a minha querida amiga de sempre, C., cuja presença só poderia ser imprescindível num dia como este.
Vesti-me e vesti e despi a Lau para aí duas vezes…até encontrar a “toilette” perfeita não foi lá muito fácil. Ela, entretida e vaidosa como já sabe ser, a cada muda só perguntava enquanto levantava as camisolas “tói gia?”
Finalmente eu e a madrinha optámos pelo casual. A minha filha nunca anda muito pipi, logo não seria por ir à TV que isso iria acontecer lol
Depressa nos despachamos, saímos de casa, apanhamos a ama da Laura e rumamos à capital.
Encontramos os estúdios Valentim de Carvalho à primeira, o que nos fez ser pontualíssimos!
Identificamo-nos à entrada e entramos para o estúdio.
À recepção está o Sr. Carlos Areias que estuda atentamente os textos (presumo) e que simpaticamente mete conversa com a Lau e com os seus – maravilhosos - totós.
Somos recebidos por uma senhora muito simpática que nos acompanha até ao refeitório.
“Vai ser a primeira convidada da segunda parte” – informa-me.
Ora bolas! E eu que queria ser a última…
Almoçámos rapidamente pois não nos queríamos atrasar!
No fim de almoço somos dirigidos a uma pequena sala de espera onde encontro as outras duas mamãs.
Uma senhora aborda-me e explica o que se vai passar. Vou entrar com a Laura que pode até sentar-se a meu colo, pois querem que ela apareça.
Diz-me que basicamente irei conversar sobre a gravidez, os primeiros tempos etc. E remata: “que ao que ouvi dizer a Patrícia é a pessoa indicada para falar nisso”
Agradeço e comento: “acha mesmo? Eu não sei bem…”
Ela tranquiliza-me e transmite-me confiança, o que me ajuda bastante.
Sou chamada para a maquilhagem.
Sento-me numa cadeira suuuuuper confortável e uma senhora de sotaque espanhol e com uma voz muito suave começa a minha “produção”. Nunca tinha sido maquilhada por outra pessoa, mas posso dizer-vos que é uma coisa super tranquilizadora. Fiquei mesmo muito relaxada!
O ambiente era excelente e a conversa fluiu naturalmente, o que me pôs de imediato à vontade, ou não fosse eu uma conversadora nata!
Quando me levanto para me ver ao espelho, acho que pensei para mim: onde é que foi a minha cara??? lol
É incrível o que se consegue fazer. Eu achei-me completamente irreconhecível, com um disfarce de pele perfeita, mas ao mesmo tempo tão natural como o meu aspecto do dia-a-dia. Impressionante.
Passei à fase dos cabelos, em suma: mais mimos.
Durante todo este processo a Laura fica completamente indiferente a estar num ambiente estranho com pessoas que nunca viu na vida.
Corre pelos corredores, conversa com toda a gente e age com a naturalidade que só quem a conhece pode comprovar.
Como está sentada a meu lado, troco palavras com a Leonor Poeiras pois o filho dela é da idade da Laura, e como é óbvio, no que toca a partilhar aventuras, mãe que é mãe tem sempre mais que conversa!
Mais um relance ao espelho e para meu espanto: caracóis!
No geral o resultado foi engraçado e agradou a todos. A minha amiga C. até achou que eu tinha passado de Peixinha a Sereia lol
Começa a chegar a hora e à medida que isso acontece as borboletas no meu estômago já estão mais que alvoraças e desobedientes!
Mando-as sossegar, mas fazem ouvidos de mercador aos meus apelos.
Entra a primeira entrevistada. Eu colo-me de imediato à televisão que temos à nossa frente para observar cada pormenor. Depois parei e pensei: naaaa! Quando lá chegar logo se vê :)
A minha relação com a Sara (para quem viu o programa foi a ultima mamã) aconteceu muito espontaneamente e de forma muito natural. Instintivamente colámo-nos uma à outra e falámos como se nos conhecemos desde há muito tempo atrás.
É chegada a hora.
Descemos as escadas calmamente e entramos numa sala enorme para os últimos retoques.
Perguntam-me: “quer alguma coisa?”
Eu sorrio e respondo: “sim! quero desitir!!”
(Foi só para quebrar o gelo lol)
Põem-me o microfone, mais uns retoques daqui, outros dali e eu e a Sara entramos em estúdio.
Só lhe pergunto: “tás nervosa?”.
Ela: “sim”.
Eu: “ok, eu também”
Sentamo-nos escondidas e assistimos a introdução da minha reportagem.
A dada altura subo para a “bolacha” e no segundo seguinte estou no ar!
Oh Deus meu! Naquele momento senti-me perdida!
Queria sorrir e não conseguia, pois apesar do esforço, as minhas bochechas pareciam de cimento!
Sentia-me super baralhada para onde olhar, uma vez que não tinha a menor ideia do que estavam a filmar ou onde.
Para além de que na minha cabeça ferviam milhares de possíveis respostas a milhares de possíveis perguntas…
Enfim, apesar dos nervos, a pouco e pouco fui descomprimindo e a coisa lá começou a encaminhar…
A Laura estava na maior. Diziam-me por sinais: “deixe-a andar à vontade” e assim o fiz. Portou-se lindamente, e no fim recebeu elogios da equipa completa, para além de que eu como mãe babadíssima, acho que esteve completamente à altura dos grandes planos que lhe fizeram :)
Bom, a entrevista decorreu como algumas de vocês tiveram a oportunidade de ver. Ao ver-me na TV parece que falei imenso, mas in loco tudo parecia ter passado em segundos!
O papá escondeu-se na plateia e só a madrinha da Lau e a ama tiveram direito a aparecer frequentemente :)
Ainda só tive a oportunidade de me ver uma vez, pois o meu vídeo avariou :s
Do que vi, pequenos reparos a fazer:
- nunca achei que falasse tanto com as mãos;
- tenho de diminuir os “portantos” na linguagem;
- e nunca mais utilizar gloss nos lábios (aquela treta colava os meus lábios aos dentes e atrapalhou e muito o meu discurso!), entre outros lol
Quando sai do estúdio estava um colega meu à porta, que exclama mal que bate com os olhos em mim: “Só vim ver se eras mesmo tu! O que é que estás aqui a fazer????!!!???”
Ele é musico do Mickael Carreira e estava na sala a assistir ao programa quando me viu. Ficou tão surpreso e incrédulo que até perguntou logo a alguém: “Esta rapariga é das Caldas???” lol
Quando eu saí lá estava ele, para comprovar.
Fiquei um pouquinho à conversa com as mamãs VIP’s que iam entrar e pouco depois subi para lanchar.
A tarde passou rápido e regressámos a casa.
Li as mensagens no telemóvel e as dezenas de comentários e emails.
Quero agradecer, e muito!
O nosso dia-a-dia é tão assoberbado de coisas fúteis e impessoais, que eu acredito que as manifestações de carinho são o que torna esta vida maravilhosa e especial.
Vocês contribuem todos os dias para que isso aconteça na minha.
Não tenho palavras para as minhas já amigas mamãs blogueiras, bem como para todas as novas visitantes e afins, que se dirigiram a mim de forma tão simpática, quer através do blog, como através da loja e pessoalmente.
É bom viver rodeado de gente boa!
OBRIGADO
PS – Duvido que alguma vez leiam isto, mas tenho de elogiar toda a equipa que nos recebeu e toda a dedicação com que nos presentearam. Um beijinho muito especial à Liliana, que tornou tudo isto possível e que confiou em mim. Bem hajam!
Próxima segunda-feira dia 8.
Tema: "Sou uma jovem mãe"
Cruzem os dedos para que o meu lado "Bridget Jones" sempre tão evidente, seja discreto nesse dia...lol
BJS
Olá a todas, como devem reparar o meu anterior post foi eliminado...
Escrevi-o de sangue quente e hoje, quando o li, vi que não fazia sentido nenhum mantê-lo, pois sendo eu reconhecida pela minha grande passividade, não tenho de todo estofo para começar ou alimentar eventuais "guerrilhas".
Como tal, e graças ao sussurro do meu anjinho apaziguador, fiz o sensato e eliminei-o.
Obrigado a quem comentou.
Marina, não te preocupes amiga: estamos bem! ;)
Bom, e agora para satisfazer as dúvidas das mais curiosas, sim, atesto a veracidade da mensagem da Liliana Pacheco ali na Cbox.
Fui de facto convidada para participar no programa "As tardes da Júlia", convite esse que...aceitei!
Ainda não estou assim bem de pés assentes na terra com tudo isto, nem eu nem ninguém que me conhece....
Se há quem diga que quando somos mães a nossa vida muda muito, eu então, nem sei que dizer...
Ora vejamos...
Engravido, começo um blog a titulo de memória pessoal, recebo um destaque, crescem as visitas, criam-se laços, formam-se amizades, crescem mais visitas, disparam os comentários, os emails e as solicitações...
Penso num projecto, começo-o e concluo-o. Saio do meu emprego de 10 anos e lanço-me no negócio da maternidade.
E no meio disto tudo ainda sou convidada a ir à TV...
Tudo isto tem uma causa e uma razão:
...a Laura...
Portanto, quando vos disserem que depois dos filhos nascerem já nada é igual, não dramatizem. Quem sabe esse "nada igual" não se revela...
...melhor?...;)
BJS!!!
Esta tem sido a pergunta que tem recheado o meu dia-a-dia, via email, msn e afins…
Obrigado a todas.
Tenho assim, como obrigação e dever, pôr-vos a par das últimas da nossa mini-peixa.
Bom, a Lau está a abandonar a sua postura de bebé e a revelar-se cada vez mais próxima da sua condição de criança autónoma, independente e segura de si.
Continua cheia de vida, dada, carinhosa, inteligente e bem-disposta, o que já lhe confere esse estatuto perante quem a conhece.
O desenvolvimento dela, a partir dos 15 meses foi vertiginoso, e são inúmeras as vezes em que dou por mim a olhar para ela e a tentar ver uma menina de 19 meses e não a “meia pessoa” que cada vez mais se evidencia.
Está muito faladora. Acho que me posso até atrever a dizer que não há palavra que não diga.
Tem discernimento e entende-nos bem quando lhe tentamos explicar ou perguntar algo.
Responde objectivamente às nossas perguntas com “sim”, “não”, “nan queuo” ou “queies”.
Começou este mês a construir frases de 3 palavras. As que mais gosto de ouvir são: “xau, boi embóia”, “mãe, an cá nina” ou “pai, an cá nina” (etc), “intão, ya tá?”, "xiu, cáiate, óh-óh" (a ralhar com o cão:).
É fanática por “libos”, e “xenhos” (livros e desenhos). Quando lhe pomos um lápis na mão e uma folha de papel e lhe pedimos que desenhe uma bola, consegue alinhavar um círculo com bastante perfeição, para a idade dela.
A este gosto adicionam-se os legos e todo e qualquer tema que inclua música.
Consegue entoar diversas canções, das quais na maior parte sabe os refrães de cor, e faz 3 ou 4 coreografias (“doidas andam as galinhas”, “twinkle little star”, entre outras...)
Come sozinha, lava os "entes" (dentes) e já toma banho de duche desde os 16 meses.
É uma peste para comer, terrível mesmo! De um dia para o outro mudou por completo e deixou de querer comer fosse o que fosse.
A pediatra falou em anorexia selectiva, isto porque ela só come bem na ama. Mas está longe de melhorar e muito pelo contrário, cada vez está pior. A certa altura ainda lhe conseguíamos enfiar umas colheradas na boca se estivesse distraída, mas agora, nem isso…
Estamos no ponto em que comer um “ute” (iogurte) inteiro ao lanche é uma enorme vitória. Simplesmente parece que tem raiva de tudo o que seja comida :(
É complicado lidar com esta psicose, mas acho que já me começo a habituar, apesar de por vezes ser um sufoco deitá-la de estômago quase vazio...
Mas adiante…
Bom, e o maior destaque a quem toda a gente acha piada, é que a nossa menina conta até 10! É verdade…saltando o sete vai tudo de enfiada e muito perfeitinho!
Tudo começou porque a ama sempre que subia os degraus de casa os contava com ela. E se bem se lembram, ela ainda mais pequenina, já entoava o três com alegria – lol – pois bem, neste momento já chegamos ao dez!
Distingue o feminino do masculino. Na loja dirige-se às pessoas como “xenhoi” ou “xenhoia” e diz “meu” ou “minha” consoante as ocasiões.
Já pede para fazer chichi no bacio, e quando faz cocó na fralda vem-me logo dizer.
Explica bem os acontecimentos.
No outro dia, foi ao bacio e não fez o chichi lá dentro. Ouvi-a a exclamar “ohhhh” e quando cheguei perto dela, estava de pé com uma pocinha no chão.
Expliquei-lhe que só no bacio é que se faz o chichi, e pedi-lhe para contar ao papá o que tinha acontecido. Chegou ao pé do pai e disse: “Pai, ana” o papá lá foi. Chegou à casa de banho e contou ao pai. “Lau xixi chão, ai, ai, ai, ai” lolololol
Por vezes quando faz chichi tenta limpar-se com o papel higiénico e puxar os collants para cima :)
Adora bebés. Dá-lhes a chucha e pergunta “buba, quéies?”, diz “não chóia” e se choram, dá festinhas e faz “poooonto”.
Também faz “poooonto” e “tainho” (tadinho) para nós, se ficamos tristes ou se nos magoamos, e diz “ miminhos” e aperta-nos com força e dá muitos beijinhos! É uma doçura no que diz respeito a carícias.
Quando ouve alguma coisa que lhe interessa, espeta o indicador e diz-nos em sussuro: “tuta” (escuta).
Chama-nos más se fazemos algo que não gosta.
Adora “quêxo, titinho e nana” (queijo, leitinho e banana). São as únicas coisas que ainda come com agrado.
Sabe o nome de toda a gente da família :)
Adora andar de pano na mão e a limpar. Delicia-se a limpar a montra da loja com a mãe e faz um sucesso para quem passa!
Em inglês já diz: “mommy” “I love you” e “bye, bye”. Responde se perguntamos “where’s mommy” ou “where’s Lau”. Não a esforço, claro. O que diz é apenas resultado das brincadeiras com o meu pai via msn.
Quando espirramos diz “tantinha”. lol
Não e de todo sensível à dor e piegas. Sai à mãe lol. Se cai ou se magoa diz “ai, dói doi” mas fica por aí. Não é nada lamechas.
Já temos 4 dentes em cima, 4 dentes em baixo e 1 queixal que vieram todos – felizmente – sem manifestações! Obrigado Dª Fadinha dos Dentes! :D
De desenhos animados adora o Ruca, o Bob “tôtôtoi” (construtor), o “caqueio” (carteiro) e o “ôdi” (Noddy). É mesmo machona a minha pikena…
É muito macaqueira. Adora rir e fazer rir e já sabe bem como o processo se desenrola. Faz imensas macacadas e quanto mais nos rimos, mais ela se ri.
Normalmente, perante um maior número de pessoas, gosta de bater palmas e gritar “boaaa!” e depois chama persistentemente quem não bate palmas. Objectivo: TODOS têm de gritar boa e bater palmas :D
Estamos completamente amestrados. Diz-nos “tenta” (senta), “teita” (deita), “canta”, “peia” (espera), etc etc
Quando vê muita quantidade de algo, diz: “taaaantas”.
Adora todo o tipo de animais, ou não fosse ela, para meu agrado, uma menina do campo. Se vamos de carro e encontramos um rebanho temos de parar e depois é um berreiro para largar os mé-més. Como as ovelhas berram muito, ela acha imensa piada a fazer coro com elas lol
Porém, quando qualquer animal se aproxima dela ela põe as mãos ao peito e diz “tedo, mãe”. Pois é, são giros mas é ao longe ;)
Se ouve um estrondo ou tem uma surpresa também põe as mãos no peito e diz “ai, tusto” lol
Na loja já é conhecida por clientes e vizinhos. Porta-se lindamente. Mesmo rodeada de cores e brinquedos apelativos, salta para o meu colo e diz: "mãe xenho" e delicia-se com os lápis de cera ;)
A lista poderia continuar, mas seria difícil, especialmente para mim como mãe super babada que sou…
Sou-vos franca. Regra geral não sou de apregoar o que a Laura faz ou deixa de fazer. Faço-o aqui porque quero um dia mais tarde pegar neste blog e relembrar-me de cada pormenor do crescimento dela, como já hoje por vezes faço, ao ler posts mais antigos.
A minha afirmação tem um motivo: espírito de competição.
Pessoalmente é coisa que não tenho e nunca tive.
Sou ambiciosa q.b, mas não sou nada competitiva.
Não gosto, não me inspira e é característica que sinceramente, até desprezo.
Daí dar uma péssima vendedora no meu antigo ramo profissional...
Infelizmente, desde que sou mãe que facilmente me apercebo que o pica-pica competitivo entre mães é - quase - uma constante.
Nas minhas idas ao centro de saúde ou até em conversas casuais de rua, apercebo-me que há quem se sinta na vontade quase ofegante de exibir as façanhas dos seus rebentos e mostrar que eles são as crianças supra-sumas de toda uma geração.
Por um lado compreendo, por outro não.
No meu caso, pessoalmente, prefiro abster-me desse tipo de analogias e comparações.
Por norma, quando me vejo confrontada em conversa com uma mãe que me pergunta constantemente o que a Laura faz, digo sempre menos do que a realidade ou respondo vagamente.
Simplesmente, não tenho pachorra para conversas do tipo "o meu faz isto e o teu ainda não" ou "ah ainda não faz? o meu já faz há tanto tempo...", etc, etc.
A minha filha é um bebé (!!)
E é um bebé que está a crescer, não ao meu ritmo, não ao ritmo dos estudos que comparam 1000 crianças da mesma idade e muito menos ao ritmo da vizinha do lado.
A minha filha é um bebé que cresce ao ritmo dela e pronto.
Ainda não faz isto? Não.
Já faz aquilo? Sim.
E eu com isso?
Faz o que quer e lhe apetece quando ela quiser e a sua personalidade e organismo assim o pedirem.
Eu também sou uma mãe babada. Todos sabem que sim, não é segredo para ninguém.
Mas o amor e apreciação pela minha filha é igual, se ela fizer 10 graçolas, 5, ou nenhuma.
Por isso aqui vos cito: a minha filha é apresentada pelo que é, e não pelo que faz.
Como tal, caso hajam mamãs competitivas que leiam este blog, salvaguardo-me assim do estatuto de gabarolas com estas palavras. lol
BEIJO!
PS - As mais privilegiadas deverão entretanto receber alguns vídeos das proezas da Lau ;)
...à minha querida amiga Mamã Docinhas, pela surpresa que me fez ao pedir à Mary para anunciar a "9 Luas" no Baby Boom.
Foi uma prenda excepcional, de uma amiga que de virtual passou a bem real, e cuja empatia entre as nossas familias se revelou logo no primeiro encontro.
Obrigado "migotixa"!!! És o máximo!
SMACK!
PS -O meu obrigado também à Mary, sempre tão disponível e atenta. O teu trabalho merece um louvor! Um beijo enorme também para ti! Bem hajas!!
Olá a todas! Cá estou eu, e desta vez para deslindar o mistério e satisfazer as mais curiosas :D
Bom, o meu projecto finalmente nasceu.
Muitas perguntas me foram feitas, muitas suposições foram lançadas, inclusivé até a possibilidade de haver um mano para a Lau a caminho.
Pois bem, não fui mãe de um bebé, mas fui mãe de uma realização, que tal como um filho me deu inúmeras dores de cabeça e preocupações...atrevo-me até a dizer que nem mesmo a Lau nos seus piores dias me desgastou tanto como levar esta aventura para a frente.
Foi moroso, cansativo e deu luta, mas neste momento está concretizado e pode ser que as fadinhas da sorte se tenham lembrado de mim e deixado cair por aqui alguns pózinhos...
A todas quero agradecer os mails, o carinho e a paciência :)))
Muito bem, e agora vamos ao que importa.
O meu projecto chama-se "9 Luas".
A "9 Luas" é um espaço dedicado a mamãs, bebés e crianças até mais ou menos à idade pré-escolar.
É uma loja que foi idealizada a pensar naquilo que para mim são as duas coisas mais belas do Mundo: a maternidade e as crianças.
Desde o teste para determinar o sexo do bebé às 10 semanas de gravidez, às roupas de pré-mamã, passando pelo enxoval do bebé, os brinquedos didáticos e toda uma gama de artigos alternativos e inovadores, a intenção é concentrar todas as necessidades de cada mamã num espaço só.
Existe ainda uma secção de semi-novos, e uma componente de formação com um vasto leque de workshops sobre os mais variados temas.
Quem for nosso cliente pode ainda usufruir de inúmeras vantagens, tais como descontos, sorteios, promoções, actividades, etc.
A todas deixo aqui o convite de nos virem visitar! Basta que me enviem mail ou me deixem o vosso que dou todas as indicações.
Beijo enorme e mais uma vez obrigado pelo vosso apoio!
Olá a todas!
O Natal (infelizmente) voou...
Sou adepta desta data, desde miúda que fui aliciada a vivê-la com intensidade e confesso que adorei que assim fosse.
Acreditei no Pai Natal até ao dia em que vi a minha avó a falar baixinho com a minha mãe à porta de nossa casa, e a deixar os presentes para nós.
Até aí, todos os natais a minha mãe punha um sapato de cada um lá de casa debaixo da árvore para o Pai Natal.
Crente e inocente, lembro-me de tirar de lá o meu sapato e substituí-lo pela minha maior bota. lol
Nesta altura, adoro a música, as cores, as ruas enfeitadas, os doces...mmmm...tudo!
À Laura quero deixar o mesmo rasto, por isso este ano já dei o meu melhor. Levei-a a passear pelas ruas da cidade, brincámos com os duendes, andámos no comboio e até fomos à nossa vizinha Vila Natal.
Tudo correu bem, menos o "rendez-vous" com o senhor Nicolau...
Pois é, de todos os encontros que a Lau teve com o Pai Natal, nem um único só foi bem sucedido. Ela olha para ele, aperta-me e trepa por mim acima, com um olhar desconfiado. Vá-se lá perceber...
Na teoria do papá Peixe, é perfeitamente normal se estranhar "um velhote barrigudo que nunca faz a barba e nunca muda de roupa" lol
A noite de Natal foi passada em casa dos avós paternos, com a família toda e com os nossos amigos, a Elaine e o Carl.
À meia-noite instalou-se a emoção, quando o nosso tio L. que é PSP em Lisboa, apareceu de surpresa vestido de Pai Natal. Os filhotes dele, de 5 e 10 anos, desataram num pranto, pois apesar de tão pequeninos, comoveram o pai quando ao telefone lhe haviam dito que a melhor prenda era ele estar com eles naquela noite. Foi lindo, e sem dúvida acho que a melhor prenda da noite para todos nós.
A nossa pequena Laura ficou coberta de prendas. Sim, porque eu e o papá só recebemos 2 prendas dos nossos respectivos pais (e já não é mau lol).
Rasgava os papéis, e abria a boca de espanto cada vez que via o que estava lá dentro.
Mais uma vez desprezou por completo as bonecas, e até uma boneca que vinha com um carro, ela fez o favor de a arrancar lá de dentro e brincar com o carro sem passageiro...
Fizeram-lhe as delícias o lego que a madrinha deu, o pack Caixinha de Sonhos, oferecido pelo meu patrão, a colecção da Anita da bivó Cândida e uma mochila do Noddy, não pelo Noddy, mas pelo fecho, que ainda hoje abre e fecha vezes sem conta, hipnotizada.
O Natal foi-se e chegou 2009. Lá em casa, mais uma vez, foi passado em família e com tranquilidade.
E como em bom português se cita: "Ano Novo, Vida Nova" ou como se diz nos EUA, há que eleger todos os anos a nossa "New Year Resolution".
Em sequência dos dizeres, por opção própria, todos os anos, incuto um objectivo a mim mesma. Mas este ano perdi um pouco a modéstia e decidi sonhar em grande. Por isso, tenho algo em mãos que daqui para a frente me irá absorver todo o meu tempo e mais algum.
Como algumas de vós já devem ter notado, ando meia ausente, e peço-vos muitas desculpas por isso. Mas é parte de mim, entregar-me a 200% em cada projecto em que me coloco, e desta vez não é excepção.
Assim sendo, e pela primeira vez desde que comecei este blog, vou fazer uma pausa por tempo indeterminado.
Na minha previsão voltarei em Março, mas não prometo nada.
Peço desculpa por não vos visitar nem responder aos mimos e desafios que me têm enviado, mas a seu tempo, irei fazê-lo. Isso prometo.
Só que para já, é-me completamente impossível.
Porém, se alguma de vós precisar de alguma coisa, seja o que for, podem enviar-me um mail para: mamapeixinha@sapo.pt. Estarei disponível na mesma.
Mais uma vez, agradeço todo o vosso carinho.
Quando voltar explico-vos tudo e anuncio a surpresa.
O tempo vai voar e logo, logo voltarei com um post gigante - daqueles bem à minha maneira - carregado de novidades! :)
Um bom começo de ano para todas!!
Hoje.
29 para mim e 29 para o papá Peixe.
Sim, para quem ainda não sabe só temos 3 horas e picos de diferença:)
Ai, e os 30 aqui tão perto...
Bom, aproveito já para vos desejar a todas um Santo Natal, cheio de alegria com a criançada e um começo de 2009, cheio de saúde, projectos e concretizações!
Obrigado por mais um ano de "Mamã Peixinha" cheio de carinho e dedicação.
Como já frisei por aqui, este blog são vocês.
OBRIGADO e um grande beijinho a todas!
Note to self: o que conta é o espírito, o que conta é o espírito, o que conta é o espírito, o que conta é o espírito, o que conta é o espírito, o que conta é o espírito, o que conta é o espírito, o que conta é o espírito, o que conta é o espírito...:s
Depois dos 12 meses, desisti dos habituais resumos mês a mês.
A partir de agora, os avanços são vertiginosos e com muita pena minha é-me impossível descrevê-los todos.
A Laura tem vindo a desabrochar. A sua pequena estatura já começa a revelar pequenos traços de uma personalidade que tenta afirmar-se a todo o custo.
Para mim, continua a ser a filha perfeita (claro!). É linda, bem-disposta, sociável, educada e por norma, respeita as - poucas - regras que lhe vamos impondo.
A educação que tive é para mim um modelo. Tenho uma mãe que é a perfeita imagem de uma "mãe skip". A minha roupa imunda e rota sempre a deixou feliz e nunca levei ralhetes por isso. As minhas brincadeiras passavam muitas vezes por estar horas com um alguidar com água, e outro com areia, a fazer bolinhos e pastas lamacentas. Era-me permitido brincar à chuva no Verão, e lembro-me que me chegou a comprar botins para saltar nas poças de Inverno. As noitadas de amigas lá em casa começaram cedo e eram uma constante.
Aos 14 anos fui pela primeira vez à discoteca mais badalada da zona, acompanhada pela minha mãe. Disse-me que queria primeiro ver o ambiente, e eu compreendi. A partir dessa data, deixou-me ir sozinha, mas com a condição de ser sempre ela a ir pôr-me e buscar-me o que transformou o nosso carro num "táxi de adolescentes" sempre bem lotado! lol
Nunca pisei o risco, nunca abusei e sempre fui responsável nos meus actos. Fui um pouco a típica menina q.b. Nem muito nem pouco. O suficiente.
Em sequência da alegria destes momentos, tenciono que a Laura siga um pouco o mesmo rumo.
A educação dela nesta fase passa por deixá-la "sentir" o mundo que a rodeia e que lhe suscita curiosidade.
Quer comer com as mãos? Come. Quer comer com colher? Come. Quer mexer na água? Mexe. Quer andar de joelhos no chão ou rebolar num jardim? Pois bem, que assim o seja.
Tudo tem limites, é óbvio. E no que não se pode tocar, não se toca. Porém, tudo o resto, deixo que ela explore, independentemente das nódoas ou rasgões.
Eu mesma, já com (praticamente) 29 anos, se não fosse sentir-me intimidada pela vergonha da minha idade, acho que ainda seria uma exploradora nata.
Por isso, imagino-me com um singelo ano de idade, acabadinha de sair da minha concha e com tanta coisa nova à minha volta, privada de sentir, mexer, tocar...
Como consequência, a Laura lá em casa vai fazendo pequenas coisas de adulta. Esfrega os dentes quando nós, experimenta o bacio quando quer, come com as mãos ou com colher, penteia-se, despe-se, transporta objectos para os devidos sítios (lixo, roupa suja, etc), ajuda a mãe a lavar a louça e até colabora na culinária!
Tudo o que ela demonstra vontade de experimentar, desde que apresente segurança, é-lhe permitido.
À parte de tudo isto, todas as suas conquistas diárias têm-se revelado para nós, um presente sem preço.
Ultimamente adora imitar o pai natal com um perfeito e muito meloso "ho-ho-ho".
A nossa casa continua intacta, pois nem a brilhante árvore de Natal lhe causou "bicho-carpinteiro".
Continua com gostos muito específicos, que passam longe de um simples brinquedo. Tem uma paixão por tudo o que implique canetas e um pedaço de papel, música e dança, pessoas ou desenhos animados. Tudo o resto é tratado com desprezo e fica adormecido dias seguidos no cesto dos brinquedos que está na sala.
A fala é um misto de bebeguês com semelhança à nossa linguagem. A melhor palavra que entoa é Pai, que chama um pouco a toda a gente. Segue-se: mai (mãe), titi (leitinho), bubá (chucha), vô, vó, lau (ela mesma), nê (inês), mais, pupa (desculpa), pato (sapato), papa, xiii (xixi), entre outras.
Também já entoa a maior parte dos sons dos animais.
Ao contrário do que eu apregoava antes de ser mãe, na maior parte do tempo dou por mim a falar com a Laura na língua dela. Anteriormente, achava que era desnecessário e um pouco disparatado, mas hoje, vejo este processo de uma forma totalmente diferente. Para eles, falar bebeguês é quase como que um estímulo essencial para passar à fala dos adultos. Hoje vejo que é preferível que ela vá entendendo o significado das coisas à maneira dela, do que bombardeá-la com palavras compridas que ela demorará o dobro do tempo a assimilar.
É uma criança verdadeiramente mimocas, como eu sempre desejei que um filho meu fosse.
Abraça-nos e enterra a cabeça no nosso pescoço vezes sem conta. Faz muitos "super-miminhos", que são uns miminhos especiais que eu e o papá inventámos. A receita é levantar os braços bem alto e dizer: suuuuuper (o que ela diz "tuuuuu") e depois mimiiiiinhos! seguido de um abracinho apertado :))
Dá muitos beijinhos, inclusive nos dói-dóis e quando faz asneiras incentivámo-la a pedir desculpa, o que faz sem manifesto, ao mesmo tempo que profere um "pupa" impossível de resistir.
Quando lhe pergunto: "onde está o amor da mãe?" toca com o dedito no peito exclama: "tiiiii!".
Continua super materno-dependente. Parece uma carracinha. Inúmeras são as vezes em que faço as minhas tarefas com ela colada à minha perna.
A maminha começou a escassear, pois agora com o horário completo e com ela já tão crescida, torna-se um pouco cansativo para mim manter esta tarefa.
Usando os termos da minha amiga Jennie, fui passando do galão à meia de leite e da meia de leite ao garoto.
Estive umas semanas sem a amamentar e estava convencidíssima que ficaríamos por aí. O desmame decorreu sem stresses para nenhuma de nós, pois tive o cuidado de o ir fazendo gradualmente.
Porém, um dia destes, deu-lhe a saudade, e eu só para não a magoar pu-la de novo ao peito. Qual não é o meu espanto, quando no dia seguinte, os meus peitos enchem de novo! Mesmo assim, mantém-se o desmame, e vão ficando apenas os restinhos para a guloseima ocasional.
Adoro estar com ela. Sair com ela. Brincar com ela. E abdico do mundo para isso, se for preciso.
Vejo nela a minha alma, o meu anjo, a minha sombra e uma companhia para a vida.
Sinto que temos uma cumplicidade que vai para além do sangue que nos corre nas veias, e sinto-me muito orgulhosa disso...
Nasci para isto. Tenho a certeza.
Eu para ti e tu para mim
E dizia-me a madrinha da Lau vezes sem conta: "Opá, ela é tão parecida com uma personagem qualquer dos desenhos animados...mas não me lembro qual!!"
A analogia dela também me fazia um clic qualquer...mas tal como ela, não ia lá de modo algum.
Este fim de semana aparecem as "pimas tontas" todas malucas com um filme lá em casa, a exclamar em coro: "Primaaaaa, descobrimos a Lau!!!"
Sentámo-nos no sofá e inserimos o DVD. Para meu espanto, lá estava ela...
Os mesmos olhos, os mesmos totós, a mesma doçura, a mesma boa-disposição e até as mesmas expressões!!
Nunca me tinha apercebido, mas a realidade é que são mesmo idênticas!
A minha mãe, meia aparvalhada até exclamou: "É tão parecida que até faz confusão..."
Imagine-se. Tenho a personificação da "Boo" lá em casa :) lol
No dia 01/12/1997 disse:
"Sim, aceito namorar contigo"
No dia 01/12/2001 disse:
"Sim, prometo amar-te e respeitar-te, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, todos os dias da nossa vida..."
Obrigado peixudo!!!
Por 11 anos maravilhosos, cheios de aventuras, loucuras e alegrias :)
És o mais lindo de todos os oceanos!!!
É a palavra de ordem nesta fase.
No meio de tanta coisa nova com que a mini-peixa nos tem presenteado, fiz uma pequena triagem e destaquei apenas os merecedores do pódio.
E são eles:
N.º 1
Os maravilhosos dentinhos! Ao fim de 12 meses de espera, apareceram os dois ao mesmo tempo, no dia 12/10/2008, e foram detectados durante um jantar na casa tia Lulu.
Vieram sem maleitas nenhumas, nem febres, nem rabujas. Felizmente...
Para eles leia-se a seguinte mensagem:
"Olá amiguinhos! Sejam bem-vindos e parabéns por terem escolhido a boca mais lindo do mundo como vossa casa :))"
N.º 2
JÁ VAMOS AO BACIO!!
Há já algum tempo que a Lau sempre que fazia cócó dizia "puuuu" e acenava a mão a insinuar que cheirava mal. Como tal, eu e o papá achámos que talvez ela estivesse preparada para a fase seguinte.
Como quem não quer a coisa, pus o bacio na nossa casa de banho e decidimos experimentar :)
Comecei por pô-la lá sempre de manhã mal acordava, pois segundo a lógica, é a altura do dia em que mais nos apetece mais fazer chichi.
Sentei-a a ela e sentei-me eu, e fiz chichi, para ela ouvir o barulho e perceber a intenção.
No primeiro dia ela só se sentou e bateu palminhas à música...:s
Mas no segundo, ocasionalmente ou não, o chichi saiu, e eu e o papá fizemos logo uma festa para ela perceber que aquilo tinha sido muito bom :)
Desde aí tem feito sempre o primeiro chichi da manhã no bacio, e agora já diz "xxxxxi". Já lá fez também um cocó, mas foi mero acaso hihi
Quando lhe pergunto "Queres chichi?", ela já acena que sim ou que não, porém, às vezes os meus reflexos é que são lentos, pois já aconteceu eu ainda lhe estar a baixar as calças e o chichi já estar a correr...
O mais importante e que faço questão de salientar, é que tudo está a ser feito na maior das calmas, e sem pressão nenhuma.
Ainda é cedo para deixar as fraldas, por isso vamos devagar.
Não há prazos estabelecidos, mas talvez lá mais para a Primavera já tenhamos a Lau de cuequinhas, quem sabe?? :D
A Lau deliciou-se com a presença do avô, do primo T. e da Alma lá em casa.
O aquário andou num saboroso reboliço. Havia camas, roupas, sapatos e malas por todo o lado :)
A Laura brincou que se fartou e depressa se familiarizou com todos. Aprendeu a chamar o vô (corria em direcção ao quarto dele e entoava "vôôôô") e aprendeu a identificar o primo e a Alma.
Os dias voaram e acho que falo por todos nós ao assumir que apesar de magníficos, foram um pouco cansativos...
Vida de emigrante é assim. Em visita ao país de origem é um corre-corre para visitar a família e os amigos. Deitamo-nos tarde e levantamo-nos cedo e para as intenções do meu pai, uma semana foi menos que pouco...
Nos nossos planos estava agendada uma visita ao Santuário de Fátima (como é da praxe de quem mora fora) e uma dormida na Casa do Rio com um passeio no Arúbio. Neste último, o papá Peixe e o primo T. ao desafio, aventuraram-se a dar um mergulho nas águas geladas do Zêzere (malucos!).
Foram 2 dias super preenchidos, mas devido à mega organização do papá Peixe, muito produtivos também.
A Laura andava feliz e eu também. Carregámos bem as barras de miminhos dos primos e do avô hihihi
O avô vaidoso, quase se afogava em tanta baba. Fartou-se de passear a Lau e de a mostrar a toda a gente com orgulho. Tirou fotos, fez filmagens sem conta e carregou-a de mimos.
O papá e o primo T. andaram sempre na macacada dentro e fora de casa. Ele era lutas de almofadas, besuntar maçanetas com creme de barbear, trocar os conteúdos dos frascos de shampoo e por aí diante. Uma rambóia pegada!
E para mais tarde recordar, há que registar que a Lau furou as orelhas com o avô.
Há séculos que o meu pai me andava a chatear com a vontade que ele tinha que a Lau tivesse as orelhas furadas no baptizado. Vontade essa que eu sempre contestei, pois desde há muito que havia decido que seria ela mesma a ir furar as orelhas dela quando bem lhe apetecesse. Mas depois, ao olhar para aquele olhar meloso do meu pai (que para mal dos meus pecados, a Laura herdou) apercebi-me que ele tinha tanto gosto que acabei por ceder. Porém, com o repto: "vais tu, eu não quero ir".
E assim foi. Enquanto eu fiquei com a Alma a cortar o cabelo para o baptizado, o avô foi com o T. e a Lau ao ourives.
Quando chegaram ao pé de mim, notei que tinha chorado avô e neta.
No fim, o meu pai acho que se pudesse, tinha feito um CTRL+Z naquele momento. Chegou com ela ao colo e disse-me com a voz sumida: "Bolas, custou-me tanto...tadinha..."
Ah poizééé paizinho...eu bem te disse!
Ao que parece, a Lau furou uma orelha no colo do primo T, e outra no colo do avô. Subentenda-se porquê.
No fim, ao olhar atentamente para a mini-peixa, confesso que me rendi. Aquelas duas estrelinhas minúsculas que mal se vêm, até que lhe dão um ar de graça :D
Após a iniciativa do meu pai, eu aproveitei o desafio e parceria da Alma e refiz o meu piercing na orelha juntamente com ela :)
O dia do adeus chegou antes de ser desejado, e as despedidas foram mais uma vez dolorosas e penosas.
Em cada par de lábios proferiram-se dezenas de "adoro-te" e "I love you" sentidos e rasados de lágrimas...
Sempre que vivo aqueles minutos, não posso evitar deixar de dar graças da Laura ainda ficar indiferente ao adeus dos avós...
Daqui a uns anos, quando ela se começar a aperceber do seu significado, nem sei bem como havemos de controlar as reacções de todos nós...
(tenho uma foto igualzinha a esta com o meu pai...:)
Eu acordei bem cedo.
O resto da casa ainda dormia tranquilamente quando eu me vesti e saí rumo ao quintal dos meus sogros para me juntar às mulheres da família.
Já lá estavam a minha mãe, os meus sogros, a tia doceira L. e o tio Renato. Ao chegar ao portão já ouvia as gargalhadas deles.
Entretanto, à medida que o tempo passava, a "copa" encheu-se de mãos e braços trabalhadores dispostos a colaborar na festa.
De um momento para o outro, fez-se as sopas, os acompanhamentos e deram-se os últimos retoques nas mesas.
Tudo ficou pronto num instante, e cada um de nós foi-se preparar, bem como a "noiva" que foi meticulosamente "empiriquitada" pelos padrinhos.
E ao mencionar o "empiriquitanço" da Lau, não podia deixar de vos contar a aventura que foi escolher a roupa dela...
1ª hipótese: eu havia decido que se ela fosse baptizada em bebé (pois era para ser) ela levaria ou a roupa da madrinha ou a roupa do padrinho. Ambos tinham daqueles fatos compridos de bebé, mas dada a sua simplicidade tanto um como outro eram do meu agrado.
2ª hipótese: vi um vestido muito simples nos saldos e pelo qual me apaixonei de imediato, liguei a pedir a opinião da madrinha e após ela me ter dado luz verde, decidi comprá-lo. Algumas semanas depois e após uma análise minuciosa do mesmo, pusemos na cabeça que talvez fosse "pouco" de baptizado, por isso o (pobre) vestido acabou por voltar à loja.
3ª hipótese: dada a minha mania das criações, decidi então (em comum acordo com a madrinha) desenhar o vestido e mandá-lo fazer (tal como fiz com o meu vestido de noiva e com 99% dos vestidos que tenho). Bom, estávamos finalmente convencidíssimas desta possibilidade quando certo dia passo à montra de uma ex-loja de crianças e espreito uns vestidos de baptizado com uma etiqueta de um desconto jeitoso. Entro e dou uma vista de olhos.
Tules, folhos, rendas...bah...nem eu nem a madrinha da Lau simpatizamos com nada destas coisas...
Já estava eu quase a desistir quando, por entre tanta "espanpanância" bato com os olhos num vestido bem simples e discreto, mesmo à nossa maneira. Ainda torci o nariz a umas florzinhas que estavam por lá espalhadas, mas pus-me de volta delas e averiguei logo que podiam ser tiradas :)
Pedi à senhora que mo guardasse e no dia seguinte fomos buscá-lo. Os sapatos acabaram por ser comprados na mesma loja por uma pechincha! No fundo não eram bem sapatos, mas sim mais tipo umas sabrinas de ballet com umas fitas que traçam e dão um laçarote.
De uma das flores do vestido fizemos uma molinha para o cabelo e compramos um bolero para as eventualidades climatéricas.
A toalha e a vela foram as da mamã e o resto foi tudo coisa simples e baratucha.
Não sou dessas mariquices de comprar tudo novo, a dizer "o meu baptizado" etc e tal. Sou o mais prática e económica possível!
O que importa é que o dia seja bonito e mais nada.
Bom, vestida a noiva, e feita a mini-sessão fotográfica lá vamos todos nós para a igreja. Muitos não foram e refilaram por causa da distância que têm de deixar o carro, porque escolhi uma igreja dentro da muralha, etc, etc. Pois, temos pena, quem quer vai, quem não quer, que faça como bem entender, porque num dia destes, sinceramente que tenho mais com que me ralar.
À nossa chegada já lá se encontram algumas pessoas, que nos cumprimentam e trocam os comentários da praxe.
A esta altura já a Laura dorme.
O tio Sérgio já anda de máquina em punho. Ele é o típico tio que anda sempre com as máquinas para todo o lado e que fotografa tudo e todos, em todas as ocasiões. Dado isto, ficou logo contratado, claro. Acho que ainda antes da cerimónia começar, ele já devia ter para aí 100 fotos no reportório. hihihi
Finalmente vamos entrando na igreja, e com a confusão que - naturalmente - se instala, a Laura acorda. Super bem-disposta, claro!
A cerimónia foi dirigida pelo Diácono que me casou, e que fez o favor de se deslocar à nossa zona de propósito para a celebração. A nossa escolha deveu-se à naturalidade e espontaneidade com que dirigiu o nosso casamento. Espantou todos quando a meio declarou ser casado e pai de filhos (condição permitida apenas aos diáconos), pôs toda a gente a chorar com as suas palavras, e felizmente ainda hoje há quem diga que nunca mais assistiu a nenhum casamento como o meu. E isso devo-o a ele.
Quando lhe telefonei aceitou de imediato o convite e com uma imensa alegria. Mais uma vez e graças a ele a celebração foi única. A dada altura fechou a bíblia e caminhou pela igreja enquanto conversava com toda a gente. Apanhou-me de surpresa e ao papá quando nos chamou ao altar e nos mandou ajoelhar perante ele, colocou a mão por cima da minha cabeça e disse: “Abençoa Deus esta mãe…etc”, depois colocou a mão por cima do papá e disse: “Abençoa Deus este pai…etc”
Quando nos levantamos a igreja ecoou uma enorme salva de palmas e pela minha cara escorriam duas singelas lágrimas que não consegui evitar.
Durante o baptismo todos os passos foram explicados e demonstrados, e acho que nem eu tinha noção de tanto pormenor.
A Lau portou-se muito bem, andou satisfeita pela igreja e a saltar de colo em colo. Ao momento de molhar a cabeça nem se manifestou. Acho que deve ter gostado :)
A cerimónia acabou e foi do agrado de todos.
Despedimo-nos do Diácono V. e eu dei-lhe um ralhete por me fazer sempre chorar! :p
Começa a festa. Comes, bebes, conversas e afins.
Toda a gente está satisfeita e o clima é harmonioso e de alegria.
Contratámos um cantor, pois em famílias de bailarinos como as nossas, festa sem dança, não é festa!
O tio P. dá sempre um show fantástico e eu fico sempre com o papel de o acompanhar e apelar ao resto do pessoal que se junte a nós. "Cê tem que dançá, pois quando cê vai o pessoal vai atráis" - diz-me o cantor (brasileiro) lol.
O ambiente não podia ser melhor: fazem-se comboios, dança-se o limbo com um pau qualquer, orientam-se coreografias, trocam-se pares com a vassoura e como já começa a ser da praxe, joga-se o jogo das cadeiras que faz sempre soltar as gargalhadas de todos, devido às tentativas de batota dos participantes.
A certa altura reparo que os pikenos, malandrecos, andam todos satisfeitos, pois sem eu me dar conta e nem perceber como, encontram as minhas surpresas escondidas e andam felizes da vida a espalhar bolas de sabão e a soprar línguas de sogra por todo o lado. :p
A noite cai rapidamente. Acendemos as tochas e os partylights, trazem-se os bolos para a rua, distribuem-se os foguetes pelos convidados e com os parabéns da Lau, cantam-se também os parabéns a mais seis pessoas convidadas.
Come-se bolinho e continua-se a dançar até cair.
No fim da noite, quando a maior parte dos convidados já se tinha ido embora, sento-me em cima de uma mesa, e pego no livro das mensagens.
Leio-o de ponta a ponta e, inevitavelmente, todo o carinho deixado naquelas folhas faz-me chorar. Falam da Laura, da festa, mas também falam de mim e do papá, como pessoas e como pais e eu não esperava isso...
No fundo, foi esse carinho que tornou este dia tão magnifico e especial.
Que criou um ambiente tão intenso e alegre que superou todas as minhas espectativas.
Da lista de pessoas que convidei só faltaram 4. E acho que isso diz tudo.
Às nossas famílias e amigos o meu muito obrigado, obrigado e obrigado.
Como se diz por aí: "estão cá dentro!" ;)
Bom, na terça-feira como estava previsto no final do dia desloquei-me às urgências para levar a Laura a ser re-observada.
Para minha surpresa, a médica que estava de serviço, diz-me que temos de esperar mais 24h, e manda-me voltar no dia seguinte.
Explica-me que ao todo devíamos dar uma espera de 48h para um diagnóstico seguro e também aguardar o resultado das análises que ainda não tinha chegado.
Tudo bem. Aceitei a opinião, mas na minha cabeça só consegui pensar que ainda tinha mais 24h de dúvidas, incertezas e receios pela frente.
Apesar de tudo, a Laura tinha passado bem o dia. Comeu bem, dormiu bem e a febre não havia subido. Felizmente!!!
De noite acordou para pedir o miminho dos papás, pois com tudo isto lá houveram umas sonecas no aconchego da nossa cama, e como é óbvio, a manhosinha ganhou-lhe o gosto...
De manhã acordou normalmente, mas não consegui evitar de me sentir um pouco alarmada ao verificar que tinha os olhos completamente empapuçados, por cima e por baixo (!) Bom, decidi não fazer dramas e mentalizei-me que era do sono. Mudei-lhe a fralda e levei-a para a ama, como - quase - sempre, ainda de pijama.
Mais uma vez, assim que chego ao trabalho recebo um telefonema da ama a dizer-me que a Laura tinha o corpo cheio de borbulhas.
Vou logo buscá-la e rumamos novamente ao hospital.
Ao entrarmos na triagem, uma das enfermeiras que esteve connosco na segunda-feira reconhece-nos, e faz de imediato o relatório do que se passou ao médico assistente.
Assim que deito a Laura na maca para ser observada, o drama começa, e tal como eu previa, todos os procedimentos clínicos são feitos contra a sua vontade, lamento e manifestação...
O médico aponta de imediato a hipótese de um exantema (novamente:s), mas menciona que quer aguardar pelas análises para ter certeza.
Aguardamos e pouco tempo depois somos novamente chamadas.
O diagnóstico não me surpreende. Confirma-se o exantema, e mais uma vez de origem viral.
Falo com o médico na hipótese de ser sarampo, uma vez que ao contrário do dia anterior, ela estava novamente mais prostrada e queixosa, ao que ele me responde, e um pouco para meu espanto, que se os bebés são vacinados para o dito, o sarampo é uma doença que praticamente já não existe.
Mais uma vez ouvi, calei e aprendi...
Saio conformada mas indignada. Sinceramente que não compreendo porque é que a medicina desperdiça tanto tempo a ensinar os seus licenciados a soletrar v-i-r-o-s-e em vez de os especializar na exploração de novas doenças e novas curas.
Qualquer pintinha ou mancha parece-me ser simplesmente diagnosticada de exantema...
E despistagem de alergias ou outras causas??? Não são feitas???
Ahhh, pois. Não é preciso. É uma virose. Claro!...Claro!...Claro!
E pronto, para variar, depois de tanto sufoco e tanto sofrimento, lá viemos para casa com mais um troféu de virose para a prateleira e sem um único medicamento prescrito. Mas também confesso, antes assim. Ou não fossem novamente nos mandarem um antibiótico de presente para coisa nenhuma...
Felizmente, o pesadelo terminou. São de lamentar as maleitas que ainda se notam na Laura, pois demonstra-se sensível e ainda com medo de mudar a fralda. Está mais chorona, melindrada e menos brincalhona. Mas o tempo nos fará esquecer a ambas destes dias e estou certa que tudo voltará ao normal.
No meio disto tudo e um pouco para desanuviar, tenho um episódio curioso que me aconteceu e que vos quero contar.
Enquanto aguardava pelas análises na sala de espera, entra uma grávida - mesmo MUITO grávida - nas urgências.
Eu, como sempre, ponho-me logo à espreita, não por cusquice, mas porque sempre que vejo uma grávida a dar entrada no hospital, sinto um desejo ridículo de testemunhar aqueles escassos minutinhos como se fossem os meus. Tipo, uma vontade inapta de me deixar voar no tempo e voltar ao momento em que eu mesma ali estive, naquele mesmo local, com a minha bebé na barriga, prontinha para vir ao mundo...
Bom, a pobre moça devia estar aflita. Andava para trás e para a frente com as mãos nas costas e a cara dela espelhava bem o sofrimento em que se encontrava.
No guiché, uma fila de gente insensível e sem o mínimo de bom senso, pois nenhuma daquelas almas se dignou a dar-lhe a vez ou a comunicar a sua presença às recepcionistas.
Eu para ser franca, agora que penso nisso, podia e devia ter tido uma atitude perante tamanho atestado de incompetência, mas sinceramente que foi daqueles momentos em que como estava tão absorvida pelo que se estava a passar com a Lau, nem me dei conta dos factos...
A dada altura, a pequena começa a encostar-se pelas paredes e entre conversas a senhora que está sentada a meu lado é que me chama a atenção para as condições em que ela estava. Acho que nesse momento é que acordei realmente.
Reparo mais atentamente e noto que é bastante jovem e que está assustada.
Como a senhora que a acompanhava estava a tratar da ficha, ganhei coragem e fui ter com ela. Deixei que se apoiasse em mim, tentei tranquilizá-la e perguntei-lhe se sabia fazer as respirações de PPP, ao que ela me respondeu que não. Enquanto lhe tento explicar e ela coitada, me tenta acompanhar, pimba! Rebentam-lhe as águas!
Acho que ainda ficou mais nervosa pois agarrou-me ainda com mais força. Finalmente as pessoas reagiram e prestaram auxilio.
Daí a aparecer um maqueiro com uma cadeira de rodas foi um segundo.
Tudo isto se passou em escassos minutos.
Nem ela teve tempo de me agradecer e nem eu tive tempo de lhe desejar boa sorte.
Se amanhã nos cruzarmos na rua, provavelmente nem nos iremos reconhecer, mas eu não consigo deixar de pensar que a esta hora aquela menina já é mãe, e é muito provável que segure o seu bebé nos braços...
Inconscientemente, vivi aquele momento com uma intensidade e emoção inexplicáveis.
Depois de tudo o que estes dias foram, aqueles minutos parece que foram para mim um raio de sol. Como que uma benção por tudo o que passei.
No fim não consegui evitar sorrir. E foi bom.
Acredito que nada acontece por acaso e aquele bocadinho do dia foi a prova disso.
Sorri, desanuviei, lembrei-me de momentos felizes e dentro de mim cresceu a vontade e a certeza absoluta de que quero voltar a ser mãe outra vez....
OBRIGADO. POR TUDO!
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...um dos piores dias da minha vida...
A Lau começou há uns dias atrás, com um pequeno pingo no nariz. À parte disso, nada nela tinha outras manifestações de mal-estar e esteve sempre bem-disposta e sorridente, pelo que, ao que tudo indicava, vinha a caminho uma ligeira constipação.
No Domingo porém, começaram a surgir febres altas (39-40ºC) que lhe tiraram todas as reacções, deixando-a completamente prostrada e sonolenta o dia inteiro.
Como estávamos na "Casa do Rio", decidimos aguardar. Apesar dos pinguitos do nariz terem deixado de correr eu estava convencidíssima que a ligeira constipação estava a começar a dar lugar ao princípio de uma gripe ou semelhante.
Durante a noite e na segunda-feira de manhã, a febre persistiu, mesmo apesar da medicação.
Dei-lhe outro Ben-u-ron, levei-a até à Ná-Ná e vim trabalhar, preocupada, é certo, mas em completo estado de alerta.
Quando chego, mal me sento, pois o meu telefone toca de imediato e a Ná-Ná diz-me que a nossa pequenina estava com 40ºC.
Saio disparada do escritório e rumo com ela ao hospital.
Entramos na triagem e já não saímos mais...
Observam-na, dão-lhe mais medicação, mandam-me despi-la e dão-me um termómetro para lhe ir medindo a febre de 15-15 min.
Deviam ser por volta das 10h quando entrei no hospital. Até por volta das 13h a Lau não foi consultada, porque apesar do Ben-u-ron e do Brufen, a febre em 3h nunca desceu dos 38ºC, voltando a disparar logo de seguida para os 40ºC.
Finalmente, somos chamadas pela pediatra, que curiosamente, é uma das mais conceituadas aqui da cidade. Examina a Laura minuciosamente e diz que fisicamente está tudo bem. Nada na garganta, nada nos ouvidos e por aí diante. Eu falo nos dentes, e ela dá-me um mini ralhete do tipo: "Isso é um mito, que mania que as pessoas têm de achar que tudo é dos dentes! Os dentes não trazem doenças!" Ouvi, calei e aprendi.
Diz-me de seguida que lhe vão ter de lhe fazer uma recolha de sangue e de urina para análises, porque como a febre não baixa, requer atenção dobrada e têm de despistar todas as hipóteses.
"Recolha de sangue"... Parei, congelei e tremi...
Pego na Laura e levo-a à que na minha mente ficou apelidada de "sala da tortura".
Lavam-lhe o rabito e colam-lhe um saco para ela fazer chichi.
Por esta altura, a minha pequenina já se fartava de chorar, pois com a febre estava tão molinha que qualquer toque das nossas mãos a melindrava.
As enfermeiras, enquanto preparam as coisas para a recolha de sangue, perguntam-me se quero ficar ou sair. Ainda penso. Mas acabo por responder firmemente que fico, acrescentando que "talvez seja pior para mim, mas sei que é melhor para ela". Mandam-me agarrar-lhe os braços e tranquilizá-la. E é então que a primeira parte do nosso desespero começa...
Ao que elas sussurravam e eu pude perceber, a Laura tinha a "veia torta". Não sei o que quer dizer, só sei que prolongou o sofrimento de ambas e fez aquele momento parecer infindável...
Eu mesmo assim, e para meu próprio espanto, reuni forças e aguentei sem chorar. Debrucei-me sobre ela, beijei-a e até lhe cantei baixinho a sua música preferida... Mas nada resultava. Ela esperneava, berrava e olhava-me como que a pedir socorro.
Eu corroía-me por dentro. Tinha vontade de a levar dali, de a arrancar daquelas mãos todas e de a encostar contra mim...
E fi-lo.
Mas infelizmente só no fim de a ver sofrer...
As horas demoraram a passar e cada segundo foi para mim uma eternidade.
A Laura não queria água, soro ou comida e chichi nem vê-lo...a certa altura tudo se tornou um martírio. Arrancava-me o termómetro das mãos, berrava se lho punha e se tocava na fralda então...
A minha mãe e a Ná-Ná esperavam cá fora e iam entrando à vez para a ver. Ela fugia do meu colo para elas como se sentisse que eram a sua salvação...
Por volta das 17h, administram-lhe mais uma dose de Ben-u-ron e Brufen, e eu continuei a medir a febre que, como havia acontecido anteriormente, começou lentamente a baixar para os 38ºC.
1h depois, e numa dessas "medições" quando tiro o termómetro, mal podia acreditar...40º C outra vez!
Aí, senti as minhas forças desvanecerem por completo, e não consegui evitar as lágrimas...
A médica aproxima-se. Mostrei-lhe o termómetro e reparei que ficou assustada. Mandou-me ver novamente se já havia chichi, mas o saco tinha descolado.
Somos novamente encaminhadas para "a" sala.
Deito a Laura, que já cansada de tudo, não pára de chorar.
Ao abrirem a fralda tem o pipi com uma vulvovaginite...
Eu fiquei boquiaberta e estupidamente petrificada! Nunca tinha dado por nada (e se sou observadora e cuidadosa!), e nem tão pouco as enfermeiras quando lhe puseram o saquinho! Ou seja, há horas atrás, a dita não existia, pelo menos a olhos vistos, e a sua súbita revelação surpreendeu tudo e todos!
No meio de tantos palpites, a médica desdramatiza. "A febre não vem daí", diz. "Recolham o muco e mandem para a análise e ponham uma algália para recolha de urina".
Ok, naquele momento o meu coração rachou-se ao meio e o meu sangue secou.
Uma algália???? Na minha bebé???!!!???
Eu já fui algaliada, eu sei como é doloroso...(!!!!)
Desatei num pranto.
Só conseguia chorar e tentar acreditar que aquilo não estava a acontecer!
As enfermeiras tentaram acalmar-me. Mas no fim de tantas horas ali, de tanta espera, de tanta maldade à minha menina, aquela tinha sido a gota de água...
Tive de a agarrar como me pediram, mas desta vez chorei tanto como ela...e como ela chorava...
Mal pude, apertei-a contra mim, pu-la à maminha e ela adormeceu de cansaço.
Não a conseguia largar. Diziam-me para a deitar numa maca, mas eu nunca consegui...
Quando o papá chegou ao pé de nós chorámos os dois.
Pouco tempo depois a médica chama-me e diz que podemos ir para casa. Medica a Lau só para a febre, alegando que temos de aguardar o resultado das análises e fazer nova observação no dia seguinte (hoje). Diz que apesar de vir para casa, a Laura considera-se estar sob observação hospitalar e deve voltar de imediato ao mais pequeno sinal de alarme.
São 17h30, e felizmente a febre não voltou a disparar desde ontem.
Porém, o meu coração continua apertado e a minha menina não é a mesma...
Grita quando a deitamos para lhe mudar a fralda e arranca as nossas mãos do corpo dela como se a estivessem a queimar...
Se lhe pego chora compulsivamente e durante a noite acordou uma ou duas vezes em completo pranto e sufoco...
Está melindrada e assustada. E eu também.
Confesso que quando engravidei achei que estava preparadíssima para ser mãe...
Hoje, depois do que passei naquele hospital, chego a conclusão que emocionalmente, por mais que viva, nunca terei maturidade suficiente...
Primeiro vamos ao resumo dos 12 meses.
No post seguinte contarei tudo sobre a festa :)
Como quero pôr algumas fotos, o processo é mais demorado...
Mas como sei que vocês são muiiiiito compreensivas e pacientes, estou à vontade. lol
Então aqui fica como anda a nossa mini ultimamente:
Palavras/expressões:
- pa-pa (papá)
- ba (mamã, não me perguntem porquê, mas é...)
- ma-ma (maminha)
- vô (avô)
- a-tchim
- bu-bu (chucha)
- na-na (não)
- brrr (carro/triciclo)
- pa-pa-pa (comida)
- an-cá (anda cá)
- dá (idem)
- ba-co (????)
- te-te (????)
- oiá (olá)
- tiiii (tá aqui)
- náááá (não há)
- tau-tau (idem)
- txé (toma)
- tês (três)
Conquistas:
- corre por todo o lado, porém é muito cautelosa nos seus percursos
- bebe tudo com palhinha
- começou a comer algumas comidas sozinha com colher
- diz onde está: a tonta, a boca, o nariz, a barriga, o pé
- quando perguntamos quantos anos tem, faz 1 com o dedo
- emita espirros e tosse
- põe a mão à frente da boca quando tosse
- adora brincar à apanhada e às escondidas
- põe-se de pé sozinha se estiver no chão
- tenta vestir-se/despir-se
- quando perguntamos se quer alguma coisa, acena que sim ou que não, conforme a sua vontade
- dá muitos miminhos e beijinhos a sério
- dá mais cinco
- aponta para as coisas/pessoas quando lhe perguntamos por elas, ou para pedir algo que quer
- abre as mãos para dizer "não há"
- põe o lixo no caixote
- adora andar a esfregar/limpar tudo o que encontra com um pano
- se lhe damos um lenço, finge que se assoa
- dança de 3 formas: 1. flete as pernas, 2. gira o tronco e 3. levanta os braços (tipo folclore)
- dá-nos palmadinhas e diz: tau-tau-tau
- faz "púuu" quando lhe mudamos a fralda :)
- tem grandes "ginetes"
- quando ouve a música dos bobinogs, do fantasminha brincalhão, ou do atchim, começa a entoar os refrões: "bo-bo-bo", "bu-bu-bu" e "atchim"
- pega nos telemóveis ou telefones, põe ao ouvido e diz "oiá"
- quando dizemos: 1-2 ela diz: "têêês"
- manda muito bem beijinhos
- quando a sentamos na cadeirinha do carro tenta atar os cintos
- estamos a largar a chucha. Agora só para dormir! :)
- sopra na colher quando come ou quando dizemos "está quente"
Personalidade:
- adora água
- está super ultra dependente da mãe (tipo carracinha mesmo...)
- dorme bem e adormece com mais facilidade, sozinha, ao colo, ou até no tapete da sala, onde puxa uma almofada e se deita por vontade própria (às vezes pensamos que está acordada e já adormeceu...)
- continua a desprezar os brinquedos. A sua actividade preferida é interagir com pessoas
- sorri e distribui olás constantemente
- adora música
- imita tudo o que fazemos
- é muito tranquila, mas reguila ao mesmo tempo
- não estranha pessoas ou ambientes
- adora rabiscar, desde que lhe pusemos uma caneta e um papel na mão pela primeira vez que são a sua nova paixão
- local preferido para brincar: cama dos papás
- comida preferida: sopa ou peixe
- fruta preferida: uva (com casca, grainhas e tudo!)
- não gosta de lasanha e de feijão seco
- 0 dentes
- continua muito sociável e desafia qualquer um para a brincadeira
- acorda sempre bem-disposta, a palrar ou a dizer olá
- continua a chuchar na língua enquanto dorme
- já toma o pequeno almoço com pão e já come segundo prato
- continua a não mexer em nada. Se tenta e lhe dizemos “não mexe” obedece.
- quando tem sono fica mais mimocas. Gosta de se enroscar no nosso peito e adormece com a cabeça colada a nós. Se adormece na cama, parece um ratinho a fazer o ninho. Com os olhos já fechados dá voltas e mais voltas até encontrar a posição ideal.
- está a ficar lourinha como a mamã :) hihi
É assim que andamos cá pelo aquário.
Sábado é o baptizado/comemoração do 1º aninho da mini-peixa!
A festa é cá em casa.
Esperamos entre 90 a 100 amigos e familiares :)
Como estou a fazer tudo, nestes dias não esperem posts...
Na próxima semana o meu pai e a familia dos EUA ainda cá estarão.
No fim dele se ir embora, voltarei para contar como foi o dia dos anos, os preparativos e a festa.
Até lá, um beijinho grande para todas e um MUITO obrigado pela ternura que deixaram nos parabéns à Laura.
As estrelas escondiam-se porque algo brilhava mais do que elas…
Há um ano,
À meia-noite e dois minutos,
O universo espantou-se e a terra estremeceu…
Do fundo do oceano nascia a mais valiosa pérola,
E cheia de graciosidade e encanto,
Entoava o choro mais lindo que alguma vez tinha sido ouvido…
Há um ano,
Tu vieste ao mundo e o mundo veio até mim.
Tu nasceste e eu renasci.
Obrigado Filha.
PS - Tentei postar às 00h02m do dia 24, mas inexplicavelmente os horários da Sapo não estão correctos. De qualquer maneira fica a intenção e rectificação, da data e hora do nascimento da Laura.
Enquanto eu amamentava a Laura...
Peixa: "Bem, é mesmo bom eu ainda ter leitinho, não é?"
Peixe: "Então não é?!? É o melhor para ela..."
Peixa: "Sim. E já viste o dinheiro que poupámos? Acho que nem temos noção..."
Peixe: "É verdade..."
Peixa (com um sorriso): "Mor, para ser justo devias fazer as contas e dar-me uma prenda..."
Peixe: "Está bem - pausa longa - eu compro-te um chocalho :)"
Note to self: sempre disse que tinha de casar com um homem com sentido de humor...:p
* da mamã Fátima.
Ainda tentei escolher algumas mamãs, mas é dificil, portanto, passo-o a todas as da listinha ali do lado.
Espero que o aceitem e se considerem desafiadas, principalmente as que são comentadoras regulares (!!)
Acho que é uma forma engraçada de nos conhecermos melhor.
As que responderem, agradeço que me informem, que é para eu ir aos blogs cuscar as respostas lol
Beijinhos GRANDES!
COMIDA - Petiscos, jardineira, empadão, sopa da pedra, etc. Dispenso: fast-food.
CLUBE - FCP (costumava adorar futebol, mas desde que eu e o papá Peixinho começámos a namorar - como ele não liga nenhuma - desactualizei-me e perdi o interesse...)
ESTAÇÃO DO ANO - Primavera e Inverno (Primavera porque adoro o principio do calor, o colorido das flores e a harmonia da estação em si. Inverno porque contem o nosso mês (meu e do papá), e porque adoro a lareira, os pijamas quentinhos, as camisolas de lã, as pantufas e as tardes no sofá debaixo de um cobertor a ver um bom filme...)
MUSICA - uiiiiii...sei la...ouço tanta coisa! Mas vejamos...aí pelos meus 12 anos, tive aquela fase em que me apaixonava todos os dias, e nessa altura o "So far so good" do Bryan Adams e o "Big Ones" dos Aerosmith alimentaram os meus suspiros. Depois lá pelos meus 14/15 anos como já era meia rebelde e tal, enfiei umas Dr Martens (que usava de Verão e de Inverno) e comecei a ouvir coisas mais pesadas. Aí vibrava com o "Come as you are" dos Nirvana, o "Smack my bitch up" dos Prodigy ou o "Here comes your man" dos Pixies. Foi uma fase marcante da minha vida, e por isso foi o estilo de música que mais me marcou e que continua a ser o meu preferido. Porém, ao longo dos anos, aprendi a relaxar ao som de outros ritmos, tais como um bom reggae.
Actualmente ouço coisas como: The White Stripes, Jack Johnson, The Strokes, Orishas, Patrice, Gentleman, The Killers, Coldplay, e por aí diante. De vez em quando gosto de me deliciar a ouvir Frank Sinatra ou Johnny Cash, bem como uns bons clássicos dos anos 80, gospel ou soul. Dispenso: Shakira e todas aquelas músicas cujos vídeos clips são animaizinhos a cantar lol
ANIMAL PREFERIDO - Peixes, obviamente! Também elejo pinguins, todos os marsupiais, e claro, não me poderia esquecer dos suricatas, que são os nossos amiguinhos de sempre :)
ESCRITOR - Os meus pais. Nada me dá mais prazer que ler as lamechices que eles me escrevem...
VINHO - não bebo, é melhor perguntarem ao papá, que é fanático pelo tema :)
ARVORE - Oliveira: pela estética e pelo simbolismo.
FILME - Muitos, demasiados! Mas destaco "A vida é bela", por ser uma história que me lembra os esforços que a minha mãe sempre fez para que eu nunca me apercebesse dos problemas que enfrentou na vida. Tirando isso, adoro uma boa comédia :)
MONUMENTO - O papá Peixinho! lol
PAÍS - O que é nacional é bom, por isso o nosso, claro! Mas em segunda opção adoraria conhecer o Tibete.
CIDADE - Nova Iorque
LIVRO - "Diário de Laura Palmer" e "They cage the animals at night". 2 livros que li em 3 dias.
PERFUME - Tribu (há anos...)
FRUTO - todos!
FLOR - flores campestres
COR - todas!
PEÇA DE ROUPA - Pijama (quanto mais XXL, colorido, e animado, melhor :)
PROGRAMA DE TV - National Geographic
CARRO - O meu Boguinhas do coração!!! Um Fiat 600D de 1969, prenda de casamento do papá para moi même :)
MAIOR QUALIDADE – Responsável e organizada
MAIOR DEFEITO – Perfeccionista, teimosa e demasiado permissiva com os outros.
NOME FEMININO - Laura
NOME MASCULINO - João
SONHO PARA A VIDA - Nunca deixar de sonhar...
Nota: peço desculpa por me alongar, mas não resisto! Talvez um bom desafio para mim fosse tentar escrever um post curto - :p - lol
Lindas, prácticas, úteis, eficazes, perfeitas!
Aconselho vivamente :)
Sim, é possível e é verdade.
Os meus pés é que teimam em não assentar no chão quando penso nisso...
Daqui a pouco a nossa mini-peixa completa um ano de vida e eu nem sei como o tempo passou tão depressa...
Nesta última fase, as evoluções começam a ocorrer a um ritmo alucinante e cada segundo revela-se mais precioso que o anterior.
Felizmente, posso sentir-me contente por conseguirmos organizar as coisas de forma a que possamos ter o máximo de tempo juntos.
Em 11 meses, já se podem contar uns bons milhares de minutos de macacadas, risos, miminhos e gargalhadas em família. E isso era, e será sempre um objectivo a cumprir.
Parabéns filhota!
11 meses:
- bate palminhas (até que enfim!)
- dá miminhos (xi-corações)
- sopra na colher da comida quando dizemos "está quente"
- faz caretas e depois ri-se à gargalhada
- diz onde "está a tonta" e "a barriga"
- quando dizemos "tá lá" encosta a mão ao ouvido e diz "tá"
- gosta de encaixar coisas (chegou a hora dos brinquedos didáticos :)
- simula muito bem um espirro. Põe a cabeça para trás, faz "aaaaa" e depois diz "té" e põe a cabeça para a frente
- quando dizemos "põe creme", esfrega a barriga
- pede a chucha a dizer "buuu-ba"
- tira a chucha da boca dela e oferece-nos. O mesmo se passa com a comida.
- pede comida a fazer ba-ba-ba com os lábios
- brinca sozinha às escondidas, ou seja, tapa-se e destapa-se sozinha
- dá-nos as coisas quando lhas pedimos (mesmo que seja de má vontade..)
- já caminha só com uma mão (se lhe oferecemos as duas, não quer a outra). Segura só o nosso indicador, e às vezes vai mais sozinha que agarrada. Porém, se a largamos, fica em pé, estática.
- compreende: vamos à rua, vamos ver o cão, dá/manda beijinho, diz adeus, dá miminho, dança, canta, olha ali, anda cá, não mexe, dá, toma, papa, água, faz shhh, upa...
- finge e imita que tem tosse
- já dança. De pé, flete os joelhos para cima e para baixo
- diz conscientemente: ca (cão), brrrr (triciclo), bobobo (bobinogs), pa-pa (comer), buba (chucha), ruuu (rua), upa (quando se põe de pé), dá, oiá (olá)...
- diz inconscientemente: ba-ba, pa-pa, da, co-co...
- mantem longas conversas de xi-pu-ca-li-na-ba-ba-tu-pim-co-la, etc ,etc. (connosco ou com um simples objecto)
- conhece tudo o que diga respeito aos Bobinogs. É fã incondicional e continua a delirar e a cantar a música. Mal vê o computador e a TV associa de imediato e diz bo-bo-bo. Ao computador até chora! Só se cala quando os vê.
- chama-nos (ou o que pretender) esticando a mão e abrindo-a e fechando
- aprendeu a subir o único degrau lá de casa, sozinha (de gatas)
- vai sozinha buscar o jambé e toca-o com entusiasmo
- começou a dar beijinhos a sério, com barulho e sem baba!
- manda os beijinhos à maneira dela, ou seja, dá-os na mão mas não os manda
- quando é comida aos pedacinhos come muito bem sozinha
- bebe o biberon sozinha. Pára, conversa, põe na boca, tira, brinca, poisa, vai buscar, bebe, larga, bebe, etc, etc
- quando lhe pedimos alguma coisa e não quer dar ou fazer, acena que não com a cabeça.
- conhece todos os cantos da casa. Ainda não tirei nada do sitio (excepto o que suscite perigo), porque ela não mexe em nada (até ver...)
- acorda e fica sossegadinha na cama a brincar
- a cadeira da papa passou a ser evitada, pois ela dá voltas e mais voltas e põe-se de pé.
- 0 dentes e nem sinal deles (!)
- passa dias e dias sem chorar :))
- é super ultra mega simpática e sorridente! Em qualquer hora, lugar ou circunstância.
- faz shhh. Encosta o indicador à boca, mas não emite som.
- adora pão e bolacha maria.
- não liga nenhuma a brinquedos (acho que sai a mim, os meus estão todos nas caixas na casa da minha mãe à espera da Laura, mas pelo que se vê ainda vão ficar na mesma situação...sempre detestei bonecas. Tinha medo. Aliás, ainda hoje me dão arrepios!)
- conhece o barulho da mota do papá a chegar :)
- tem uma caixa com uma tampa que abre e fecha. Quando dizemos abre ela abre-a, quando dizemos fecha ela fecha-a. O mesmo se passa com as portas.
- quando tem sono, enrosca-se em nós, e adora dormir sobre o nosso peito.
- alça a perna para tentar subir às coisas.
- continua super activa e mexida. Porém, de personalidade é muito tranquila.
- é uma palhacita. Faz imensas macacadas e ri-se como uma tonta (nisto sai ao pai lol).
- só quer andar, andar, andar.
O QUE A FAZ SORRIR:
- tudo e mais alguma coisa...
O QUE A FAZ DAR GARGALHADAS:
- cócegas
- escondidas
- dançar em cima dos meus pés
- o nosso aiiii quando nos magoa
- rebolar em cima da cama ou no chão
- o Lovely Baby Mozart
- as nossas gargalhadas
O QUE A FAZ GUINCHAR:
- ver os primos
- ver os pais
- ver os cães
- quando lhe mostram algo que ela quer
O QUE A FAZ CHORAR:
- levá-la ao PC e não mostrar os Bobinogs
- falta do colinho da mamã
- que não lhe dêem atenção
- ver a mamã ir embora
- o soninho
O QUE A IRRITA:
- que lhe tirem coisas que ela gosta
- que a apertem
- que a agarrem
- que não a deixem à vontade dela
- que ralhem com ela
O QUE A ACALMA:
- o colinho da mamã
- a maminha da mamã
- o Naquela linda manhã
- o João Pestana
O QUE A DISTRAI:
- Tupperwares, colheres de pau e afins
- migalhas
- a TV
- andar pela casa fora
- o banho
- ter um monte de coisas de um lado e mudá-las para o outro, faz isto vezes e vezes sem conta
- uma gaveta aberta
O QUE A FASCINA:
- desenhos animados
- música
- andar no triciclo
- migalhas de pão
O QUE NÃO LHE DIZ NADA:
- brinquedos
- miminhos (excepto quando tem sono)
O QUE A FAZ PULAR:
- ir à rua
- ver o cão
- ver os papás
- ver o triciclo
- os primos
...pela mamã Lipa.
Com este mimo....
Obrigado LINDONA :)
Pois é...
A avó Nela (minha mãe) não aguentou as saudades das suas meninas e veio cá 2 dias só para nos ver...
E o avô Nando (meu pai) mandou hoje um caixote enorme num contentor, cheio de prendinhas para a netinha. Muitas roupinhas, brinquedos, etc..
Ainda não vi tudo, só cusquei um pouquinho à hora de almoço.
De qualquer maneira, quando bati com os olhos no Fisher-Price Fun To Learn Potty (uma mini-sanita que canta e fala) não pude evitar uma gargalhada :)
Com este caixote chegou também um outro, cheio de roupinhas e sapatos praticamente novos da baby-pima. (Thanks D! :)
Este fim de semana já tenho trabalho e divertimento que chegue.
Estes avós.....
PS - E não é que através do blog já encontrei duas vizinhas minhas?!? Quem diria hã? Com uma dessas mamãs andava eu aqui a trocar comentários quando no fim de contas até somos da mesma freguesia! Isto há coisas....:)
DESINTERESSES:
- continua sem bater palmas e sem gostar delas. (O máximo que faz é agitar as mãos, mas batê-las, nada.)
- não gosta de nada com penas (sai à mãe: tenho aversão a pássaros!)
- gosta menos de papa. (Enquanto era com o meu leite ela gostava, mas agora...)
- não gosta que lhe tirem coisas da mão (claro..)
- agora conseguir que fique deitada para mudar a fralda, é uma aventura...
- o parque não durou nada. Acho que se esteve lá 5 vezes foi muito...(confesso que também não era objecto da minha simpatia.)
- não liga muito a brinquedos. (Com o tempo tem vindo a desprezá-los cada vez mais...)
INTERESSES:
- adora pão e bolacha maria.
- é fanática por leite. (Comecei a manter as mamadas de manhã e à noite, mas durante o dia comecei a dar-lhe L.A. Sim, porque a pequena há dias que chega a beber leite 4 vezes! É mesmo vicio, pois às vezes tem a barriga cheia e pede leitinho. Tirei sempre leite até agora (cerca de 300 ml/dia), mas já se estava a tornar um pouco cansativo, por isso, agora mama de manhã e à noite e de dia bebe Nutriben.)
- continua a adorar desenhos animados. (Os de eleição são mesmo os Bobinogs, no outro dia fui dar com ela a vê-los e a cantar: bo-bo-bo-bo. Fiquei de boca aberta! Agora o papá passa a vida a passá-los na net e ela a cantar. Até já entoa o "aaaaa" na mesma parte :)
- adora ir no carrinho do supermercado. (Ri-se às gargalhadas!)
- o CD "Lovely Baby Mozart" fá-la delirar. Dá gritinhos e risos de alegria cada vez que o ouve. (Era um dos CDs que ouvi na gravidez.)
- adora dançar. (Ultimamente ponho os pés dela em cima dos meus, agarro-lhe as mãos e danço com ela assim. É um fartote :)
- música, muita música e festarola é que é!
- delira com os primos, claro :D
- adora brincar às escondidas.
- adora cães. (É só dizer "vamos ver o béu-béu" que ela começa logo a pular!)
- adora sentir que vai à rua. (O vencedor do colo é sempre o que está mais próximo da porta.)
- gosta muito de praia, areia, mar, piscina, etc.
- adora homens. (É verdade, simpatiza mais com homens que com mulheres...espero que de futuro a coisa se acalme, senão o papá dá em doido!)
- telemóveis, computadores, comandos, chaves, etc, etc.
- brincadeira preferida: na cama dos papás ou no sofá. (A saltar de um para outro, a rebolar, a levantar-se, sentar-se e afins. Até cair de cansaço...)
CONQUISTAS:
- gatinha perfeitamente e alta velocidade.
- ri-se por tudo e por nada. (e nada é mesmo nada. Tipo: está sozinha, no silêncio e dá gargalhadas. lol)
- come praticamente de tudo. (Quando são comidas aos pedacinhos deixamo-la comer com a mão. Faz uma grande bagunça, mas ajuda-a a desenvolver astúcia para comer sozinha.)
- sustenta-se em pé e sem apoios durante alguns minutos.
- quando vê o meu pai na webcam já o conhece e quer fazer-lhe festinhas. (Desde aí que o meu pai quase sempre chora quando a vê.)
- coça a cabeça e mexe na orelha para dormir.
- caminha para trás e para a frente no sofá e de cadeira em cadeira. (Às vezes larga-se um pouquinho para dar um passinho.)
- já escolhe a posição em que quer adormecer. (E ele há com cada uma....)
- faz imensos "ginetes".
- começou a compreender a palavra "dá". Quando pedimos a chucha a dizer "dá", ela dá mesmo. (Eu e o papá começámos a dizer dá um para o outro e a trocarmos as coisas entre nós à frente dela. Resultou :)
- diz muito bem adeus.
- senta-se, deita-se, levanta-se etc à vontade dela. (Quando acorda no berço, põe-se logo de pé.)
- bebe o biberon sozinha.
- tem os mesmos tiques nas mãos que eu.
- compreende o "ai, ai, não mexe", ao qual normalmente obedece (vamos ver até quando)
- continua a dormir muito e bem. (Já a mudámos de quarto há uns meses, mas ela nem se deu conta. É tão boa onda esta minha filha...)
- mete-se com toda a gente: na rua, no supermercado e afins. (Dá cada grito, uiiii!)
- continua alta e elegante.
- o cabelo está a crescer e muito. (Até já dá para fazer um "totó-repuxo" hihi)
- quando tem sono já faz "miminhos". (Recosta-se no nosso ombro ou deita-se sobre o nosso peito. É delicioso...)
- faz festinhas (mas um pouquinho à bruta...)
- dá mais cinco.
- faz "traaaaas", ou seja, põe a cabeça de lado quando nós pomos (ensinado pela bivó Florinda).
- quando dizemos "ehhhhh" levanta os braços no ar.
- faz muiiiiito chap-chap no banho. (É uma festa!)
- 0 dentes! (E nem sinal deles.)
- desde que descobriu os guardanapos que rasgá-los em pedacinhos bem pequeninos é um prazer.
- imita ou tenta imitar tudo o que fazemos.
- a sua primeira e única palavra mantém-se: "bu-ba". (Subentenda-se: chucha.)
- podia ser apelidada da "menina que fazia 1001 brincadeiras com a boca" :)
Cada vez nos custa mais deixar-te um minuto que seja...estás mais crescida, mais interactiva e mais brincalhona.
Já és quase meia-bebé/meia-criança :)
A nossa casa fica mais alegre e preenchida contigo. Aquelas paredes já precisam do teu riso, da tua vivacidade e da tua presença.
Se um dia te contarem que eu era galinha, acredita.
Sou a galinha-mor de todas as galinhas que possas conhecer :)
Mas és deliciosa e eu não te consigo largar...não consigo estar a teu lado sem te ter coladinha a mim, sem brincar contigo, sem te tocar, sem te beijar...
Confesso-me:
Sou uma mãe possessiva, dependente, exagerada, sufocante!
Mas sou MÃE.
TUA mãe...
e ADORO!
PS - E como prometido, aqui vai ela :)
Depois da primeira audiência onde os factos não foram bem apurados, a Dra. responsável pelo caso marcou novo julgamento a fim de analisar melhor a posição do réu.
O Sr. Sopro ficou sob pena suspensa, após ter sido submetido a um primeiro ECG, o qual não foi suficiente para declarar a sua inocência.
Por unanimidade dos membros do conselho de cardiologia, foi marcado novo ECG - desta vez com doppler - a fim de averiguar eventuais falhas ou anomalias e para ajudar na resolução rápida do presente processo.
O julgamento terá lugar amanhã às 17h45.
(Vai correr bem. Vai correr tudo bem...)
PS - Novidades: A Laura já anda agarrada às coisas! De cadeira em cadeira ou ao longo dos sofás. Connosco já anda agarrada só por uma mão :)
Será que a indepêndencia dela está para breve???
Acho que a imagem diz tudo....
ESTAMOS DE FÉRIAS!!! :))))
Depois volto para contar tudo.
Por enquanto é só areia, mar e solinho do bom...mmm...
Beijinhos do tamanho dos oceanos!
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