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Sábado, 7 de Maio de 2011
Quando for grande, ela...

Poderá pertencer a um lobbie qualquer:

 

"Lau, o que queres fazer quando cresceres?"
"Não quero fazer nada mãe, só estar com pessoas..."

 

Ou, ir para o Instituto de Meteorologia:

 

"Mãe, estava a estender roupa com a avó e vi umas nuvens aos pinotes muitos escuras e disse à avó que ia chover, ela disse que não. Vês, agora chove muito e afinal ela não sabia, mas eu é que tinha razão!!!"



publicado por Mamã Peixinha às 10:55
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Definição de Saudade

A prima pergunta-lhe pela avó "Uela" (minha mãe), e ela responde:

"Foi à Suiça, mas olha tenho tantas saudades dela....sabes? às vezes na cama da minha mãe lembro-me dela, e choro, até cai assim lágrimas na minha cara (enquanto passa os dedos nas bochechas), nunca te aconteceu? Teres assim saudades das pessoas?"



publicado por Mamã Peixinha às 09:52
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011
Definição de SORTE

Ela: "Mãe, o que é sorte?"

Eu: "Sorte é uma coisa muito boa e que nos traz coisas que nos deixam felizes"

Remate: "Mãe, tenho muita sorte de ti.....gosto tantooooo de ti mamã!"

 

NOTA: os melhores JACKPOT's não se contam em euros :)



publicado por Mamã Peixinha às 15:18
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
Coisas Dela

- comer pão com chouriço com o pai -

 

Eu: Lau, queres mais pão?

Ela: Não mãe, que esse chouriço pica BUÉ! Vai lá, vai!

 

 

- sonhos -

 

Acorda e grita: "Mamãããã!"
Eu: "Olá! Bom dia!"
Ela: "Olha mamã, eu um dia (pausa) quero casar-me!"


[decidi por opção própria não lhe perguntar com o que é que sonhou...]



publicado por Mamã Peixinha às 09:56
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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Justiça: o conceito....

E de há uns tempos para cá, desde que aprendeu o "não é justo", que é o palmo e meio de gente mais injustiçado que já conheci.

Pobre criança....:)

 



publicado por Mamã Peixinha às 16:44
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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
O primeiro pedido...

E no primeiro ano que a Lau se pronuncia a fazer um pedido de Natal, pede com afinco: "o porco que come muitas sandes até crescer muitoooo a barriga". E frisa: "não quero é bonecas, que eu NÃO gosto nada de bonecas, mãe..."

Ok, vamos ver se o Pai Natal é condescendente este ano :)



publicado por Mamã Peixinha às 10:31
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
Fi-nal-men-te!

Pois bem, ter uma criança que "despreza" brinquedos no geral tem duas vertentes: a que exige de nós criatividade para a entreter, e a frustação das compras dos ditos saírem sempre frustadas, de modo a que todos acabem sempre dentro das respectivas caixas num quarto - dito - de brinquedos mas que mais parece um santuário intacto...

O único sucesso que obtivemos durante estes 3 anos, era com coisas que de alguma forma estariam relacionadas com artes manuais: desenhos, colagens, plasticinas, etc. À parte disso, tudo era para esquecer e era dinheiro deitado ao lixo.

Mas eis que finalmente depois de sucessivas tentativas, se faz luz! A ama da Laura comprou-lhe o primeiro puzzle, e desde aí que tem sido um vício tal, que temos que a mandar parar, pois fica a fazê-los até começar a abanar a mão (o que me dá a entender que já está incomodada) ou ao ponto de ficar tão entusiasmada ou ansiosa por encontrar as peças que não ouve nada nem ninguém!!

Ou seja, se por um lado é positivo que tenhamos descoberto a brincadeira favorita dela, por outro o exagerado empenho da parte dela exige algum controlo da nossa parte...

 

(Começámos pelos mais pequenos, mas neste momento aos de 48 peças, já lhes chama um figo...)

 

 



publicado por Mamã Peixinha às 10:40
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
Os pequenos "grandes"....

A Laura tem uma inexplicável e imensurável adoração pela Dora. Se já a tinha antes de irmos aos EUA, então quando veio de lá, o fanatismo ficou mesmo evidente.

Por terras de Tio Sam a Dora é uma religião. Existe tudo, e vou apontar apenas algumas coisas que a Laura teve da dita: iogurtes, bolachas, escova de dentes, pasta de dentes, bolas de jogar, bolas de sabão, cueca-fralda (ainda usa às vezes à noite, quando bebe leite, para evitar estragos...), copos, balões, a decoração da festa...enfim! Quase diria que tudo o que "consumiu" por lá, inclusive de desenhos animados era "Dorístico"!

 

Ao chegarmos a Portugal, não só a Dora havia sido retirada do horário que a Laura a costumava ver, como ela decidiu que a Dora era bem mais gira a falar inglês que português....

 

Graças à Dora, e ao dilema actual da Dora, apercebi-me hoje que de facto é incrível, como ao sermos mães, passamos a valorizar certas coisas/pormenores ditos pequenos, mas tão pequenos fisicamente, que se torna difícil de compreender que possam subitamente assumir proporções gigantescamente utópicas e surreais, daquelas que nos estampam daqueles sorrisos embevecidos e inexplicáveis na cara....

 

Foi exactamente essa a minha reacção, quando me entregaram há pouco nas mãos um DVD com episódios da Dora, que ainda por cima possuem opção "inglês/português"...

 

Desejo ansiosamente que a tarde voe, e dentro de mim mal posso esperar pelo sorriso imenso, pela reacção à surpresa, pelo encanto e pela magia, que sei, que hoje, num fim de um dia de trabalho exaustivo, certamente irei encontrar...

 

É essa magia, é esse poder, é essa beleza e esse encanto sem igual que são apenas algumas das várias delícias que o néctar da Maternidade me dá...

 

Como diria a Dora: "we did it!" :)

 



publicado por Mamã Peixinha às 16:48
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010
O fantasma escola!

Pois bem, mesmo limitadissima de tempo como ando para a escrita, sobre este tema, parece-me OBRIGATÓRIO escrever....

 

Inscrevi há meses a Laura na pré-escola.

 

Lembro-me de o ir fazer com entusiasmo, de preencher os impressos com afinco e orgulho.

Contudo, lembro-me também que quando saí da secretaria com os papéis em punho, uma ou duas lágrimas caíram pela minha cara de forma involuntária...

 

Optei pelo regime público. Não sou apologista de que o privado é melhor, muito pelo contrário, até creio que a fiscalização e rigor seja mais exigente nas entidades do estado, logo, se confio, confio em ambas, por isso, seleccionei apenas 2 escolas de entre as várias opções possíveis.

Escolhi escolas perto da Dida (ama da Lau) porque as duas, como já mencionei aqui, têm uma relação afectiva tão forte, que é impensável cortar radicalmente esse laço.

Assim sendo, a Dida e o Zizé poderiam ir buscar a Lau à escolinha e passar o resto da tarde com ela.

 

As esperanças que a Laura tivesse vaga eram infimas. Como completava os 3 anos no final de Setembro, estava no final da lista de espera.

Este assunto não nos preocupava, a Lau está diagnosticada com um desenvolvimento estupendo, pelo que a única coisa que me faria desejar a entrada imediata, seria a questão da partilha e convívio com outros meninos que não sejam apenas os primos ou as outras crianças que encontra na rua.

 

Mas eis que chega o "hoje".

Hoje ligam-me da secretaria do agrupamento de escolas: "A Laura não teve vagas porque como só completou agora os 3 anos, todos os meninos que fizeram os 3 antes, entraram primeiro...contudo, há uma vaga noutra escola...."

 

E pronto, foi aí que se gerou a confusão!

 

E agora?

A Laura vai para a escola?

E eu? Estou preparada que ela vá para a escola?

 

E a escola? Não é a escola que eu escolhi....!!

Será que é uma escola nova?

E as educadoras?

Preciso de referências! Alguém tem referências?

 

Consegui referências...:)

 

Naquele momento senti que todas as sensações que tive quando mudei de liceu, voltaram a mim...mas em maior escala....aliás, eu diria até que, numa escala GI-GAN-TES-CA!

 

Mas bom, o primeiro passo vai ser dado, à hora de almoço vamos pegar na Lau e vamos ver a escola...estou ansiosa, confesso!

Muito ansiosa...



publicado por Mamã Peixinha às 11:42
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
Miminhos....

Telefonema do avô babado e ansioso:

"Vou agora às compras, o que é que a "pingalheta" come ou gosta mais? "

 

Eu:

"Deixa-te é estar deitado e não saias de casa!"

 

Como é engraçado o ciclo da vida: o Avô preocupa-se com a neta, a mãe preocupa-se com o Avô...!

 

Está quase....

 



publicado por Mamã Peixinha às 17:17
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Finalmente: Tardes da Júlia :)
PARTE 1 PARTE 2


publicado por Mamã Peixinha às 10:28
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
De pequeno a grande...

Ter os pais longe não é bom. Ter os pais longe é sofredor e angustiante…

É sentir que cada dia podia ser mais preenchido e não é. É sentir que há sempre um pedaço de nós que está perdido a milhas de distância e que por mais que nos apeteça resgatá-lo de um momento para o outro, essa é uma concretização espacialmente e temporalmente impossível.

É viver com o receio que a qualquer segundo, um telefonema que nos diga que há algum problema…

E nos dias que esses telefonemas chegam, o chão foge dos pés, o ar é subitamente pouco para o que queremos inspirar…vivem-se momentos de ansiedade, e preocupação que não há palavras que descrevam.

Em vésperas de viajarmos para os EUA para festejar o 3ª aniversário da Laura, recebo um desses telefonemas…do meu pai.

Um acidente de carro causou-lhe uma fractura no tórax.

Não consigo descrever as 1000 sensações que sinto dia-a-dia. O estar cá, e o coração e a cabeça estarem lá…as lágrimas que não consigo segurar, o aceleramento da pulsação que não consigo controlar…

Vamos, mas o avô não pode brincar com a Lau, não pode receber os miminhos dói-dói que ela tanto oferece ou pegar-lhe ao colo…

Irão ficar as gargalhadas e a voz doce que entoa 1001 expressões deliciosas de ouvir.

Que os pequenos momentos, por mais singelos que sejam se tornem grandiosos, mesmo perante as infelizes partidas que o destino nos traz…


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publicado por Mamã Peixinha às 10:11
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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
A falta que não me faz falta nenhuma...

Há quem faça falta, uns por estar, outros por não estar, outros porque nunca estiveram...

Os que estão são, por vezes, na sua maioria os que fazem falta. Depois há os que não estão, mas que por sua vez, fazem bem mais falta do que muitos que estão e não fazem falta nenhuma...

São esses, os que insistem em ocupar incomodamente o areal, que convenientemente, são levados sem retorno, pelo mais pequeno sopro de vento...para bem longe, para onde fazem ou irão fazer falta, já que a mim, por estarem ou não estarem, não me fazem falta nenhuma....

 


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publicado por Mamã Peixinha às 18:18
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Sábado, 28 de Agosto de 2010
Fiu! Fiuuuuuu!

É oficial! Temos uma peixinha que já assobia =)

 

 



publicado por Mamã Peixinha às 15:04
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
Sabiam que...?

...que a primeira cor que o vosso bebé reconhece é o cor de laranja?
Experimentem colocar em frente ao vosso bebé um objecto cor de laranja e um objecto de outra cor.

Irão verificar que o bebé fixa com maior facilidade ou mais afincamente o laranja.
Este facto deve-se ao reflexo intra-uterino do qual o bebé tem percepção: precisamente, o laranja!

(In: algures....não me lembro onde, pois já li sobre isto durante a gravidez, agora com a loja, os "bebés 9 Luas" comprovam-no constantemente :)

 


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publicado por Mamã Peixinha às 11:56
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Domingo, 1 de Agosto de 2010
E eis que se soltam as emoções...

O tempo passou e eu nem dei por nada...ou melhor dei, mas ainda não tenho bem consciência disso.

 

A Laura é neste momento uma pequena mulher, já com o seu "quê" de independência. Já me nega colo com um ar de "quem-tem-mais-que-fazer"...é giro, mas lastimoso.
O bebé que tinha nela está a pouco e pouco a desaparecer, e eu ainda o quero tanto...

 


Por outro lado, confesso que cada conquista, cada expressão ou frase que me mostra o seu lado crescido fascina-me.

 


Este contra-senso maternal é-me mais difícil de aceitar e mais complexo de gerir do que os primeiros dias da minha inexperiência como mãe.

 


Regozijo-me com o facto de querer ser mãe de novo, e de poder dessa forma, vivenciar novamente todo o mel que os tempos de bebé me poderão fazer sentir outra vez.

 


Nesta fase, concluo afincamente que as pessoas erram quando dizem que a vida muda quando nasce um bebé.
Eu acho que muda mais quando esse bebé começa a andar e a falar.

 


A Laura é, neste momento, bem mais trabalhosa do que quando era pequenina e frágil.

Dormia praticamente o tempo todo, onde eu a colocava, ela permanecia, entretinha-se facilmente com um boneco e acalmava-se só com a minha voz ou o meu colo...
Agora é exigente (e com razão!), quer-nos por perto, quer interacção, sabe onde quer ir, o quer fazer, o que quer vestir...

 


Por outro lado, dá-me mimo e apaparica-me com coisas boas e doces =)
 

É mágico este mundo, e tão, mas tão maravilhoso, que nem nunca o meu mais aprimorado e imaginado conto de fadas, alguma vez o conseguiu pintar tão belo...

 

Posso dizer com todas as letras e com toda a minha convicção que a Laura é simplesmente a filha que sempre imaginei ter, e que supera de longe, e em todos os campos, aquilo que eu gostaria que ela fosse.
Talvez seja bom mesmo eu aproveitar enquanto assim é! lol

 

É uma criança dada, amorosa, amistosa e que demonstra afectos a quem ama.
Diz coisas melosas, abraça-nos, diz que gosta de nós...
É aplicada, interessada, perfeccionista e gosta de aprender e absorver tudo o que o Mundo tem para lhe mostrar.
É calma, mas é reguila. Refilona e contestadora, mas compreensiva quando lhes explicamos os porquês dos nossos "nãos".

 

Vê-la crescer é simplesmente inebriante, magnifico e altamente compensador.
Faz com que tudo valha a pena, com que os problemas não existam ou nem sequer tenham a menor importância.

É para isto que nasci. Sinto-me completa como mãe. Como mãe dela, e só lho posso agradecer eternamente.

 

Os filhos são sempre o que eles querem, não o que nós projectamos.
A Laura tem sido até à data um poço de surpresas boas, uma caixinha mágica cheia dos melhores presentes que tenho recebido.

É a minha melhor terapia, a minha melhor amiga, o meu melhor refúgio, a minha maior riqueza...

 

Graças a ela, sou eu. Sou completa...

 

Obrigado Princesa mais Linda das Princesas do Mundo!



publicado por Mamã Peixinha às 18:28
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Quarta-feira, 14 de Julho de 2010
Criar

Bom, e vida de mãe de criança que não gosta de brinquedos e prefere artes plásticas, resulta em tardes criativas =)

Em vez de nos colarmos à TV, eu a Laura dedicamos parte do nosso tempo a inventar, e a criar, e estes são os momentos que ela mais adora, e nos quais devo referir que demonstra grande criatividade! :)

Aqui fica o resultado de um desses trabalhos:

 

 

[reutilização de tubo de rolo de cozinha e papel higiénico] by Lau & Mamã



publicado por Mamã Peixinha às 10:48
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
Convite!

Convido todas as mamãs (e papás) a conhecerem a nossa loja, através do blog:

 

www.9luas.blogs.sapo.pt

 

ou através da nossa página no Facebook:

 

http://www.facebook.com/profile.php?id=1628264658#!/pages/Caldas-Da-Rainha-Portugal/9-Luas/321569615585?ref=mf&ajaxpipe=1&__a=4

 

Esperamos por vocês!

Beijinhos ;)

 

 


Tópicos: ,

publicado por Mamã Peixinha às 18:17
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Sábado, 26 de Junho de 2010
Bzzzz!
Como já escrevi por aqui, a Lau desde sempre que demonstra gostos particulares e bem definidos.
Pois bem, no que diz respeito aos animais, a regra aplica-se de novo. A Lau não adora cães, ou gatos...adora sim, insectos...!
E adora de todo o tipo e feitio. Ao ponto de achar que uma repelente aranha é "linda e fofinha".
Não pode ver bichinhos de contas, joaninhas, aranhas, moscas, e panóplias afins.
Já se dá caras com um cão ou gato, apesar das nossas constantes tentativas de aproximação, ela retrai-se completamente, mesmo com o nosso!
Bom, isto dado que moramos no campo, resulta com que se ande sempre lá por casa com frascos com pirilampos, borboletas ou caixinhas com minhocas e derivantes...
A semana passada tivemos uma visita lá em casa, pois com a minha mania de andar sempre de janelas abertas, visitas destas são uma constante, para a alegria da Lau, claro :)
E este amigo (que não faço ideia do que seja), foi morar para uma caixinha de fósforos.
Fomos de passeio até Palmela, e à chegada, a Laura - que o carregou com ela como se de um boneco se tratasse - aponta para uma árvore e diz: "Mamã, quero que o meu bichinho vá morar naquela árvore". E assim foi!
Aqui fica o testemunho, da nova casa com vista para o mar, de um dos muitos "amiguinhos" da nossa petiz....:)
 


publicado por Mamã Peixinha às 16:38
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
Precisamos de um click....;)

Ora, se formos ao Festival Panda, a Laura delira, completamente!!! E que tal darem uma mãozinha??? :)

É só clicar no gosto!


http://www.facebook.com/oeirasparque?v=wall#!/photo.php?pid=925869&o=all&op=1&view=all&subj=89640303279&aid=-1&id=1628264658

 

Obrigado e beijinhos!!!!



publicado por Mamã Peixinha às 10:59
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Terça-feira, 25 de Maio de 2010
Empatia

No meio do nada, ou de coisa alguma, a Laura surpreende-me diversas vezes, com um olhar frontal, sincero e ternurento e a seguinte pergunta:

 

"Mãe, estás contente?"

 

"Sim filha, estou!"

 

"Estás? Então eu também!"



publicado por Mamã Peixinha às 15:27
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
...dedicada à mini...

I swear to you, I will always be there for you,
There’s nothing I won’t do.
I promise you, all my life I will live for you,
We will make it through.

Forever, we will be,
Together, you and me.
When I hold you, nothing can compare,
With all of my heart you know I’ll always be,
Right there....

 

 



publicado por Mamã Peixinha às 09:52
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Sábado, 8 de Maio de 2010
Dormir: sozinhos ou com os pais?

Os hábitos de sono, são, para muitas de nós, no sentido lato do tema, uma cha-ti-ce!
Impus a mim mesma que o faria da melhor forma com a Laura, de maneira a que ela ficasse autónoma neste campo. Mas o que se impõe a nós mesmas é muitas vezes abafado pelo que depois na prática se revela…
Aos 6 meses mudei a Laura de quarto. Correu tranquilamente, e até aí não houve problemas.
Habituei-a a adormecer sozinha, pelo menos até uma dada altura.
Mas depois eles crescem, ficam mais giros, e as saudades parecem que crescem cada vez mais. Quando começam as palavras e as graças, todos os minutos são poucos, e ficamos sequiosos de um segundo que seja.
Durante um qualquer período desses, comecei a preferir deitar-me com ela na minha cama. Considerava para mim, aquele o meu momento do dia, o meu momento mágico. Tocava-lhe, sentia o cheiro dela, dava-lhe beijinhos suaves…. inevitavelmente, na maior parte das vezes adormecia com ela.
Achei então por bem, mudar a estratégia. Adormeço-a sim, mas no sofá! Ora bem, ao fim do dia, deitava-me no sofá, enroscada nela, e mais uma vez, o toque, os mimos, os beijos…
Quando chegava a hora e ela ainda não dormia, levamo-la para a nossa cama, e depois quando adormecia, regressava à dela pelo nosso colo.
Havia momentos em que a meio da noite ela acordava a pedir para ir para a nossa cama. Erro crucial: ia.
O que eu tomava por algo tranquilo e normal, teve as suas consequências. A Laura habituou-se a dormir com a mãe, e somente com a mãe. Habituou-se ao calor, aos beijos e aos mimos.
Hoje, na sua idade presente não adormece – mesmo – sozinha. Não negligencio o mimo, nem os beijos, mas essa dependência, é a meu ver, prejudicial em várias latentes. Além de que, extremamente cansativa para os pais.
Por vezes, quando a levávamos para a nossa cama, adormecíamos e ela acabava por ficar connosco a noite toda. Se sabe bem? Sabe. Sabe melhor que qualquer coisa! Mas se é mau? Não diria mau, diria antes que é “menos bom”…
Nem eu nem o pai dormimos bem. Ela mexe-se imenso, destapa-se de noite, atravessa-se na cama. Já para não falar na questão da privacidade do casal, a qual é afectada, e em muito.
Por isso, é apenas, “menos bom”.
Neste momento, estamos em fase de terapia. A Laura deita-se na cama dela, e eu, não me deito. Permaneço sentada ao pé dela até ela adormecer. Tem resultado.
Se acorda a meio da noite a pedir a nossa cama (coisa que melhorou muito desde que saiu da cama de grades), eu não a levo, e fico só sentada de novo ao pé dela, à espera que adormeça de novo. Tem resultado.
Esta terapia é exaustiva. Pelo menos para mim. Porque me apetece muito mais dormir colada a ela e ali ficar, do que permanecer sentada a tombar de sono, à hora de dormir, ou a meio da noite.
Contudo, tomada nota mental -> segundo filho -> adormecer sozinho.
Como tal, recomendo honestamente a todas as recém-mamãs a criarem independência aos bebés na hora de dormir. Eu fi-lo durante uns meses, e asseguro que é muito positivo, e a longo prazo, compensa.
Colocar sempre a mesma melodia, ou ter um boneco característico para dormir, incentiva-os. Os meus primeiros tempos determinam os hábitos por meio de rotinas, e como tal, se houver um objecto ou um som que lembre a dita rotina, facilita, e muito.
Não abdico de nenhum momento com a Laura. Todos me parecem poucos. Mas é importante nos lembrarmos dos nossos momentos, dos momentos do casal.
A rotina do sono de que vos falo, interfere com isso. Se a criança adormecer sozinha, o tempo fica para nós. Se dormir tranquilamente na cama dela, o espaço é para o casal.
E consequentemente, pais saudáveis, filhos saudáveis!



publicado por Mamã Peixinha às 11:50
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Sábado, 17 de Abril de 2010
...são caracóis, são caracolitos...

A Laura tem, desde há bastante tempo uma ternura e apreciação inexplicável por caracóis. Não da forma gastronómica, mas pelo animal em si.

Eu sempre tive pancada por espirais, talvez uma coisa leve à outra, dada a forma da "casa" dos ditos...ou vai daí, talvez não. Mas o facto é que ela adora caracóis, seja nos livros, nos filmes, em desenhos ou afins.

Hoje, chego a casa à hora de almoço e encontro-a com a minha mãe,a brincar com 2 ou 3 caracóis. A passeá-los pelas mãos e a dar-lhes folhinhas de manjar.

Estava radiante!

A minha mãe tem um lado campestre que eu sempre adorei, e estimula-o bastante na Lau, tal como fez comigo.

Há tempos, tivemos uma borboleta num frasco com folhas de alface durante uma semana, até a soltarmos de novo.

Outras vezes são as migalhinhas que são guardadas para dar aos pombinhos, outras são as flores que se colhem num lado qualquer.

Adoro a vida do campo, adoro morar no campo, e adoro que a minha filha cresça, suja e lambuzada e ciente do que é a Natureza.

 



publicado por Mamã Peixinha às 16:14
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
Ah...o lado "fresco" da tecnologia...

Deixar o cartão de memória no slot da impressora, mesmo ali, à mão de semear da curiosidade do meu "palmo e meio", só poderia resultar que o mesmo sumisse do meu alcance, creio que, para sempre....

 

E eu, ingénua, e na esperança que ela, tal como das outras vezes me dissesse onde o havia colocado, questiono-a e ouço: "está lá dentro, onde sai o papel".

Viro a impressora de pernas para o ar, e cai de dentro da dita....um cadeado!

Ora, muito bem! Pelo menos encontrei a explicação pela qual o papel tem encravado tanto ultimamente....

 

Do cartão, nem sinais.

Foram (apenas) 2GB de fotos sucessivas, das quais adiei, dia após dia, a passagem para o PC...

 

É curioso como me recordo nestes momentos, de ter a minha infância e adolescência reduzida a cerca de 30 ou 40 fotografias, espalhadas em 2 ou 3 álbuns e de me sentir feliz com isso. A dada altura, meia dúzia delas desgastaram-se com o tempo, outras tantas sofreram uma ou outra maleita que as deixou menos perceptíveis, mas não me lembro em nenhuma das ocasiões, que isso me afligisse.

 

Hoje em dia, tenho, talvez cerca de 500 fotos da Laura, perco outras 100 e dou comigo quase a ter um ataque de pânico.

 

Sinceramente....

 

É por estas e por outras, que às vezes dou por mim a amaldiçoar a tecnologia.

 

Porém, lamento, essencialmente a perca das últimas fotos do bivô Arúbio. Contudo, e agora dando graças à tecnologia que anteriormente amaldiçoei, graças à era digital, ainda nos restam outras tantas dignas de memória....



publicado por Mamã Peixinha às 17:31
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010
Susto 1 & Susto 2

SUSTO 1

 

17h, telefonema da ama.

A Laura apresenta-se prostrada, com febre, vomitou e tem umas manchas na cara que se assemelham a derrames, tipo aquelas pintinhas de sangue quando levamos um chupão (comparação estúpida, eu sei, mas foi o que me ocorreu).

 Eu não tenho carro, pelo que a Dida apressa-se a levá-la ao hospital.

Às 18h sai o papá do trabalho e vai ter com elas. Às 19h entre telefonemas e afins, já estão todos ao pé de mim.

Sinto-me - temporariamente - aliviada.

Não há diagnóstico. A Laura teve alta sobre recomendações estritas de vigilância máxima. As pintas ao que parece e nas palavras secas da médica indiciam algo de muito GRAVE, e à minima alteração temos de regressar com ela à urgência, sem mais demoras!

Congelei. Nada que condiza com grave pode ser compatível com um filho nosso....

O mundo desapareceu naquele momento e o chão debaixo dos meus pés fugiu com ele...

Tento manter a calma acima de tudo, e tento a todo o custo não sofrer por antecipação.

Vou para casa com ela, mas não resisto em ligar à ama para que me diga de novo o nome da possível doença.

Por mais que tenha noção que a facilidade de informação hoje em dia é causa de alarmismos infundados, não me seguro e corro a casa dos meus tios para elaborar uma pesquisa na net.

"Septicemia" - e um simples clique no Google pôs o meu coração a bater como nunca. Era grave, muito grave e podia - sem certezas - mas podia acontecer.

Mais uma vez mantenho a calma e ao chegar a casa tento transparecer ao papá que não seria razão de muita preocupação e que de certo estavam enganados...

Um dos alertas havia sido que a febre não baixaria, mesmo mediante a toma do medicamento.

Meço a febre: 39.7º sendo que no hospital ela havia tido 38.7º. Eram isto 21h e ela tinha tomado o medicamento às 17h. Efeito: zero!

Acabado o jantar, não hesitamos e rumamos ao hospital. Por esta altura eu acho que já via pintas em todo o lado e não conseguia de todo distinguir a sua evolução.

Quero frisar que durante todo este período a ama da Laura ligou insesavelmente a saber dela, e já chorava mais que eu....nunca se pagam estas coisas....

Chegados ao hospital já ela nos espera lá com o marido.

Entramos para a triagem, somos recebidas pela mesma enfermeira que a viu durante a tarde.

Dá-se todo o mecanismo de processamento normal de uma consulta de urgência, inclusivé o tempo de espera entre espirros e gemidos das outras crianças presentes.

Entramos e de novo, a médica é a mesma que a havia visto antes.

Não crê que as pintas tenham evoluido, mas acha por bem que façamos uma análise de sangue para despitagem da doença para que fiqemos todos mais tranquilos, ela inclusive.

Durante todo este período senti o nervoso miudinho da Laura, mas noto que já amadureceu desde a última vez que se viu em situação semelhante.

Eu, imponho a mim mesma uma calma extraordinária. Sou mãe dela, e creio que o meu dever é transmitir-lhe isso, calma e confiança que tudo está bem e que assim vai ficar.

Lembro-me que quando era pequena, a minha mãe (que é super alarmista neste campo) entrava em pânico, em consequência, eu por mais bem que estivesse, só me sentia ainda pior. É óbvio que ela não fazia por mal, mas por isso, sempre achei que um dia me tentaria controlar ao máximo para que os meus filhos conseguissem obter de mim essa imagem de apoio.

Posso afirmar que felizmente, até à data tenho conseguido fazê-lo, mas confesso que é das tarefas mais dificeis que incuti a mim mesma...

Vamos tirar o sangue. A Laura apresenta-se como uma mulherzinha, e apesar do choro, mantém o diálogo comigo e com o enfermeiro.

Seguem-se mais umas horitas de espera.

Nestas coisas, o papá vai mais "aos arames" e não segura o nervosismo constante....

A ama e o marido marcam presença, e eu tenho a sensação que estão todos mais nervosos que eu (sensação aparente, claro).

Finalmente entramos.

O meu coração bate a mil, mas felizmente a médica diz-me que o despiste deu negativo.

Sinto uma lufada de oxigénio a entrar-me nas veias!!

Vamos para casa, mas - inevitavelmente - ainda em alerta. Contudo, o 1º susto já caminha para a prateleira...=)

 


4 dias depois: SUSTO 2

 

É apenas mais um domingo rotineiro.

Desta vez, apresenta-se promissor. Começou a Primavera, está sol, e temos o aniversário do padrinho, o que nos confere o estatuto de uma tarde agradável na companhia da familia e amigos.

Depois de almoço rumamos para a festa, mas com paragem pela casa do nosso amigo John, da qual somos responsáveis enquanto ele está fora.

Os tios e os avós acompanham-nos e a Lau e a "Cataína" (prima de estimação) brincam pela casa fora e na relva, super extasiadas!

Quando estamos quase de partida, acontece o "susto 2".

A Laura vai a correr, tropeça e estatela-se de imediato com a cabeça na mesa de centro.

Levanto-a de imediato e corro com ela para a casa de banho para lhe molhar a testa.

O pânico é geral e todos correm atrás de mim.

Em segundos, a testa dela gera um hematona descomunal e ensanguentado!

Nem dou pelo papá que já me espera no carro.

Em pouco mais de 5 minutos já estamos a caminho do Hospital. Pelo caminho, cada kilómetro parece um milhão, e o hospital parece estar bem mais longe do que nos lembrávamos...

A metros de lá chegarmos, a Laura desfalece no meu colo de repente. Apresso-me a espevitá-la e ela desperta. UFAAAAAAAA!

Entro de imediato com ela pelas urgências.

É examinada através de toque no hematona - à primeira vista, não indica fractura, mas tem de ficar para observação e RX.

Informo a médica de que está na hora dela dormir, e que aparenta bastante cansaço. Ela responde-me que ela pode adormecer, só tenho de ir testando a reacção dela para garantir que não entre em coma.

Voltamos à sala de espera com um saco de gelo, e assim que a deito no meu colo, adormece de imediato.

Somos chamadas pouco tempo depois.

"Como adormeceu temos de esperar o tempo que for necessário até ela acordar" - diz-me a médica.

Bom, isto tendo em conta que a Laura chega a fazer sestas de 5h, torna-se bastante promissor....

Enquanto fico ao lado dela na maca enquanto dorme, encontro uma pediatra minha amiga (a mesma que me desmitificou o streptococcus na gravidez) que se dispõe de imediato a apoiar-me. Sabe bem e tranquiliza-me. Daí para a frente a Laura passa a ser também acompanhada por ela :)

O ritual da urgência para mim, já começa a ser recorrente: converso com as outras mamãs, encontro mamãs clientes da loja, vejo TV, acaricio a Laura, penso, preocupo-me, penso e tento não me preocupar....

Finalmente: acorda. Aconchego-a no meu colo e ela adormece de novo.

Horas depois: acorda e desta vez desperta mesmo.

Tem fome. A doutora autoriza que coma um iogurte e umas bolachas, o que ela - para meu espanto - faz com satisfação.

Minutos depois vomita e eu alarmo-me completamente! A doutora vem e apesar de tentar disfarçar, vejo nos olhos dela que também não o esperava. Diz-me que temos de ficar em observação, pois se vomitar de novo, fica internada....

Próximo passo: RX.

Durante este período a Lau já se apresentava bem disposta e com coordenação.

Mais tempo de espera.

Finalmente a doutora que eu conheço chama-me. Faz uns testes à Laura e elucida-me que o preocupante nestes casos não é o hematoma em si, mas se houve ruptura de algum vaso sanguineo que possa fazer derrame para o cérebro. No caso da Laura isso não se verifica, pois não apresenta sintomas.

Finalmente, vamos para casa!!!

E o segundo susto vai para o pé do primeiro =)

 

De todas as vezes e de todas as ocasiões que tentei "segurar o barco" creio que esta foi a única que o mandei zarpar de vez. Que se dane! Ninguém segura tanta coisa ao mesmo tempo.....!!


 

CONSIDERAÇÕES:

(A Laura nunca tinha caído, pelo que eu não fazia ideia dos sintomas, reacções, etc. São momentos de elevado stress, pelo que deixo aqui algumas considerações do que me foi dito no hospital para referência vossa)

 

- Dada a queda a aplicação imediata de gelo é fundamental! Em caso de hemorragia interna ou externa, o gelo irá fazer com que esta estanque e não se alastre de modo a causar danos.

 

- Após o traumatismo, a criança deverá ser vigiada num período de pelo menos 48h.

 

Cuidados a ter:

- Proporcionar à criança um ambiente calma, evitando ruídos e visitas excessivas;

- Oferecer pequenas quantidades de comida, de preferência liquidos, do agrado da criança;

- Não forçar a alimentação se houver vómitos;

- Observar a criança de modo a poder detectar alterações do comportamento ou quaisquer outras;

- A criança deverá dormir acompanhada de um adulto nas noites seguintes;

- Despertar a criança duas vezes durante o sono da noite e observar se o seu comportamento é semelhante ao habitual. Se o sono for excessivamento prolongado, despertá-la também, durante o dia (basta durante o sono fazer cócegas ou similar para ver se a criança reage).

 

Voltar ao Hospital se:

- Estiver demasiado sonolenta, não depsertando quando é chamada;

- Perder sangue ou outro líquido pelo nariz e/ou pelo ouvido;

- Tiver náuseas ou vómitos repetidos;

- Tiver convulsões;

- Referir aumento das dores de cabeça;

- Apresentar marcha cambaleante ou adoptar posturas anormais das extremidades;

- Apresentar movimentos anormais dos olhos, desigualdade do tamanho das pupilas ou transtornos da visão;

- Apresentar confusão mental, irritabilidade, dificuldade na concentração ou alteração da personalidade.

 



publicado por Mamã Peixinha às 11:57
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Terça-feira, 16 de Março de 2010
Mais um blog(enc)ontro!

Com a minha querida e lindona Lenocas e o seu mini-man lindão!

Desde há muito que trocamos a palheta incansavelmente, aliás, desde o tempo que ainda éramos barrigudas sem barriga....lol

Não me parece ter sido um encontro, mas sim um reencontro, pois a sensação foi a de que já nos conhecíamos de outra vida!

Foi lindo, e a "sopinha de gelado" caiu que nem ginjas! =)

CHUACK Migotixa!!!



publicado por Mamã Peixinha às 14:34
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010
Episódios "Laurescos" =)

Quem disse que as mães não mentem??

Eu: Laura, se comeres a  sopa toda a mãe dá-te um Pintarola….
Ela: Eu nan quéio….
(passado algum tempo, sussura-me em segredo, enquanto me agarra as bochechas…)
Mãe, eu quéio uma Pintarola….
Eu (depois de verificar que já não havia -  pai guloso!):  Olha Lau, desculpa, mas já não há….
Ela: Mas tu disseste há bocado que havia mãe!
Eu: Eu sei filha, mas afinal o pai comeu e já não há….
Ela (com tom reprovador): Mãe, tu mintiste à Laua!!!

 

Elucidações:

Eu: Filha, tu és a coisa que a mãe mais ADORA!
Ela: Oh mãe, a Dóia tá na tuvisão!

 

Eu: Tu és o meu SOL!
Ela: Não sou nada, eu sou a Laua, e o Sol tá no céu ao pé das nuvens, tá bem?

 

Poder de argumentação:

Com a ama no supermercado
Ela: Dida, eu quero borrachinhas (gomas), compas?
Ama: A Dida ainda tem destas borrachinhas lá em casa, vês as lagartinhas? Está na porta do frigorifico…
Ela: Não! Não é dessas, é destas (e aponta para umas diferentes) porque estas não fazem mal à barriga e Laua anda com diarreia….(pêta, claro…)

 

À noite:
Eu: Laura, está na hora de dormir, e se não adormeces eu fico muito triste contigo….
Ela (com ar de pouca paciência):  Mãe! Estou faaaaarta de dormir! É na avó, é na Dida, é em todos, todos!
Nisto vira-me costas, e a bracejar, acrescenta:
Tou sempre a dormir, sempre a dormir, sempre a dormir!!!

 

Definição de MCDonalds:
Ah Mãe! Olha ali um ra-pa-pa-pa-ra-pa!!

 

A Laura sabe ler:

Enquanto agarra num cartão do Modelo, vira-se para uma amiga minha:
Oh Caula (Carla), olha aqui vês, tá aqui escrito (enquanto passa com o dedo pelas letras): Mo-de-lo.
Depois pega no saco do Pingo Doce e diz fazendo o mesmo:
E aqui diz Pin-go Do-ce, (e depois a apontar para as letras mais pequenas), e nestas pequeninas:  ve-nha cá!

 

Ensinamentos à mãe:

Ela: Mãeeeee, põe o Wall-E…
Eu: Sim, a mamã já põe.
Ela: Pegas no DVD, pões ali dento e depois agarras o comando da borbulha (comando do DVD, devido ao botão vermelho e à saliência) e carregas no botão e pronto, tá bem?

 

Emancipação:

No centro de saúde, aquando a aproximação de uma menina de – para aí – 5 anos:
Ela exclama: Tu és muito bebé para brincar comigo!

 

O primeiro amor:

Numa conversa da ama com uma amiga, sobre o filho dela:
Amiga da ama: Que idade tem o H.?
Ama: Já fez 30.
Amiga da ama: Então e já namora?
Ama: Não, ainda não. Mas de vez em quando lá tem uma namorada.
Exclama a Laura, tipo abelhuda: Mas eu já! Eu tenho uma namoado!
Amiga da ama: Ah tens??? E como se chama?
Lau: Chama-se Joaquim, e eu tenho 2 anos e ele tem 3!

 

National Lauraphic:

No carro:
Ela: Mãe o céu tá preto hoje….
Eu: Sim, pois está, vai chover
Ela: Não há estrelas mãe?
Eu: Não, hoje não há estrelas…
Ela: As estrelas têm medo da chuva mãe???

 

Mãe, olha ali a Lua! Vês? O Sol tava cansado e foi dormir e a Lua veio para o lugar dele!

 

A fase do "não me deixes" =(

Quase todos os dias de manhã:
Mãeee, tu hoje vais pa loja?
Eu (a morrer de tristeza): Sim, filha a mãe vai, mas no Domingo fico contigo!
Ela (com os olhos a brilhar!): Booooooa! No Domingo não vais pa loja e ficas o dia todo, todo com a MIM!

 

O poder do chocolate:
Eu vou à despensa e encontro uma tablete. Levo-a para a sala e começo a beliscar uns quadradinhos…
Ela: Mãe…eu quéio um cadinho chocolate…
Eu: Tá bem, a mamã dá.
Ela (depois de receber o dito): Mamã, amo-te tantoooooo!

 

Filha manda no Pai e mái nada!

De manhã, para o pai:
Paiiii, acoda!
Pai: Já vou filha….
Ela: Pai, tá na hoia de levantares e ires para o trabalho, tá bem?
Pai (imóvel): Tá bem filha….
Ela: Pai, vai-te vestir!
Pai (ainda imóvel): Já vou….
Ela: Pai vai vestir outra roupa, olha, esse pijama até cheira mal!

  

Distinção:

O Pai depois de anos (!!!) decidiu rapar o cabelo e a barba. À primeira vista, ela exclama:
Pai, estás feio assim…..sem pêlos nenhuns…..!

 

Coisas de gente grande:

Ela, na loja, às voltas intermitentemente, e a bracejar:
“Eu não percebo NADA disto!!” (repete várias vezes)
A dada altura, interrompo-a:
“Lau, o que não percebes filha?”
Ela: “Isto, mãe! (e abre os braços) não percebo nada disto!”
Continua às voltas, até que pára, vira-se para mim e diz:
“Oh mãe, não percebes? Eu estava a brincar que não percebia, mas eu percebo, tá bem??”



publicado por Mamã Peixinha às 12:17
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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
"Looking Radical Laura"

 

Hoje vi umas destas e recordei os anos seguidos em que eram o meu único par de sapatos de Inverno e Verão....
Viajei no site e....encontrei a secção Dr. Martens 4 Kids =)
Estou tentada....muitoooo tentada!

 

Aos amantes das ditas, espreitem: http://store.drmartens.co.uk/p-2237-6004.aspx.


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publicado por Mamã Peixinha às 12:17
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
Baba, muita baba...

Enquanto lhe vestia o pijama, abraça-me e diz:

 

- Goto munto ti mãe!

- Obrigado filha, a mãe também gosta muito, muito de ti!

- Mãe, tu gotas de amaélo e cô rosa?

- Sim gosto Lau. Porquê?

- Poque quando tu figéis paiabéns, a Lau dá-te lápis amaélo e cô rosa tá bem?

- Está bem! Obrigado!

- Ponto, a Lau compa pa ti nos teus paiabéns, tá bem? No Vivaci. (centro comercial)

 

Como diria a "Vó Uela": és um BOMBOM!

 



publicado por Mamã Peixinha às 10:44
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
Como comeu a Laura....

Bom, eu tardo, mas (tento) não falhar, e como tal, a pedido de várias mamãs, aqui fica a dieta da Laura desde os 5 meses, que no meu caso, só iniciei aos 6, dado a amamentação exclusiva.

 

5 Meses:

 

Papa não Láctea sem Gluten:

- preparar com o leite do bebé

- 150 ml

- 1 x ao dia

 

ou

 

Papa Láctea sem Gluten:

- preparar com água

- 150 ml

- 1 x ao dia


 

5 1/2 Meses:

 

Puré de Legumes (sem leguminosas e sal) entre: 

Batata

Cenoura

Abóbora

 

e 1 legume verde: 

Alho Francês

Cebola

Nabo

Bróculos

(...)

 

  

Leite:

Se o bebé nesta altura se mostra satisfeito, manter o leite materno, em caso de insatisfação, introduzir, alternadamente com o mesmo, leite adaptado ou de transição.

 

No caso da Lau, foi prescrito:

NAN - HA

ou

APTAMIL - HA

 

Ela nunca fez alergias a estes leites. A pediatra é muito prática e nunca nos recomendou leites caros ou de farmácia. Tivemos sorte e demo-nos bem com os mais "simpáticos" ;)

 

No caso do leite adaptado ser em conjunto com o materno, a quantidade recomendada foi 1 medida rasa com 30 ml de água.

 

Como fazer: primeiro aquecemos a água, de preferência no fogão ou em cafeteira eléctrica e só depois juntamos o pó. Agitamos e colocamos um pouco no interior do pulso para medir a temperatura.

 

Fruta (sobremesa):

 

Tipos: Maçã, banana, pêra.

 

Sempre crua e triturada. Se o bebé tolera a fruta crua, é de evitar cozê-la, pois perde nutrientes. Se o fizermos é preferível que seja a vapor, ou com pouca quantidade de água de forma a que esta evapore e não tenhamos de escorrer a fruta e desperdiçar as qualidades da mesma na água que deitamos fora.


  

5 1/2 Meses - 6 Meses:

 

Puré de Legumes + Carne (magra e sem osso)

 

Porção: 30/50g por dia

 

Tipos: Frango, Perú, Coelho, Borrego. 


  

6 Meses - 6 1/2 Meses

 

Papa não Láctea com Glúten:

- preparar com o leite do bebé

- 150 ml

- 1 x dia

-  consistente, ou seja, adequada a ser comida com colher.

 

NOTA: A pediatra da Laura sempre desaconselhou o uso de biberon para dar papa à Laura, como tal nunca lha dei dessa forma. Sempre à colher.

 

Puré de Legumes (sem leguminosas e sal - com fio de azeite no fim da cozedura) entre:

 

Batata

Cenoura

Abóbora

+

Alface

Alho Francês

Cebola

+

Nabo

Courgette

Bróculos

(...)

+

Carne

 

Fruta (sobremesa): mantem-se. 


 

7 Meses:

 

- 2 Sopas (com carne) por dia + Fruta

- 1 Papa por dia

- Leite 


  

9 Meses:

 

- Comida mais grumosa

- Introdução do Peixe

- Gema de ovo

- Legumes Variados

- Fruta Variada (menos quiwi e morango)

- Iogurte (feito com leite de transição)

- Leite 


 

12 Meses:

 

- Dieta Livre

- Poderá ser introduzido o leite de vaca e neste caso, o recomendado é o leite gordo, pois é o menos manipulado. Os leites especiais de crescimento, etc, são puro marketing, pois sofrem inúmeros processos de alteração, o que altera a composição natural do leite.

 

 

NOTAS A CONSIDERAR:

- Respeitar sempre um intervalo de 5-7 dias entre cada novo alimento, a fim de testar possíveis reacções alérgicas. 

- As dicas aqui apresentadas são meramente indicativas, todas as dietas devem respeitar indicação pediátrica de acordo com o desenvolvimento de cada criança.

- Todas as dúvidas/questões e/ou informações adicionais são bem-vindas! :)

 

 

PS - Trarei novidades do Natal e Ano Novo, mas para já estou em falta com algumas mamãs com este post. Bjs!

 



publicado por Mamã Peixinha às 09:52
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
E hoje.....

 

30!!!

 

 

E para desanuviar esse peso, a frase do dia que incuti a mim mesma é:

 

"Mas pareço 29!!! Fantástico não é??"

 

xD


estou...: sem juízo nenhum p ter 30 anos
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publicado por Mamã Peixinha às 12:16
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009
Devaneios...

Sempre fui sonhadora.

Desde miúda.

Desde que me lembro e desde que a minha mãe se lembra.

Sempre fui daquelas miúdas que vive no mundo da Lua, que sonham em entrar na TV e vestir a pele do seu desenho animado favorito (no meu caso a rebeldia da Ana dos Cabelos Ruivos e a vida pacata da Heidi satisfaziam-me perfeitamente).
Sempre me lembro de ler os livros de histórias e imitar gestos, falas, atitudes.

Sempre me lembro de ser menos eu, e mais aquilo que idealizava - no meu imaginário - ser.

 

Era apanhada nessas viagens vezes sem conta, principalmente na escola, onde até os professores atribuíram à minha mãe o cumprimento de "ah! é a mãe da menina distraída!".
Lembro-me que ainda cheguei a levar para casa uma ou duas notas na caderneta por passar a vida com o olhar perdido na janela da sala de aula, longe, longe das palavras, ou do chamamento dos professores.

 

Enfim, fui assim sim senhor!

E foi bom. E acho que até gosto de ter sido assim.
Criança.

 

E digo isto porque sonhar é maravilhoso, saudável, pessoal e terapêutico! 

E a vida sem sonhos, é para mim - mesmo nos meus pertissimos 30 - uma tremenda seca.

 

Talvez haja quem na mais profunda análise desta psicologia, me atribua uma data de traumas e justificativas comportamentais, cuja revelação me deixaria preocupadíssima!...mas não me ralo nem um pouco com isso.
Gosto de sonhar e p(r)onto.

E quanto mais alto e mais longe melhor! :)

 

E como tal, admito que ainda hoje dou por mim a divagar com os olhos fixos num lado qualquer, perdida entre sonhos e ideologias, entre locais onde fui e outros tantos onde gostaria de estar.

E faço isto, tantas, mas tantas vezes, que um dias destes, creio que até me darei ao trabalho de investigar se existe nome para esta dita "patologia". (lol)

 

Adiante!

 

Tudo isto para dizer, que hoje, não sei porquê, enquanto andava eu a saltitar por esses meus mundos perdidos, eis que acordo subitamente com o pensamento: "Patrícia! Isso é um sonho concretizável, mulher!!"

Boa! Um dos poucos!

 

Assim sendo, não só pensei, como decidi e tomei nota mental: Quero uma Polaroid!

E quero uma Polaroid, porque desde sempre que uma foto Polaroid me cativa mais que uma foto normal.

Quero uma Polaroid, porque cada vez estou mais cansada das banais fotos digitais, que são tiradas até à exaustão para ficarem enfiadas num computador, que um dia o mais provável é afundar-se em vírus ou similar, levando com ele todos os pedaços dos nossos mais preciosos momentos.

Logo: Quero uma Polaroid!


Todos temos uma ou outra coisa que sempre nos fascinou e que não sabemos bem explicar porquê. Bom, no meu caso, acho que uma delas são as Polaroid...e
hoje - também inexplicavelmente - lembrei-me disso :)

 

E mais! Acoplado ao desejo de ter a dita Polaroid vem um outro.

O de fazer uma viagem qualquer, na qual eu carregarei a maravilhosa (que deverá causar estranheza aos olhares de terceiros, claro) e um enorme scrapbook, onde colarei orgulhosamente as minhas "Polaroids" cheias de notas instantâneas, e onde escreverei desalinhadamente e em tom de rabisco, detalhe a detalhe o que se passará nessa viagem.

 

Idealista? Provavelmente.
Impossivel? Não é.
Para já? Impensável.
Concretizável? De certeza!

 

Portanto, que fique anotado e seja registado:

Um dia (não sei quando), eu irei "Polaroidar" uma viagem! :)

 


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publicado por Mamã Peixinha às 12:01
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Coisas da Laura

A Laura está enorme! Como aliás seria de prever :)

É incrivel como dois anos na vida de um adulto se refletem como se fossem dois dias, e na vida de uma criança representam um amontoado de conquistas, evoluções, novidades!


Ao olhar para a Lau esqueço-me, na maior parte das vezes, da idade que ela tem.
Tem tido um desenvolvimento exemplar e que não só nos espanta a nós, como a todos que a rodeiam.
É cada vez mais menina e menos bebé.

Já não fala, conversa!


E conversa de uma forma tão coerente e lógica que se torna completamente enternecedor estabelecer um diálogo com ela.
Faz coisas que eu nem sabia que as crianças fariam tão cedo!


Está numa fase em que por mais que me esforce, não consigo fazer um resumo detalhado da evolução dela, porque simplesmente torna-se cada vez mais abismal de dia para dia.

 

- Conta histórias com principio, meio e fim, tal como nós lhas contamos.
- Utiliza adjectivos, distingue aromas e odores, paladares, cores, sensações, estados de espirito!
- Descreve tarefas, o seu dia a dia, o que pretende, o que pensa.
- Mantém a aversão pela comida. Eu, contudo, já deixei de me "stressar" com o tema, e assumi uma postura totalmente descontraida em relação ao assunto.
- As brincadeiras mantêm-se pela particularidade dos desenhos e de um ou outro jogo. Nada mais.
- Adora desenhos animados, e elege o Bob, o Construtor, a Dora e a Kitty, como preferidos.
- Adora animais.
- Ainda utiliza chupeta, se bem que, neste momento a "buba" está em posse do Pai Natal. Explicamos-lhe que a tinha de levar para que ela pudesse receber presentes, e que o Pai Natal a iria dar aos meninos que não têm dinheiro para comprar "bubas".
Ela ouviu, ficou sizuda e exclamou um "tá bem!" e desde aí que nunca mais a pediu. Vamos ver como corre doravante...
- É super meiguinha :) beijinhos, miminhos, abraços, palavras melosas (maexinha, uiiiinda, adoio-te, etc) é com ela!
- Adora cantar e interpreta músicas do principio ao fim.
- Tudo o que fala é super perceptivel, não é nada "espanhola" lol
- Adora pintar as unhas. Quando vai com a ama ao cabeleireiro, estende as mãos e diz logo: "Oh Gaxiete, queio arranjaie as minhas unhas!"
- É muito vaidosa! Quando veste roupa nova ou faz um penteado novo, diz: "ai a laua tá tão uiiiiinda!"
- Imita tudo o que nós fazemos: cozinhar, tricotar, pentear, etc.
- Adora trocar de papéis e chamar-me de "fia" enquanto eu a trato por "mamã". Fala comigo como se eu fosse um bebé. Também adora fingir de bebé. Começa a simular um choro e pede colo, miminhos, etc.
- Chama-me mãe, mamã, patixia, maexinha...
- Ao pai chama pai, paixinho, joao e mor lol
- Dá entoações diferentes à voz, consoante as suas pretensões (matreira...).

- É bastante independente.

- É muito agarrada à familia e às pessoas que a rodeiam. Não é estranha e dá beijinhos e abraços a toda a gente.

- Tem (como a mãe) a pancada pela ordem e as limpezas! Arruma sempre os brinquedos todos, e se vê algo fora de sitio ou um lixo no chão, diz logo! Tem o vicio de entreabrir os dedos todos dos pés com receio que tenham lixo. No Verão andava sempre a descalçar os sapatos para o fazer.

- Também adora procurar borbulhas e fingir que "trata" delas...lol

- Gosta de tentar consertar coisas partidas ou desmontadas (ou não fosse ela bisneta de um relojoeiro!).

- Conta até quase ao 20, que diz "dezadez" lol

- Em inglês já esboça algumas palavras/expressões, que ouviu do meu pai. Com a Dora aprendeu imensas coisas também, entre as quais os números até 4. lol

- Diz "bom dia", "boa tarde" e "boa noite" apropriadamente.

- Reconhece e distingue toda a gente pelos nomes, incluindo os avós, ou seja diz vó, vô ou tio/a e seguido do nome.

 

Vou publicar alguns episódios de destaque, que acho que revelam traços da personalidade dela :)

 

Aquando o falecimento do bivô, a avó ficou ao cuidado de todos nós. Curiosamente e creio que devido à idade em que se encontram, a prima C. incomodava-se de estar perto dela porque "a avó estava sempre triste", já a Lau não largava a avó por um segundo....

Num desses dias, quando deitavamos a avó na cama, ela faz os devidos procedimentos. Bebe um copo de água, toma os medicamentos (que a Laura, sobre o nosso olhar atento fez questão de lhe colocar um a um na boca), tira a placa e coloca na caixinha com a pastilha, tira os oculos, etc.

A Laura dedica-se então à avó:

- Vó, tens fome?

- Não querida.

- Vó, tens fio? Ponto, já tais quentinha! (enquanto lhe aconchegava a roupa)

- Vó, queies mais remédio?

- Não, a avó já tomou.

- Vó, queies os dentes?

A avó a rir:

- Não minha querida. A vó tem a vista cansada, sente um peso nos olhos....

- Vó, tia os óios também!


Aquando a compra da nossa nova TV (a velhota partiu sem retorno...)

Eu irritada por não conseguir sintonizar decentemente os canais, refilo entre dentes:

"Opa, esta televisão não presta!"

Ela: "Não mãe??"

Eu: "Não!"

Ela: "Mas é nova!" (lol)

E acrescenta enquanto me conforta: "Pontooo, o pai compa outa!"

Entretanto chega o pai.

Ela: "Pai, gotas da tuvisão nova?"

Pai: "Gosto!"

Ela: "A mãe não gota!"

Pai: "Não??"

Ela: "Não! Nan xabes? Óia ali, não pesta!"


Certo dia, pega num livro e começa a fingir que está a contar uma história à avó. Segue as letras com os dedos e começa a narrar:

"E o Balú dixe ao veado...."

E diz a prima C.:

"Não é nada!"

Vira-se ela, de cara encostada à da prima e com ar enervado:

"É, É!" e a apontar para o livro: "Olha ali! VE-A-DO! Diz lá! VE-A-DO!"


Um dia à noite, devido a uma falha no nosso carro (avaria sempre tudo aos pares na nossa vida lol) fomos buscá-la no carro dos avós.

Ela entra no carro e diz:

"Ah pai, compaste este carro novo??"

O pai, para ver a reacção dela:

"Sim, comprei, não gostas??"

Ela: "Sim goto. Mas poquê compaste? O outo tava estaigado?"


Aquando a visita das primas lá em casa.

Para a prima:

"Oh Béua (ela tem por hábito chamar as pessoas com o "oh" seguido do nome lol) tens uns chinelos munto gios!"

A prima: "Ah obrigado!"

Ela: "Compaste?"

A prima: "Sim"

Ela (a apontar): "São cô rosa e tem floies..."

A prima: "Pois é.."

Ela: "Compaste no Modelo??" (lol)

A prima: "Não, no Feira Nova"

Ela: "Ah no Feia Nova!..." 


No carro com a avó: 

Ela: "Vó?"

A minha mãe: "Sim"

Ela: "Os homens não pestam!"

A minha mãe (espantada): "Não???"

Ela: "Não vó! Não pestam....pa nada!!!"

A minha mãe: "Mas o pai é homem, e o avô...eles também não prestam???"

Ela: "Não! Não pestam! (pausa) Óia vó....mas depois ficam uiiindos! :)" 


No dia que o Pai Natal veio buscar a "buba" que estava na lareira eu disse-lhe: "Ah Laura! O Pai Natal já veio buscar a tua buba!!!"

Ela: "A Laua viu, ele dixe: olá laua, xou o pai natal!"

Eu: "Ai sim? E como era ele??"

Ela: "Eia vumelho, gandeeeee, e dixe: vou levaie a tua buba ta bem?"

 

FRASES:

 

"A Laua não tem falda! A falda é dos bebés e as cuecas das meninas, como a Laua, a mãe, a Dida..."

 

"Maeeeee, tá deiiixioso!" ou "Fantático!"

(palavras que nos disse ter aprendido na Kitty, e de facto quando vemos o DVD, é uma palavra que ela repete com frequência).

 

"Mae, ta quente, xópa fa favoie"

(diz "fa favoie", "obigado", "descupa", "com uixenxa", etc)

 

Quando faz asneiras diz logo: "maeee anda ca, a Laua fez asneias!....descupa mae...a Laua nao faz ota veiz..." (o castigo era coloca-la na cama de grades, mas terá de ser mudado, pois ela agora até pede para ir para o castigo :s quando a colocamos lá, ela passado um bocado chama-nos e diz: "A Laua queie pedi descupa!" e depois da-nos miminhos :)

 

"Maeee, xabes? as meninas como a Laua tem pipi e os meninos como o Joaquim (suposto namorado) e o pai (!!) têm piuinha..."

 

Enquanto ela se penteia pela casa, pergunto:

"Laura, porque te estás a pentear?"

"Tou a pôi nita po Joaquim gotai da Laua" 

 

"Tá de noite, tá na hóia de ir dómie..."

 



publicado por Mamã Peixinha às 10:19
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Mais uma estrelinha para a Laura...

Perante a minha forma de ser, qualquer pessoa que passe na minha vida, acaba eventualmente, por me marcar e deixar memórias.

Isto acontece-me inevitavelmente, mesmo que seja por uma ou outra situação singela, dificilmente me esqueço de quem partilha este ou aquele momento comigo.

Contudo, há as pessoas que passam na nossa vida e há as pessoas que entram na nossa vida. E estas últimas, não só nos marcam como passam a ser um pedaço de nós, de tudo o que fazemos, de tudo o que pensamos, de tudo o que vivemos. São estas pessoas que entram cá dentro e que mesmo com as intempéries do tempo, nunca mais saem. São as pessoas que cremos que nunca vão morrer, que vão sempre fazer parte no nosso dia-a-dia, das nossas vivências, dos nossos planos.

 

Lamento ter de postar isto no blog, mas para grande desgosto, infelizmente o nosso querido e muito amado bivô Arúbio - avô do papá Peixe e tantas vezes parte das histórias descritas neste blog - faleceu este fim de semana.

Um paragem cardio-respiratória traçou o destino ao seu pobre coração de 79 anos, que para espanto de todos, levou o nosso patriarca mais cedo do que qualquer um de nós jamais havia calculado.

 

Da partida do bivô Arúbio guardo a infelicidade de ter estado presente no momento em que Deus o levou. Mas disso não quero falar. As coisas acontecem porque têm de acontecer, e antes ser eu a esforçar-me por apagar essa imagem e aqueles momentos da minha cabeça do que ser um filho a ter de viver com ela....

 

Não a quero partilhar com a Laura, nem convosco. Quero esquecer e relembrar o que foi de bom e foi tanta, mas tanta coisa!

Portanto, por mais ridículo que pareça, quero deixar aqui descritos todos os pormenores sobre ele que acho que a Laura um dia irá gostar de ler, até os mais absurdos, mas enquanto me lembro de cada um, quero pô-los aqui, para que fiquem, para sempre.

 

Creio que falo por todos quando afirmo que fizemos dele uma pessoa feliz. Sempre lhe demos imensos mimos e acho que ele partiu sem a menor dúvida de que todos o admiravam e amavam.

 

Ao contrário da maior parte dos homens da geração dele, era uma pessoa muito dada a afectos. Como sabem, há 79 anos, a expressão emotiva não era usual entre pais e filhos.

Mas para nossa alegria, esse exemplo passou-lhe sempre ao lado, e lá beijos e mimos era coisa de que ele não nos privava!

 

Foi um tradicional homem do campo. Dos rijos, dos puros, dos bons.

Vindo de famílias de posses, decidiu sair de casa aos 16 anos e vingar na vida por meios próprios. E conseguiu-o.

Cresceu entre cavalos e toiros, nos treinos do local toureiro Vitorino Fróis, que se tornou no seu amigo e companheiro de tanta história que nos relatava constantemente.

Da sua paixão pela tourada, ensinou à Laura como se pega um toiro com afinco, pega essa que ela executa com o entusiasmo típico dos seus tenros 2 anos de idade.

Herdou por influência dele o mesmo gosto. De facto, há coisas que não se explicam, e não sendo eu nem o papá adeptos da prática a nossa pikena tem nos genes a paixão do avô.

 

O meu avô partiu sem que eu pudesse desfrutar dele como pretendia. Em consequência, vivi os momentos com o bivô Arúbio de uma forma intensa e maravilhosa.

 

Em sua homenagem o nosso barco tem o seu nome, e quando casei adoptei o nome dele, o que lhe conferiu grande felicidade.

Nunca, em 12 anos, se referiu a mim como a "mulher do meu neto", mas sempre como a "minha neta".

Era para o papá Peixe uma referência de vida, um companheiro, aquele mentor da existência dele e o avô de quem falava a todos com grande orgulho.

Para mim, foi alguém a quem me liguei de uma forma inexplicável.

 

Da minha casa há uma porta para a dele, e todas as manhãs o ouvia. A brincar com o cão, a tratar das galinhas, a passear pelo quintal.

A Laura à medida que ia crescendo, pedia cada vez mais para fugir para lá.

Mal o ouvia, ia buscar os sapatos e dizia: "mãe, calça, vou ter com o vô aúbio". Ele, na maior das suas paciências, passeava-a por todo o lado, mostrava-lhe os animais, falava-lhe das flores, dava-lhe ovos quentinhos acabadinhos de gerar.

De vez em quando dava-lhe um raminho de flores e dizia "vai dar à mãe, vai lá".

Inúmeras vezes eu chegava a casa e me deparava com um ovo na cozinha que ele carinhosamente lá deixava. Dizia-lhe "Avô, a Laura não come ovos todos os dias..." e ele respondia-me meloso: "Deixa estar, estes são fresquinhos são melhores para a menina".

 

Com a única bisneta tinha uma cumplicidade que dava gosto ver, ou não fosse ele, como com todos os netos, de uma extremosidade inigualável.

"Ela no meu colo até trepa por mim acima" dizia, todo vaidoso :)

A única vez que o vi chorar foi quando a Lau teve o incidente do pé no lavatório.

 

Distribuiu os bens pelos filhos em vida. Frisava que não queria guerras por heranças quando morresse, e mesmo quando todos lhe diziam para não o fazer, ele manteve a sua dignidade.

 

Construiu uma família linda, unida, sólida e que tem o apreço e admiração de todos que a conhecem.

 

Quando foi diagnosticado Alzheimer à sua mais-que-tudo, ele dedicou-se a ela como se de um bebé se tratasse.

Pintava-lhe o cabelo, cortava-lhe as unhas, limpava a casa, levava-a a passear de mão dada...

Como casal eram únicos. "Nino" para aqui, "Nina" para ali...sempre.

Brincavam como adolescentes e trocavam afectos constantes.

 

Para ela os dias são penosos e a doença dela dificulta o dia a dia de cada um de nós.

Num momento está consciente, no outro pergunta por ele.

Estavam sempre juntos, portanto para ela estar em qualquer lugar sem ele, é demasiado estranho para ser compreendido.

Mas todos juntos somos um pedaço dele e creio que é a isso que nos tentamos agarrar e é isso que lhe devemos transmitir.

 

Eu adorava tê-lo lá em casa. Conversava e conversava e conversava...

Adormecia no meu sofá e nem se incomodava com as horas. Adorava café e uns bolinhos :)

Guloso até mais não!

Ele e a bivó foram os meus grandes companheiros de baixa de parto.

Grandes tardes, grandes lanches...

 

Deus levou o corpo, mas ficou a alma, o espírito, as frases, as histórias, o exemplo.

De um grande homem, de uma grande pessoa, de um grande amor...

 

Até sempre querido "vô Aiúio"...

 

 

 



publicado por Mamã Peixinha às 18:52
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Vamos lá a isto :)

Bom, nem sei bem por onde começar...

Em primeiro lugar, devo elucidar-vos de que a Laura não tem nenhum maninho/a a caminho. Não, não...! lol

As nossas intenções a esse respeito mantêm-se, e é óbvio que tenciono duplicar a experiência, ideal até seria triplicar, mas para já, ainda é cedo.

Até nisso a loja mudou a minha visão.

Apercebo-me que os irmãos próximos têm por certo as suas vantagens, mas os que respeitam um intervalo de 4/5 anos também.

Nesta última possibilidade há uma maior maturidade por parte da criança existente, o que faz com que receba o novo bebé com maior entusiasmo e compreensão. Também se parte do principio que este já possui alguma autonomia, o que facilita a vida dos pais. Além de que, em termos de crescimento tem outros factores de relevância, como por exemplo, se ambos decidirem ir para a faculdade, quando um está prestes a terminar, começa o outro, logo a nível de despesas comuns também permite uma maior dispersão de preocupações :)

Quando são muito próximos, por norma, o mais pequeno ainda se encontra numa fase de necessitada dedicação e acompanhamento e por vezes sentem mais a ameaça de um novo membro na familia, o que resulta em diversas manifestações, dentro das quais, até alguma regressão no próprio desenvolvimento da criança.

Posso dizer-vos que tenho casos de clientes cujos filhos retomaram à cama dos pais, às chupetas, às fraldas, etc. Este comportamento é usual, e os pediatras apontam-no como uma chamada de atenção.

Como tal, e não apenas por isto, mas também porque os nossos actuais bebés (loja e Laura) ainda requerem bastante de nós, o nosso próximo peixinho ainda repousa em águas calmas :)

 

Em relação à minha ausência, não se deveu só à minha falta de disponbilidade, mas também a vários outros aspectos exteriores à agitação do meu dia-a-dia.

Simplesmente por vezes há fases na vida em que precisamos parar, em todos os niveis. Virarmo-nos para dentro e ter daqueles momentos de introspecção em que pensamos em tudo e em nada, sem nenhuma razão aparente, mas simplesmente porque precisamos.

É certo que muito se passou nestes meses. A minha vida andou agitada.

Sabem aqueles dias em que corre tudo mal? Pois bem, tipo isso, mas dia após dia, por vezes nem sempre relacionado comigo directamente, mas como sou mais de viver para quem amo do que para mim, não consegui ficar indiferente.

Durante estas alturas a minha cabeça bloqueia completamente de tão baralhada que fica, o que me deixa incapacitada na maior parte das minhas regulares aptidões.

 

Não sou, nem nunca fui de desabafos. Sou mais de permitir que se abram comigo do que de me abrir com os outros. A minha mãe contesta isso desde que me lembro de existir.

Mas sabem o que penso?

Das poucas vezes que desabafei, preocupo as pessoas. Pessoas essas que depois me questionam: "esta tudo bem?", "estas melhor?", "que se passa?"...

Pois bem, faz parte de mim pensar em soluções, e quando isso não é possivel, deixar que as coisas se resolvam por si, e se por acaso elas não possuem ou apresentam resolução aparente, opto por tentar esquecê-las para que a vida tome o seu curso normal.

Se desabafo, as pessoas que se preocupam (inconscientemente) não facilitam esse processo.

Por isso, a minha auto-terapia entra em cena.

É aí que faço a opção de me virar para mim, de refletir, de pensar, de me acalmar e de me esforçar para clarificar a mente das coisas más para que dê espaço a que venham outras tantas boas para a encher.

Olho à minha volta e reparo em todos os pormenores brilhantes da vida.

As cores, a beleza, a magia, a bondade, a naturalidade do dia-a-dia, enfim...todas as coisas que a vida me pode oferecer e que eu por vezes tão - estupidamente - ignoro.

Após isso, é só fazer a troca: entram umas e saem outras :)

 

Neste momento, todo esse processo está completo. E como tal, aqui estou eu.

Renovada e fresquiiiiinha :)

 

Quero deixar um enorme beijinho a todas as que compreenderam a minha ausência e que sempre carinhosamente se dirigiram  mim, via blog, msn ou email.

 

Entretanto trago novidades da Laura! ;)

 

A ti, "Sónia" quero apenas frisar que há dias menos bons. Lamento que nos tenhamos encontrado num deles. Respeito a tua opinião. Se um dia pretenderes falar sobre isso, não me oponho de modo algum. Obrigado e Felicidades!



publicado por Mamã Peixinha às 14:42
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Post "Prenda"

Olá! Olá! Olá!

 

Cá estamos como prometido :)

Desta feita, venho apenas com um post "prenda", não meu, mas da Lau! Posteriormente publicarei um "daqueles", com explicações e relatos do que têm sido os nossos dias.

 

Como sempre mencionei, a Lau continua indiferente a todo o tipo de brinquedos, à excepção de alguns jogos de encaixe e afins.  

Porém, mesmo em opção a estes últimos, ela troca-os facilmente pela sua exclusiva e afinca paixão pelas canetas e folhas de papel.

 

Ao que temos visto, creio que vem artista a caminho.

 

Desde cedo que se esforçou por começar a desenhar traços direitos e bolinhas bem redondinhas. A pouco e pouco começou a elaborar as caras das bolas que nós faziamos, com os olhos e a boca. Depois fazia uma bola com traços (sol), uma bola com um pau (gelado), etc.

Pois bem, nesta fase, pede para lhe desenharmos uma pessoa. Nós fazemos uma bola e os traços e ela aplica-se nos olhos, no nariz, na boca, no cabelo, nos pés e nas mãos.

O "senhor" que de seguida se apresenta até teve direito a óculos!

 

Aqui ficam os dotes da pikena.

Até breve!

 

 

PS - Faltam dois cabelinhos no topo da cabeça, que não ficaram bem visiveis na digitalização :)



publicado por Mamã Peixinha às 15:10
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
E....

....vamos voltar!...

Muito em breve ;)



publicado por Mamã Peixinha às 11:27
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Entendimento

- "Mãe, poque táis a choiáie?" 

- "Lau, lembraste que a tia tinha um dói-dói?"

- "Xim"

- "Agora já não tem"

- "Tá bem, ma poque táis a choiáie?"

- "Olha, agora a tia foi para o céu, e tu tens mais uma estrelinha só para ti, está bem?"

- "Tá bem"

 

(...)

 

- "Mãe?? Xabes? A tia nan foi nada pó xéu, tá em casa a ómir, tá bem? Nan chóies..."

 

 

(Apesar da tristeza, sei que finalmente alcançaste a tua paz e a tua dor terminou, e isso tranquiliza-me...custa-me saber o que sofreste e ter-te sentido ir lentamente...ninguém merece passar por isso. Nunca me vou esquecer do carinho que me deste ao longo da vida, e da tua ternura com a Laura...descansa em paz, tia querida...)


Tópicos:

publicado por Mamã Peixinha às 10:37
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Síndrome do "Espantalho"

Começo este post sem saber o que hei-de ao certo dizer-vos…

 

Lembro-me num certo ano do meu liceu, de ter um professor de Português daqueles bem excêntricos, com quem eu me dava muito bem, em parte devido ao meu – sempre - patente gosto por excentricidades e seus géneros.
Certo dia, numa aula, surpreendeu-nos a todos, ao nos entregar uma folha de papel com apenas a imagem de um espantalho e ao solicitar-nos que escrevêssemos um texto sobre a dita. Deu-nos a aula toda para o fazermos.
Naquele dia eu não me sentia de todo inspirada e escrevi o que me vinha simplesmente à cabeça. A invalidez do meu texto, o nervosismo da falta de palavras, a incapacidade de acompanhar a escrita dos meus colegas, a má nota que me iria esperar….
O meu discurso vazio e pouco inspirador alongou-se, e como é óbvio falei de tudo menos do espantalho …
No dia de receber a avaliação do texto, eu lembro-me que estava completamente preparada para uma má nota.
Quando ele me entregou a folha, virei-a e lembro-me que conclui o texto com qualquer coisa do género: “sei que o que escrevi não tem de todo a ver com o que o professor pediu…”. Para minha surpresa e espanto, ele acrescentou “está perfeito e eu adorei”.
O que senti naquele dia é o que pretendo transmitir neste post.
O blog anda descurado.
Para ser franca, tenho imensas coisas que gostaria de partilhar convosco, mas ultimamente a minha mente está simplesmente congelada. Falta-me a iniciativa, a vontade, a inspiração…
Das mamãs que iniciaram blogs na minha altura, algumas começam a abandoná-los. Das motivações que partilharam comigo, algumas fazem todo o sentido e as sensações são comuns com as que começo a sentir agora…
Será que todas passamos pelo mesmo? Será que está na altura de o meu blog também chegar ao fim?...
Desde que o iniciei que me questionei várias vezes de como o iria terminar.
Mas, como é que se termina um blog???....
A minha pouca disponibilidade de tempo neste momento também não me ajuda. Anteriormente, tinha um trabalho com horas vagas que me permitiam divagar, pensar, reflectir e inspirar-me nas aventuras da Lau para vos descrever.
Desde que abri a loja que não tenho essa disponibilidade. Por aqui o trabalho não passa somente pelo atendimento ao público. Há todo um “backstage” logístico que exige acompanhamento diário, já para não falar nas manutenções obrigatórias (limpezas, organizações, etc…)
Sinto um peso nos ombros. Eu quero escrever!
Porque tenho saudades vossas, em todos os sentidos…
Porque sinto que nesta fase em que tenho cada vez mais coisas para contar sobre a minha filha, e das quais quero manter um registo para não as esquecer, as estou a deixar escapar…
Porque gosto e porque gosto…
Mas falta-me o click. “Aquele” click…


publicado por Mamã Peixinha às 17:05
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009
Adeus Dona Fralda!

 

A imagem ilustra as minhas palavras. Completámos o desfralde diurno!

O processo demorou ao todo cerca de 3 semanas, sendo que, como já sabem, desde há muito que iniciámos a Lau na habituação do bacio.

Foi tudo super natural e sem stresses, tal como eu sempre fiz intenção que fosse.

 

Tive imensas ajudas dos conselhos das mamãs da loja, que carinhosamente me foram dando as suas dicas :)

Depois de falar com muitas delas apercebi-me que a nossa primeira iniciativa pode ter ajudado bastante, pois há imensas crianças com medo do bacio e que o rejeitam logo de antemão. Por isso, foi bom ambientá-la previamente ao "dito cujo".

De qualquer forma, penso que seja importante fazer investimento num bacio que seja essencialmente confortável para a criança. Em que o rabiosque fique bem assente e isento de marcas em caso de "estadia" prolongada.

O meu foi-me oferecido pelo meu pai, mas para a casa da ama, optámos por um daqueles bem simples, e que não têm entre-pernas, para que ela possa sentir-se à vontade.

 

Ao que constatei há bebés que preferem de imediato passar para a sanita, com o devido redutor, que, na minha opinião, tal como o bacio quanto mais confortável for, mais ajudará a adaptação do bebé.

 

Aqui fica a descrição do nosso método:

Começámos inicialmente por pô-la no bacio apenas de manhã, quando acordava. Estudos comprovam que o bebé faz chichi nos 5 minutos que decorrem depois de acordar, por isso normalmente a experiência corria bem.

A pouco e pouco a Laura começou a manifestar-se, mas como eles normalmente só têm capacidade para segurar o chichi a partir dos 24 meses, nunca a pressionámos.

 

Primeiro começou por dizer-nos que tinha a fralda suja, e segundo li, este é um dos primeiros sinais que eles estão preparados para o desfralde.

Com a abertura da loja e afins, fui adiando, mas certo dia decidi que estava na altura de lhe dar a oportunidade de avançar mais esta meta.

Comecei por tirar-lhe a fralda apenas à noite quando chegávamos a casa. Porém, não lhe colocava cuequinhas, deixava-a livre.

Também li algures que nas primeiras vezes se lhes colocamos cuecas eles têm a sensação que estão protegidos e fazem chichi naturalmente.

Para onde a Laura fosse, o bacio ia atrás, para que ela lhe tivesse acesso facilitado.

 

Decorreram alguns dias, e com eles alguns acidentes, claro.

 

Achei então que estava na altura de passarmos às cuequinhas. Comprei das que vendo na loja. São excelentes e posso recomendar. Além de serem mais económicas que as fralda/cueca, ainda são ecológicas.

Espreitem aqui: http://www.bambinomio.com/v06/prd/pot.cgi

 

Para lhe dar a sensação de desconforto, sempre que havia um acidente não lhas tirava de imediato (este conselho até vem na própria embalagem das cuecas).

Quando saiamos de casa, punha-lhe a fralda por cima das cuecas e mencionava que não deveria sujar as cuequinhas novas :)

 

A pouco e pouco fomos lá. Começou por dizer no fim de fazer, depois a meio e agora já vai a tempo :)

De vez em quando já lá estão dois pinguinhos, mas acaba o resto no bacio!

Até agora contam-se 2 dias sem acidentes. Acho que é um bom balanço :)

 

Nunca ralhámos com ela quando se descuidava. Nunca a pressionámos.

Cada vez que cumpria a sua tarefa, saltávamos e batiamos palmas até ela soltar gargalhadas. Agora quando faz chichi já diz: "mãeeee! sata, palmas!" lol

 

Mais uma "prueba superada" :)

Parabéns meu SOL!



publicado por Mamã Peixinha às 13:28
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
"Night Out"

Desde que engravidei que não me aventurava numa saída à noite.

Nunca tinha deixado a "nha Lau" de noite com ninguém, mas no fim de semana passado, dois aniversários e uma despedida de solteira, lançaram-me o desafio.

 

Primeiro fomos ao aniversário do "grandpa" John. 71 anos pela primeira vez festejados em Portugal e em casa nova, é de comparecimento obrigatório.

A Laura esteve bem, como sempre, salvo a birra de sono, que se tem vindo a tornar pior (assunto a postar mais tarde), cantou os parabéns, esbocejou umas palavritas de inglês, insistiu para molhar os pés na piscina e delirou a brincar às escondidas com a Ann. Foi um jantar delicioso :)

Dois minutos depois de sairmos de lá, já a Laura estava ferradinha a dormir.

Sobravam-nos um aniversário e as despedidas de solteiros. O papá nem questionava sequer a possibilidade de irmos, pois de vez em quando somos convidados a eventos e eu nunca consegui deixar a Laura...

Mas eu estava super bem-disposta, bem vestida e arranjada e a noite convidava a sair... 

Virei-me para os meus sogros e perguntei se não se importariam de ficar com ela. Eles gaguejaram - lol - também sabem como sou e acho que ficaram impávidos com a minha pergunta, ainda mais quando lhes disse que ela podia dormir na casa deles.

Como é óbvio, aceitaram, todos tolos :)

Largámos a pikena e seguimos viagem. O silêncio instaurou-se no carro durante uns minutos mas depois o papá quebrou o gelo: "apesar de nos sentirmos meio estranhos, estamos descontraídos e acho que até nos vai saber bem".

Concordo.

 

A noite segue. Vamos brindar com o Tiago, outro aniversariante, que já alegre pede companhia e me incute lembranças dos "maus vícios" lol (aiiii minha mãe...!)

 

Para mim a noite perfeita sempre foi finalizada numa pista de dança.

Eu sempre fui e sou daquelas pessoas que tem a dança nas veias.

ADORO.

Sozinha, acompanhada, seja o que for e onde for, venha a música!

Ainda hoje são inúmeras as vezes que danço com a Laura pela casa. É sem dúvida a minha melhor terapia, e para meu agrado, ela partilha do mesmo gosto :)

 

Porém, as minhas meninas da despedida de solteira esgotaram as energias antes do prazo e quando chegámos à disco, já elas estavam de saída....buááá...mesmo assim confraternizámos na barraca dos cachorros - lol - o resto ficou prometido para outro dia.

 

A noite foi animada. Dei imensas gargalhadas, bebi uns copos, conheci gente gira e diverti-me imenso.

A falta de hábito a estas lides, fez-me adormecer ainda na viagem para casa.

A meio da madrugada acordo com os soluços da minha Lau ao colo da minha sogra. A minha peixinha acordou e só disse a choramingar: "Vó, queio a minha mãe..."

Deitei-a a meu lado, abracei-a e cantei-lhe a música dela. O final perfeito.

 

Talvez eu esteja preparada para cortar o cordão umbilical de vez em quando, mas acho que a minha bebé ainda não...:)

 



publicado por Mamã Peixinha às 11:17
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Vida pré e pós "9 Luas"

Pois é, desde que abri a loja que a minha vida tem sido uma pequena tempestade…
O tempo encurtou e bastante e já perdi a conta aos hobbies e prazeres que se foram perdendo…
Ora vejam:


Pré-loja:
 
Acordava de manhã para aí 40 minutos antes de sair de casa, tomava o pequeno almoço, despachava-me nas calmas e despachava a Lau. Saíamos os 3 de casa.
Depois deixava o papá Peixe no trabalho e a Lau na ama.
Ia trabalhar até às 13h, hora que ia apanhar o papá Peixe para almoçarmos juntos em casa.
Antes de entrar passeava um pouco pela cidade entre as lojas e montras…
Saía às 18h30. Por esta hora o papá Peixe e a Lau já me esperavam e íamos para casa.
Jantávamos cedo e eu conseguia orientar a minha vida doméstica até por volta das 21h30/22h. Adormecia a Lau e ainda relaxava no sofá com o papá Peixe…
Lá pelas 23h/23h30 já estava na cama.
 
Dias de trabalho: de Segunda a Sábado, sendo que ao Sábado descansava meio dia, que era destinado maioritariamente às tarefas domésticas.

NOTA: No meu antigo trabalho passava a vida a passear pela rua, andava imenso a pé e de carro, encaixava lanches e almoços com amigas, conseguia tempos para ver tudo e mais alguma coisa na net, ler blogues, escrever no meu blog e afins…

Agora o que mudou:

Acordo às 7h. Faço o almoço, enfio o pequeno almoço num saco e aproveito para orientar mais algumas tarefas domésticas.
Quando a Lau acorda, despacho-a.
Saimos os 3 de casa. O papá deixa a Lau na ama e depois a mim na loja.
Na meia hora que tenho de intervalo ou vou ao banco fazer os depósitos ou aproveito para tratar de assuntos pendentes. No entanto, quando por vezes fecho tarde no dia anterior acabo por ter de limpar a loja antes de abrir.
Tomo o pequeno almoço na loja.
A partir do momento que abro a porta, há sempre trabalho: montras para lavar, passeio para varrer, pó para limpar, stocks, encomendas, workshops, clientes para atender, etc etc…
À hora de almoço chega papá Peixe. Almoçamos à vez.
Ao fim da tarde chega a minha Lau :)
Lá pelas 19h30 começo a fazer o fecho. Até às 20h entra sempre gente…
Aspirar, limpar, fechar e afins, nunca saímos da loja antes das 20h.
Jantamos bem mais tarde que antes.
Na maior parte das vezes quando adormeço a Lau, deixo-me adormecer também…
Quando não adormeço, deito-me no sofá com o papá e tentamos relaxar…só que…há sempre há sempre um outro assunto da loja para conversar…
 
Dias de trabalho: de Segunda a Sábado (full time). Domingo faço pouco ou pelo menos tento. Que se lixem as tarefas domésticas lol
 
Por vezes sinto-me um pouco deslocada das pessoas e do mundo…confesso que tenho saudades de almoçar com as minhas amigas, de ir ver lojas, de fazer compras, de beber um café, sei lá!
Enquanto que anteriormente “queimava tempo”, agora rezo para que ele não se apague.

Se estou feliz? Sim, estou. Muito cansada, aliás exausta, mas realizada.

Mantenho-me em pé sem dúvida graças ao apoio de quem me rodeia: amigos, pais, sogros, marido, tios, avós…todos!
Uns quilos a menos e umas olheiras a mais, mas a cabeça está no mesmo sítio, e isso devo-o a eles.

Por isso este blog anda tão descurado…não consigo ter tempo para nada…espero que me desculpem…

Tenho um livro que a minha mãe me ofereceu para as “horas mortas”, que ainda nem comecei e que entretanto está cheio de mofo debaixo do balcão…

Oh, pobres dos que invejam quem tem negócios…! Se soubessem...
 
PS - Entretanto comecei um blog muito "mal alinhavado" da loja. Estamos a tratar da pagina web, assim que estiver pronta eu publico, mas até lá vou trabalhando este blog conforme posso e com algumas ajudas. Podem cuscar: www.9luas.blogs.sapo.pt ;)


publicado por Mamã Peixinha às 11:38
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Barrigas de Amor

Vamos deambular por lá este ano, a título profissional...

A mini-peixa estará devidamente identificada :) por isso quem for, caso queira, pode meter conversa connosco, sem crise!

Creio é que têm de jogar um pouquinho ao "Onde está o Wally?" lol

Beijos GRANDES!



publicado por Mamã Peixinha às 10:02
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Sabiam que...

 

...agitar bem um pouquinho de água e sal grosso num biberon, o deixa impecável?

 

e que...

 

...quando os nossos pikenos estão sofredores dos dentinhos, esfregar umas gotas de sumo de limão nas gengivas previne as infecções além de que funciona como um excelente analgésico?

 

 

PS - O video da entrevista no YouTube vai sair, ao que sei já anda alguém a tratar disso ;)



publicado por Mamã Peixinha às 09:44
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009
O dia em que nós fomos à TV

Eu acordei cedo.
Já tinha deixado tudo pronto de véspera, por isso apenas me preocupei com a trivial preparação do saco da Lau.
O papá Peixe já havia acordado antes de mim e saído de casa para tratar de assuntos pendentes. 
Ainda antes de me começar a vestir, chega a minha querida amiga de sempre, C., cuja presença só poderia ser imprescindível num dia como este.
Vesti-me e vesti e despi a Lau para aí duas vezes…até encontrar a “toilette” perfeita não foi lá muito fácil. Ela, entretida e vaidosa como já sabe ser, a cada muda só perguntava enquanto levantava as camisolas “tói gia?”
Finalmente eu e a madrinha optámos pelo casual. A minha filha nunca anda muito pipi, logo não seria por ir à TV que isso iria acontecer lol
Depressa nos despachamos, saímos de casa, apanhamos a ama da Laura e rumamos à capital.


Encontramos os estúdios Valentim de Carvalho à primeira, o que nos fez ser pontualíssimos!
Identificamo-nos à entrada e entramos para o estúdio.
À recepção está o Sr. Carlos Areias que estuda atentamente os textos (presumo) e que simpaticamente mete conversa com a Lau e com os seus – maravilhosos - totós.
Somos recebidos por uma senhora muito simpática que nos acompanha até ao refeitório.
“Vai ser a primeira convidada da segunda parte” – informa-me.
 Ora bolas! E eu que queria ser a última…
Almoçámos rapidamente pois não nos queríamos atrasar!


No fim de almoço somos dirigidos a uma pequena sala de espera onde encontro as outras duas mamãs.
Uma senhora aborda-me e explica o que se vai passar. Vou entrar com a Laura que pode até sentar-se a meu colo, pois querem que ela apareça.
Diz-me que basicamente irei conversar sobre a gravidez, os primeiros tempos etc. E remata: “que ao que ouvi dizer a Patrícia é a pessoa indicada para falar nisso”
Agradeço e comento: “acha mesmo? Eu não sei bem…”
Ela tranquiliza-me e transmite-me confiança, o que me ajuda bastante.


Sou chamada para a maquilhagem.
Sento-me numa cadeira suuuuuper confortável e uma senhora de sotaque espanhol e com uma voz muito suave começa a minha “produção”. Nunca tinha sido maquilhada por outra pessoa, mas posso dizer-vos que é uma coisa super tranquilizadora. Fiquei mesmo muito relaxada!
O ambiente era excelente e a conversa fluiu naturalmente, o que me pôs de imediato à vontade, ou não fosse eu uma conversadora nata!
Quando me levanto para me ver ao espelho, acho que pensei para mim: onde é que foi a minha cara??? lol
É incrível o que se consegue fazer. Eu achei-me completamente irreconhecível, com um disfarce de pele perfeita, mas ao mesmo tempo tão natural como o meu aspecto do dia-a-dia. Impressionante.
Passei à fase dos cabelos, em suma: mais mimos.


Durante todo este processo a Laura fica completamente indiferente a estar num ambiente estranho com pessoas que nunca viu na vida.
Corre pelos corredores, conversa com toda a gente e age com a naturalidade que só quem a conhece pode comprovar.
Como está sentada a meu lado, troco palavras com a Leonor Poeiras pois o filho dela é da idade da Laura, e como é óbvio, no que toca a partilhar aventuras, mãe que é mãe tem sempre mais que conversa!
Mais um relance ao espelho e para meu espanto: caracóis!
No geral o resultado foi engraçado e agradou a todos. A minha amiga C. até achou que eu tinha passado de Peixinha a Sereia lol


Começa a chegar a hora e à medida que isso acontece as borboletas no meu estômago já estão mais que alvoraças e desobedientes!
Mando-as sossegar, mas fazem ouvidos de mercador aos meus apelos.


Entra a primeira entrevistada. Eu colo-me de imediato à televisão que temos à nossa frente para observar cada pormenor. Depois parei e pensei: naaaa! Quando lá chegar logo se vê :)


A minha relação com a Sara (para quem viu o programa foi a ultima mamã) aconteceu muito espontaneamente e de forma muito natural. Instintivamente colámo-nos uma à outra e falámos como se nos conhecemos desde há muito tempo atrás.


É chegada a hora.
Descemos as escadas calmamente e entramos numa sala enorme para os últimos retoques.
Perguntam-me: “quer alguma coisa?”
Eu sorrio e respondo: “sim! quero desitir!!”
(Foi só para quebrar o gelo lol)


Põem-me o microfone, mais uns retoques daqui, outros dali e eu e a Sara entramos em estúdio.
Só lhe pergunto: “tás nervosa?”.
Ela: “sim”.
Eu: “ok, eu também”
Sentamo-nos escondidas e assistimos a introdução da minha reportagem.

A dada altura subo para a “bolacha” e no segundo seguinte estou no ar!


Oh Deus meu! Naquele momento senti-me perdida!
Queria sorrir e não conseguia, pois apesar do esforço, as minhas bochechas pareciam de cimento!
Sentia-me super baralhada para onde olhar, uma vez que não tinha a menor ideia do que estavam a filmar ou onde.
Para além de que na minha cabeça ferviam milhares de possíveis respostas a milhares de possíveis perguntas…


Enfim, apesar dos nervos, a pouco e pouco fui descomprimindo e a coisa lá começou a encaminhar…


A Laura estava na maior. Diziam-me por sinais: “deixe-a andar à vontade” e assim o fiz. Portou-se lindamente, e no fim recebeu elogios da equipa completa, para além de que eu como mãe babadíssima, acho que esteve completamente à altura dos grandes planos que lhe fizeram :)


Bom, a entrevista decorreu como algumas de vocês tiveram a oportunidade de ver. Ao ver-me na TV parece que falei imenso, mas in loco tudo parecia ter passado em segundos!
O papá escondeu-se na plateia e só a madrinha da Lau e a ama tiveram direito a aparecer frequentemente :)


Ainda só tive a oportunidade de me ver uma vez, pois o meu vídeo avariou :s
Do que vi, pequenos reparos a fazer:


- nunca achei que falasse tanto com as mãos;
- tenho  de diminuir os “portantos” na linguagem;
- e nunca mais utilizar gloss nos lábios (aquela treta colava os meus lábios aos dentes e atrapalhou e muito o meu discurso!), entre outros lol


Quando sai do estúdio estava um colega meu à porta, que exclama mal que bate com os olhos em mim: “Só vim ver se eras mesmo tu! O que é que estás aqui a fazer????!!!???”
Ele é musico do Mickael Carreira e estava na sala a assistir ao programa quando me viu. Ficou tão surpreso e incrédulo que até perguntou logo a alguém: “Esta rapariga é das Caldas???” lol
Quando eu saí lá estava ele, para comprovar.
Fiquei um pouquinho à conversa com as mamãs VIP’s que iam entrar e pouco depois subi para lanchar.
A tarde passou rápido e regressámos a casa.


Li as mensagens no telemóvel e as dezenas de comentários e emails.
Quero agradecer, e muito!
O nosso dia-a-dia é tão assoberbado de coisas fúteis e impessoais, que eu acredito que as manifestações de carinho são o que torna esta vida maravilhosa e especial.
Vocês contribuem todos os dias para que isso aconteça na minha.
Não tenho palavras para as minhas já amigas mamãs blogueiras, bem como para todas as novas visitantes e afins, que se dirigiram a mim de forma tão simpática, quer através do blog, como através da loja e pessoalmente.
É bom viver rodeado de gente boa!


OBRIGADO

 


PS – Duvido que alguma vez leiam isto, mas tenho de elogiar toda a equipa que nos recebeu e toda a dedicação com que nos presentearam. Um beijinho muito especial à Liliana, que tornou tudo isto possível e que confiou em mim. Bem hajam!



publicado por Mamã Peixinha às 16:24
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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
As Tardes da Júlia

Próxima segunda-feira dia 8.

Tema: "Sou uma jovem mãe"

 

Cruzem os dedos para que o meu lado "Bridget Jones" sempre tão evidente, seja discreto nesse dia...lol

 

BJS



publicado por Mamã Peixinha às 10:01
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Sábado, 30 de Maio de 2009
O que lá vai e o que lá vem...

Olá a todas, como devem reparar o meu anterior post foi eliminado...

Escrevi-o de sangue quente e hoje, quando o li, vi que não fazia sentido nenhum mantê-lo, pois sendo eu reconhecida pela minha grande passividade, não tenho de todo estofo para começar ou alimentar eventuais "guerrilhas".

Como tal, e graças ao sussurro do meu anjinho apaziguador, fiz o sensato e eliminei-o.

Obrigado a quem comentou.

Marina, não te preocupes amiga: estamos bem! ;)

 

Bom, e agora para satisfazer as dúvidas das mais curiosas, sim, atesto a veracidade da mensagem da Liliana Pacheco ali na Cbox.

Fui de facto convidada para participar no programa "As tardes da Júlia", convite esse que...aceitei!

 

Ainda não estou assim bem de pés assentes na terra com tudo isto, nem eu nem ninguém que me conhece....

 

Se há quem diga que quando somos mães a nossa vida muda muito, eu então, nem sei que dizer...

 

Ora vejamos...

 

Engravido, começo um blog a titulo de memória pessoal, recebo um destaque, crescem as visitas, criam-se laços, formam-se amizades, crescem mais visitas, disparam os comentários, os emails e as solicitações...

Penso num projecto, começo-o e concluo-o. Saio do meu emprego de 10 anos e lanço-me no negócio da maternidade.

E no meio disto tudo ainda sou convidada a ir à TV...

 

 Tudo isto tem uma causa e uma razão:

...a Laura...

 

Portanto, quando vos disserem que depois dos filhos nascerem já nada é igual, não dramatizem. Quem sabe esse "nada igual" não se revela...

 

...melhor?...;)

 

BJS!!! 



publicado por Mamã Peixinha às 18:20
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
"Como está a Lau?"

Esta tem sido a pergunta que tem recheado o meu dia-a-dia, via email, msn e afins…
Obrigado a todas.

 

Tenho assim, como obrigação e dever, pôr-vos a par das últimas da nossa mini-peixa.

 

Bom,  a Lau está a abandonar a sua postura de bebé e a revelar-se cada vez mais próxima da sua condição de criança autónoma, independente e segura de si.
Continua cheia de vida, dada, carinhosa, inteligente e bem-disposta, o que já lhe confere esse estatuto perante quem a conhece.
O desenvolvimento dela, a partir dos 15 meses foi vertiginoso, e são inúmeras as vezes em que dou por mim a olhar para ela e a tentar ver uma menina de 19 meses e não a “meia pessoa” que cada vez mais se evidencia.

 

Está muito faladora. Acho que me posso até atrever a dizer que não há palavra que não diga.


Tem discernimento e entende-nos bem quando lhe tentamos explicar ou perguntar algo.
Responde objectivamente às nossas perguntas com “sim”, “não”, “nan queuo” ou “queies”.
Começou este mês a construir frases de 3 palavras. As que mais gosto de ouvir são: “xau, boi embóia”, “mãe, an cá nina” ou “pai, an cá nina” (etc), “intão, ya tá?”, "xiu, cáiate, óh-óh" (a ralhar com o cão:).


É fanática por “libos”, e “xenhos” (livros e desenhos). Quando lhe pomos um lápis na mão e uma folha de papel e lhe pedimos que desenhe uma bola, consegue alinhavar um círculo com bastante perfeição, para a idade dela.
A este gosto adicionam-se os legos e todo e qualquer tema que inclua música.
Consegue entoar diversas canções, das quais na maior parte sabe os refrães de cor, e faz  3 ou 4 coreografias (“doidas andam as galinhas”, “twinkle little star”, entre outras...)


Come sozinha, lava os "entes" (dentes) e já toma banho de duche desde os 16 meses.

 

É uma peste para comer, terrível mesmo! De um dia para o outro mudou por completo e deixou de querer comer fosse o que fosse.
A pediatra falou em anorexia selectiva, isto porque ela só come bem na ama. Mas está longe de melhorar e muito pelo contrário, cada vez está pior. A certa altura ainda lhe conseguíamos enfiar umas colheradas na boca se estivesse distraída, mas agora, nem isso…
Estamos no ponto em que comer um “ute” (iogurte) inteiro ao lanche é uma enorme vitória. Simplesmente parece que tem raiva de tudo o que seja comida :(

É complicado lidar com esta psicose, mas acho que já me começo a habituar, apesar de por vezes ser um sufoco deitá-la de estômago quase vazio...

 

Mas adiante…

 

Bom, e o maior destaque a quem toda a gente acha piada, é que a nossa menina conta até 10! É verdade…saltando o sete vai tudo de enfiada e muito perfeitinho!
Tudo começou porque a ama sempre que subia os degraus de casa os contava com ela. E se bem se lembram, ela ainda mais pequenina, já entoava o três com alegria – lol – pois bem, neste momento já chegamos ao dez!

 

Distingue o feminino do masculino. Na loja dirige-se às pessoas como “xenhoi” ou “xenhoia” e diz “meu” ou “minha” consoante as ocasiões.


Já pede para fazer chichi no bacio, e quando faz cocó na fralda vem-me logo dizer.

Explica bem os acontecimentos.

No outro dia, foi ao bacio e não fez o chichi lá dentro. Ouvi-a a exclamar “ohhhh” e quando cheguei perto dela, estava de pé com uma pocinha no chão.
Expliquei-lhe que só no bacio é que se faz o chichi, e pedi-lhe para contar ao papá o que tinha acontecido. Chegou ao pé do pai e disse: “Pai, ana” o papá lá foi. Chegou à casa de banho e contou ao pai. “Lau xixi chão, ai, ai, ai, ai” lolololol

Por vezes quando faz chichi tenta limpar-se com o papel higiénico e puxar os collants para cima :)

 

Adora bebés. Dá-lhes a chucha e pergunta “buba, quéies?”, diz “não chóia” e se choram, dá festinhas e faz “poooonto”.
Também faz “poooonto”  e “tainho” (tadinho) para nós, se ficamos tristes ou se nos magoamos, e diz “ miminhos” e aperta-nos com força e dá muitos beijinhos! É uma doçura no que diz respeito a carícias.


Quando ouve alguma coisa que lhe interessa, espeta o indicador e diz-nos em sussuro: “tuta” (escuta).


Chama-nos más se fazemos algo que não gosta.


Adora “quêxo, titinho e nana” (queijo, leitinho e banana). São as únicas coisas que ainda come com agrado.


Sabe o nome de toda a gente da família :)


Adora andar de pano na mão e a limpar. Delicia-se a limpar a montra da loja com a mãe e faz um sucesso para quem passa!


Em inglês já diz: “mommy” “I love you” e “bye, bye”. Responde se perguntamos “where’s mommy” ou “where’s Lau”. Não a esforço, claro.  O que diz é apenas resultado das brincadeiras com o meu pai via msn.


Quando espirramos diz “tantinha”. lol


Não e de todo sensível à dor e piegas. Sai à mãe lol. Se cai ou se magoa diz “ai, dói doi” mas fica por aí. Não é nada lamechas.


Já temos 4 dentes em cima, 4 dentes em baixo e 1 queixal que vieram todos – felizmente – sem manifestações! Obrigado Dª Fadinha dos Dentes! :D


De desenhos animados adora o Ruca, o Bob “tôtôtoi” (construtor), o “caqueio” (carteiro) e o “ôdi” (Noddy). É mesmo machona a minha pikena…


É muito macaqueira. Adora rir e fazer rir e já sabe bem como o processo se desenrola. Faz imensas macacadas e quanto mais nos rimos, mais ela se ri.
Normalmente, perante um maior número de pessoas, gosta de bater palmas e gritar “boaaa!” e depois chama persistentemente quem não bate palmas. Objectivo: TODOS têm de gritar boa e bater palmas :D


Estamos completamente amestrados. Diz-nos “tenta” (senta), “teita” (deita), “canta”, “peia” (espera), etc etc


Quando vê muita quantidade de algo, diz: “taaaantas”.


Adora todo o tipo de animais, ou não fosse ela, para meu agrado, uma menina do campo. Se vamos de carro e encontramos um rebanho temos de parar e depois é um berreiro para largar os mé-més. Como as ovelhas berram muito, ela acha imensa piada a fazer coro com elas lol
Porém, quando qualquer animal se aproxima dela ela põe as mãos ao peito e diz “tedo, mãe”. Pois é, são giros mas é ao longe ;)


Se ouve um estrondo ou tem uma surpresa também põe as mãos no peito e diz “ai, tusto” lol

 

Na loja já é conhecida por clientes e vizinhos. Porta-se lindamente. Mesmo rodeada de cores e brinquedos apelativos, salta para o meu colo e diz: "mãe xenho" e delicia-se com os lápis de cera ;)

 

A lista poderia continuar, mas seria difícil, especialmente para mim como mãe super babada que sou…

 

Sou-vos franca. Regra geral não sou de apregoar o que a Laura faz ou deixa de fazer. Faço-o aqui porque quero um dia mais tarde pegar neste blog e relembrar-me de cada pormenor do crescimento dela, como já hoje por vezes faço, ao ler posts mais antigos.


A minha afirmação tem um motivo: espírito de competição.

Pessoalmente é coisa que não tenho e nunca tive.
Sou ambiciosa q.b, mas não sou nada competitiva.
Não gosto, não me inspira e é característica que sinceramente, até desprezo.
Daí dar uma péssima vendedora no meu antigo ramo profissional...
 
Infelizmente, desde que sou mãe que facilmente me apercebo que o pica-pica competitivo entre mães é - quase - uma constante.
Nas minhas idas ao centro de saúde ou até em conversas casuais de rua, apercebo-me que há quem se sinta na vontade quase ofegante de exibir as façanhas dos seus rebentos e mostrar que eles são as crianças supra-sumas de toda uma geração.
Por um lado compreendo, por outro não.
No meu caso, pessoalmente, prefiro abster-me desse tipo de analogias e comparações.

Por norma, quando me vejo confrontada em conversa com uma mãe que me pergunta constantemente o que a Laura faz, digo sempre menos do que a realidade ou respondo vagamente.
Simplesmente, não tenho pachorra para conversas do tipo "o meu faz isto e o teu ainda não" ou "ah ainda não faz? o meu já faz há tanto tempo...", etc, etc.

 

A minha filha é um bebé (!!)
E é um bebé que está a crescer, não ao meu ritmo, não ao ritmo dos estudos que comparam 1000 crianças da mesma idade e muito menos ao ritmo da vizinha do lado.
A minha filha é um bebé que cresce ao ritmo dela e pronto.
Ainda não faz isto? Não.
Já faz aquilo? Sim.

E eu com isso?
 
Faz o que quer e lhe apetece quando ela quiser e a sua personalidade e organismo assim o pedirem.
 
Eu também sou uma mãe babada. Todos sabem que sim, não é segredo para ninguém.
Mas o amor e apreciação pela minha filha é igual, se ela fizer 10 graçolas, 5, ou nenhuma.

Por isso aqui vos cito: a minha filha é apresentada pelo que é, e não pelo que faz.

Como tal, caso hajam mamãs competitivas que leiam este blog, salvaguardo-me assim do estatuto de gabarolas com estas palavras. lol

 

BEIJO!

 

PS - As mais privilegiadas deverão entretanto receber  alguns vídeos das proezas da Lau ;)



publicado por Mamã Peixinha às 11:48
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Quero deixar um enorme beijinho...

...à minha querida amiga Mamã Docinhas, pela surpresa que me fez ao pedir à Mary para anunciar a "9 Luas" no Baby Boom.

Foi uma prenda excepcional, de uma amiga que de virtual passou a bem real, e cuja empatia entre as nossas familias se revelou logo no primeiro encontro.

Obrigado "migotixa"!!! És o máximo!

 

SMACK!

 

PS -O meu obrigado também à Mary, sempre tão disponível e atenta. O teu trabalho merece um louvor! Um beijo enorme também para ti! Bem hajas!!

 


Tópicos:

publicado por Mamã Peixinha às 14:14
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